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sábado, 23 de novembro de 2013

O Mal das Obras Inacabadas

O mal das Obras Inacabadas
Vinícius Montgomery de Miranda
                                                                                                             
Um dos maiores desafios da gestão de uma organização é antecipar-se aos acontecimentos futuros, sem descuidar das atividades operacionais. Lidar com o novo, reagir ao inesperado e adaptar-se às novas condições ambientais são atributos inerentes aos líderes organizacionais que superam momentos adversos à frente de empresas ou governos, conduzindo-os à normalidade. Para isso torna-se necessário conhecer as potencialidades e deficiências da organização e os desafios e oportunidades do ambiente. Os recursos disponíveis precisam ser utilizados da forma mais inteligente possível a fim de alcançar os melhores resultados e atender às necessidades de clientes e cidadãos. Trata-se de uma exigência fundamental dado o atual ambiente organizacional de mudanças constantes, de complexidade crescente e de um alto grau de interdependência entre agentes econômicos e sociais. A falta de planejamento nesse ambiente diminui drasticamente as possibilidades de sucesso da organização. No caso dos governos, a falta de planejamento frequentemente resulta em desperdício do dinheiro público e serviços de pior qualidade.

Infelizmente a realidade é bem distante do que seria ideal. Os agentes políticos e seus partidos, na ânsia de alcançar o poder, cada vez mais se esmeram em produzir campanhas políticas com requintes de marketing; a ponto de conseguirem eleger “um poste”.  O plano de governo tornou-se completamente desnecessário. As decisões de governo tornam-se cada vez mais ideológicas e distantes da racionalidade econômica. Na lógica política vale muito mais dizer que não vendemos empresas a estrangeiros a implantar a meritocracia que exija resultados duradouros. Isso explica um espetáculo triste que se repete a cada dois anos: a corrida desesperada para inaugurar obras, mesmo que estejam inacabadas. Na campanha política de 2010, a transposição do Rio São Francisco, que deveria ter sido concluída em 2011, foi uma das maiores vitrines eleitorais do então presidente-operário e de sua candidata-gestora. Três anos passaram, R$ 8,2 bilhões foram investidos e nenhuma gota de água chegou ao sertão nordestino, que enfrenta a pior seca da história. O concreto usado no leito do canal, construído para transportar o precioso líquido que salvaria vidas, se deteriora. A montanha de recursos empregados no projeto, escoa pelo ralo da incompetência administrativa.

Um levantamento feito pelo IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada – com base em dados de 1995 e 2011, mostra que de fato a lógica eleitoral se sobrepõe ao que seria razoável do ponto de vista da gestão. O estudo mostra um expressivo aumento do investimento público em obras em anos pares (anos de eleição) e contenção de gastos nos anos subsequentes. Ou seja, a preocupação com o cronograma e o orçamento das obras simplesmente inexiste. Para o professor Marco Antonio Teixeira, do departamento de Gestão Pública da FGV – Fundação Getúlio Vargas, há um defeito no sistema político brasileiro. Ele permite a reeleição de chefes do Executivo, sem a necessidade de desincompatibilização do cargo. Assim, misturam-se o papel do Executivo, responsável maior pela gestão das cidades, dos estados e da nação, e o papel do candidato, interessado em reeleger-se ou eleger seu sucessor. Trata-se da receita perfeita para desperdiçar os recursos duramente arrancados de cidadãos e de empresas através de uma das maiores cargas tributárias do planeta.

Para não correr o risco de ver suas principais realizações serem creditadas aos sucessores, a maioria dos políticos, espertamente, prefere inaugurar obras inacabadas. Isso para não citar os desvios de verbas, superfaturamentos e outros problemas comuns a obras de grande porte. A falta de conhecimento em economia por parte do cidadão comum, a pobreza dos debates eleitorais, que muitas vezes viram espetáculos de ataques pessoais, e a grande mídia que prefere focar o entretenimento e questões comportamentais a debater os grandes problemas gerenciais do país, contribuem para perpetuar o status quo.


Figuram entre as mais importantes obras inacabadas, muitas vezes objeto de marketing político de candidatos ao Planalto, a ferrovia norte-sul que já recebeu R$ 7 bilhões e cuja construção começou em 1987; a duplicação da BR101 entre Santa Catarina e o Rio Grande do Sul que sugou R$ 2,4 bilhões e deveria ter sido entregue em 2004; o ferroanel de São Paulo; o acesso aos portos; o saneamento básico das grandes cidades, entre muitas outras obras. Sem uma infraestrutura adequada não há a mínima condição de o país desenvolver todo o seu potencial e competir em condição de igualdade com seus pares no cenário global. Passou da hora de reformar a legislação eleitoral para impedir que o cidadão seja enganado pelo marketing político eleitoreiro e de exigir que a gestão pública seja modernizada para seguir as avançadas técnicas de planejamento e organização tão competentemente empregada por empresas privadas brasileiras mundo afora.

sábado, 12 de outubro de 2013

O voto como moeda de troca

O voto como moeda de troca
Vinícius Montgomery de Miranda
                                                                             
Para o sociólogo francês Émile Durkheim, a solidariedade social é o cimento que mantém a coesão de uma sociedade. Ela, porém, é fruto da interação da consciência individual com a consciência coletiva das pessoas que compõem a sociedade. A consciência individual, embora influenciada pela coletiva, é própria de cada indivíduo, e estaria ligada a sua personalidade e ao seu modo particular de pensar e enxergar o mundo. A consciência coletiva por sua vez, é responsável pela formação dos valores morais da sociedade, dos sentimentos comuns de seus membros e pela noção de certo ou errado. Dessa forma, a consciência coletiva gera uma pressão tácita sobre os indivíduos para que suas decisões estejam em conformidade com os padrões ou valores aceitos pela sociedade. É essa consciência coletiva que mantém a sociedade coesa e organizada em busca do progresso e da qualidade de vida.  

Os valores de uma sociedade, porém, normalmente são modificados ao longo do tempo por influência da evolução tecnológica, da dinâmica demográfica, pelas experiências dos indivíduos ou por modelos sociais - que decorrem da religião, da mídia, do modo de agir das autoridades, dos pais, de professores, de artistas de televisão entre outros. Ocorre que se houver um desgaste de seus valores morais, a sociedade entra em um círculo vicioso, pois, a pressão da consciência coletiva sobre os indivíduos diminui. A partir daí, os indivíduos começam a agir conforme sua consciência individual, que normalmente é muito mais egoísta e materialista. Se a sociedade não esboça nenhuma reação contrária a esse egocentrismo, seja por falta de punição legal ou a reprovação social, cria-se o sentimento de impunidade. É esse sentimento de impunidade que multiplica a transgressão dos valores morais da sociedade. Ocorre então, uma ciranda de falta de respeito ao próximo, desrespeito às leis, aumento de criminalidade, busca pelo enriquecimento material a qualquer custo e toda forma de ação antissocial. Estes são sintomas de uma sociedade com valores desgastados.

É nesse contexto que o agente político tem um papel muito importante na sociedade. Além de representar os anseios da sociedade criando leis que a mantém coesa e no caminho do progresso, ele é um espelho do material humano que constitui essa sociedade. Por isso, quando o agente político não age em prol da coletividade e sim em favor do grupo que o elegeu ou em benefício próprio, estará contribuindo para o enfraquecimento da coesão social. Se isso ocorre em larga escala, a vida em sociedade se torna um jogo, no qual o mais importante é um grupo ganhar em detrimento do outro. É o ápice da máxima em que, o importante é levar vantagem.  No final todos perdem, pois, diminui o capital social da sociedade que é muito importante por gerar credibilidade nas regras, cooperação, inovação e novos negócios.

Ao analisar a crise de representatividade política no Brasil moderno, observa-se que cada vez mais prevalece a ideia da luta de classes ou de grupos de interesses. O mais importante é eleger representantes políticos que defendam os interesses de um grupo particular, independente das consequências econômicas e sociais que isso possa trazer para toda a sociedade. É por esse motivo que cada vez mais aumentam os políticos que enxergam nas eleições uma oportunidade de negócio. O eleitor troca seu voto pela defesa de seu interesse particular. O político aceita defender interesses, mesmo que contrarie a lógica econômica, já que se trata de uma oportunidade única de ganhar prestígio e enriquecer-se rapidamente. Infelizmente quando o eleitor age dessa forma, mesmo que de forma inconsciente, está trocando o futuro de uma sociedade justa e progressista pela sensação imediata de levar vantagem. Trata-se de uma visão míope que supervaloriza o curto prazo. Cria-se uma ciranda perversa que destrói de forma silenciosa todas as possibilidades do país se tornar uma sociedade mais justa e equânime. As consequências são a concentração de renda e a formação de castas sociais, onde uns têm privilégios enquanto outros pagam a conta. Gerações inteiras tornam-se dependentes e sem perspectivas de progresso material e qualidade de vida.


Como superar esse problema? As sociedades mais desenvolvidas perceberam há séculos que fortalecer as instituições pode ser uma saída. Quando a sociedade cria leis que são compreendidas por todos os seus membros e há punição para quem as desrespeita, valores como honestidade, justiça, igualdade e solidariedade passam a ser valorizados e transmitidos de geração em geração. A sociedade se fortalece. Floresce o progresso e a qualidade de vida. Depois de o Brasil se transformar em um país democrático e relativamente rico, está chegando hora de repensar o futuro. Que tipo de sociedade é desejada: aquela em que há ordem, progresso e qualidade de vida ou o salve-se quem puder que costuma predominar em sociedades primitivas?

sábado, 18 de maio de 2013

O Brasil e a armadilha da renda média


O Brasil conseguirá escapar da armadilha da renda média?
Vinícius Montgomery de Miranda
                                                                                                             
A renda per capita é um dos mais importantes indicadores econômicos de riqueza de uma nação por captar a força do poder aquisitivo de sua população. Esse indicador é obtido dividindo-se o Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma da riqueza gerada por um país durante um ano, por sua população. Segundo o Banco Mundial, são considerados países de renda média aqueles que possuem a renda per capita entre US$ 4.000 e US$ 12.000. Em 40 anos, o Brasil saltou de uma renda per capita de um pouco mais de US$ 3.000, no início da década de 1970, para aproximadamente US$ 11.500 em 2010.
Diversos fatores contribuíram para explicar a verdadeira transformação pela qual o Brasil passou nessas quatro décadas. Entre eles a redução da taxa de natalidade, a urbanização e a maior escolarização da população são fatores relevantes. Porém, nada foi tão importante quanto o Plano de Ação Econômica do Governo (PAEG), arquitetado por Roberto Campos e Otávio de Gouveia de Bulhões no governo de Castelo Branco. Esse plano foi responsável pela modernização das instituições e por preparar a infraestrutura que permitiu ao Brasil crescer acima de 8% ao ano desde a metade da década de 1960 até o final da década de 1970. Os choques do Petróleo, o descontrole dos gastos governamentais e a inflação fizeram o crescimento cair drasticamente nas décadas seguintes.
Em um artigo do economista brasileiro Otaviano Canuto e do professor Richard-Agénor da Universidade de Manchester, os autores afirmam, porém, que a mesma estratégia utilizada pelo Brasil e demais países para escapar da pobreza não funciona para torná-los países de renda elevada. É o que os economistas chamam de armadilha da renda média. Isto é, os países que atingem esse nível de renda já não conseguem mais competir com os países de renda baixa, na produção de produtos de menor valor agregado, por terem custos de mão de obra mais baixos. Tampouco conseguem competir com os países de renda elevada, na produção de produtos sofisticados, já que estes exigem alto grau de especialização e tecnologia. Dessa forma, os países de renda média se caracterizam por apresentarem baixo crescimento de produtividade e uma parcela muito pequena de profissionais de alta qualificação focada na produção de produtos inovadores.
Se o Brasil quiser escapar dessa armadilha, será preciso romper com as amarras que seguram a produtividade de sua economia, que segundo estudo de economistas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), cresceu apenas 11,3% (menos de 1% ao ano) entre 1992 e 2007. Novamente o país se depara com a necessidade de reformas estruturais que reduzam o tamanho do Estado e estimule o investimento privado. Se assim o fizesse haveria melhoria na infraestrutura, aumento da eficiência produtiva e finalmente, aumento da competitividade do produto brasileiro. Estaria aberta a passagem para o investimento em uma educação de qualidade e na tecnologia de ponta. Essa foi a receita adotada por países como Coreia do Sul e Japão para entrar no clube dos países ricos. Esse é o caminho que a China começou a trilhar há algumas décadas. O que está faltando ao Brasil para dar esse passo? Falta planejamento e vontade política. Por enquanto, conforme entrevista do economista indiano ao site UOL, autor do livro “Os Rumos da Prosperidade”, faltam ao Brasil estrutura e ambição para se tornar um país rico.

domingo, 20 de janeiro de 2013

A credibilidade e o panem et circenses


A credibilidade e o panem et circenses
Vinícius Montgomery de Miranda

Os problemas econômicos atingiam o Império Romano com desemprego e inflação, quando o imperador Otávio Augusto (27 a.C. – 14 d.C.) criou a política do pão e circo. Essa política consistia em promover lutas sangrentas entre gladiadores no Coliseu e distribuir pão gratuitamente à população na entrada do estádio. Com essa política, a insatisfação da população com os problemas econômicos era amenizada. Contudo, ela cobrou um preço muito elevado: em curto espaço de tempo, os impostos foram elevados e a inflação e o desemprego pioraram.
No Brasil, durante a década de 1980, diversos planos econômicos tentaram derrotar a elevada inflação que destruía qualquer possibilidade de planejamento e, portanto, de crescimento econômico. Os planos fracassaram, pois, além de medidas insuficientes para controlar a elevação dos preços, os governos não tinham credibilidade. A manipulação de índices inflacionários e dos números da contabilidade nacional gerava nos agentes econômicos a certeza de que a aparente tranquilidade era equivalente à calma que antecede a uma tempestade.
A credibilidade foi reconquistada a duras penas com o Plano Real. A Lei de Responsabilidade Fiscal produziu maior controle nos gastos públicos e transparência. A firmeza na condução da política econômica dos ministros Pedro Malan (governo FHC) e Henrique Meirelles (governo Lula) fez o mundo voltar a acreditar no Brasil. Os investimentos dispararam, empregos foram criados, a moeda se valorizou, e o Brasil teve a sensação de que finalmente viraria um país rico.
Infelizmente esse cenário amplamente favorável começou a se modificar com as crises internacionais e a substituição de Meirelles por Guido Mantega como ministro da Fazenda. Para amenizar o efeito dessas crises, o governo Lula ampliou os gastos. Entraram em cena o aumento do salário mínimo acima da inflação, a renúncia fiscal (redução de tributos como o IPI), a ampliação dos gastos sociais (bolsa família, vale-gás, bolsa-escola, etc.). O governo fez muito esforço para que o país ganhasse o direito de sediar a Copa do Mundo e as Olimpíadas. A população inebriada pelos ganhos salariais e pelos jogos que se aproximam, elevava a popularidade dos governantes às alturas. Enquanto isso, silenciosamente, o resultado das contas do governo se deteriorava.
2012 foi o ano em que pela primeira vez se percebeu que a política do pão e circo cobraria um preço. A falta de investimentos e o elevado custo de produção no país fez a indústria nacional perder ainda mais terreno para os produtos asiáticos. O ano terminou com uma redução de 34,8% no superávit da Balança Comercial (o pior resultado em 10 anos). O golpe de misericórdia na credibilidade da política econômica veio nos últimos dias do ano, quando o governo resolveu manipular o resultado de suas contas de forma a manter o superávit primário. Isso é equivalente a travar o ponteiro de um velocímetro para dizer que o limite de velocidade foi respeitado. Se o governo manipula o resultado de suas contas ao invés de cortar gastos, que garantia os agentes econômicos terão de que não manipulará também os índices de inflação e outros números econômicos? A Argentina serve de exemplo.
Perdeu-se a credibilidade. Deus queira que isso não signifique uma volta ao passado de inflação galopante e paralisia econômica. Pode ser que a enorme tempestade que se forma no horizonte se dissipe, mas seus ventos começam a chegar, cada vez mais intensos. Por enquanto a população, muito bem alimentada, se distrai com o espetáculo.
Publicado no Jornal O Sul de Minas de 19/01/13.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

As Instituições e o Desenvolvimento das Nações


As Instituições e o Desenvolvimento das Nações
Vinícius Montgomery de Miranda
                                                                                                             
Faz muitos séculos o homem se pergunta por que alguns países se enriquecem e outros se mantêm imersos na pobreza. Em 1776, o filósofo escocês Adam Smith publicou a obra A Riqueza das Nações, cujo objetivo era exatamente investigar tal questão. Smith concluiu que a riqueza das nações resultava da atuação dos indivíduos que movidos por interesses próprios promoviam o crescimento econômico e a inovação tecnológica, gerando um ciclo virtuoso que impulsiona o desenvolvimento. Por suas ideias Smith tornou-se conhecido como o pai da economia moderna e um dos principais defensores do capitalismo.
É inegável que o capitalismo faz gerar riquezas, promovendo o crescimento econômico e o desenvolvimento das nações, mas o economista norte-americano Douglass North afirma que nenhum país consegue crescer de forma consistente por um longo período de tempo, sem que antes desenvolva de forma sólida suas instituições. Instituições são as regras do jogo para o correto funcionamento da economia. Portanto, para que um país tenha instituições fortes é preciso uma legislação clara que garanta os direitos de propriedade e que impeça o desrespeito aos contratos. Para isso é necessário um sistema judiciário eficaz e ágil, além de agências regulatórias firmes e atuantes. North afirma que só assim, um país pode estar preparado para dar o salto para o desenvolvimento.
Historicamente, o primeiro país a perceber a força das instituições no desenvolvimento econômico foi o Reino Unido, quando a Revolução Gloriosa de 1688 acabou com o absolutismo e o parlamento britânico aprovou a Bill of Rights, a declaração a partir da qual nenhum governante poderia estar acima das leis. Com as regras do jogo estabelecidas e com o individualismo consentido, prosperou a ciência, a inovação e o desenvolvimento econômico que fez do Reino Unido e depois dos Estados Unidos potências econômicas e países desenvolvidos. A pergunta que fica é: estaria o Brasil preparado para o salto do desenvolvimento?
Dica de leitura sobre esse assunto: Livro Why Nations Fail de Daron Acemoglu e James Robinson.

Artigo publicado no Jornal O Sul de Minas em 14 de Julho de 2012. Edição Nº 3.506.