Visitantes

Eu amo montanhas

Eu amo montanhas
Montanhas...

Welcome to Vinicius Montgomery Blog

Você é sempre bem-vindo. Deixe seus comentários, críticas construtivas e sugestões. Volte sempre. Muito Obrigado.



You´re always welcome. Let your comments, positive critics and suggestions. Please come back soon. Thank you very much!

Pesquisar este blog

Isaías 9.6.

Um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da eternidade, Príncipe da Paz.

sábado, 6 de outubro de 2012

Night Shot

Eu sempre gostei de fotografias, mas depois que descobri a beleza e os mistérios das fotos noturnas, é impossível não admirá-las. Aqui seguem algumas que tirei recentemente nos céus de Itajubá.
 A lua bem acima da Pedra do Rio Manso em Itajubá.
 Bairro Varginha, em Itajubá-MG.
Vista parcial de Itajubá-MG!

terça-feira, 18 de setembro de 2012

A produtividade, a educação e a competição global


A produtividade, a educação e a competição global
Vinícius Montgomery de Miranda
                                                                                                             
O artigo anterior tratou da importância do aumento de produtividade para o desenvolvimento econômico. Mas quem seria responsável pelo aumento de produtividade em uma economia? A produtividade é uma medida da eficiência do processo de transformação que ocorre nas empresas. Nesse processo elas adquirem insumos (matéria prima, mão de obra, energia e outros) e os transformam em produtos e serviços que são vendidos ao mercado. Porém, existem diferentes tecnologias para transformar esses insumos em produtos e serviços. Cabe ao empresário a decisão de escolher a tecnologia que considere mais adequada para isso, assumindo os riscos inerentes às suas escolhas. Se ele for bem-sucedido, colherá os frutos (lucros) de suas opções.
Como as tecnologias são desenvolvidas a partir do conhecimento e o conhecimento se renova a todo instante, elas são aperfeiçoadas, modificadas e substituídas. O empresário, desejando obter lucro em seu empreendimento, estará o tempo todo buscando tecnologias mais modernas que torne seu processo de produção mais eficiente. A tecnologia, entretanto, pode ser desenvolvida internamente, através de pesquisa e desenvolvimento, ou adquirida de outras empresas. Nas duas situações, o empresário precisará fazer investimentos em equipamentos e pessoas, que desempenham um papel fundamental no desenvolvimento de novas soluções e na absorção de novas tecnologias. Daí a relevância da contratação de recursos humanos capacitados para tornar a empresa inovadora e eficiente. Surge então uma dúvida bastante pertinente: é possível que um país avance tecnologicamente tendo uma mão de obra pouco qualificada? Os números comprovam que não. Os países mais inovadores e que mais registram patentes são justamente aqueles com uma população mais escolarizada e cujas sociedades mais valorizam o ensino, principalmente na área das ciências. 
Dois exemplos de nações que elegeram a educação como prioridades e que hoje se destacam no cenário global com empresas competitivas e inovadoras são a China e a Coreia. Mas isso não foi sempre assim. Há quatro décadas China e Coreia eram países tão atrasados quanto o Brasil. O que mudou desde então? A evolução de empresas coreanas e chinesas foi precedida de um planejamento estratégico feito décadas atrás onde um ensino de qualidade tornou-se prioridade. Mas o Brasil não evoluiu também? Nem tanto. No teste PISA (que avalia a qualidade do ensino de pelo menos 70 países), o Brasil sempre aparece entre os vinte piores em matemática, ciências e linguagem. Nos últimos 15 anos, o país aumentou consideravelmente os investimentos em educação, mas será que ele estaria preparado para competir com os asiáticos no cenário globalizado? Não é difícil responder a essa questão quando se considera a qualidade do ensino fundamental no país, as greves no ensino público, a falta de meritocracia e de indicadores de desempenho de alunos, professores e gestores, e principalmente, o valor que a sociedade atribui à educação.
No próximo artigo será discutido qual o papel do governo nas economias modernas.

Publicado no Jornal O Sul de Minas de 28 de Julho de 2012. Edição, Nº 3.508.

sábado, 8 de setembro de 2012

Pedra Branca, sul de Minas Gerais!

Hoje, 08/09/12, pela quarta vez estive na Pedra Branca. Um lugar espetacular! A Pedra Branca fica entre Pedralva, Conceição das Pedras e Cristina no Sul de Minas. A Pedra Branca fica a 65 km de Itajubá, 25 km de Pedralva. Para chegar na Pedra Branca é necessário chegar até Pedralva. De Pedralva são 15km até Conceição das Pedras (asfalto). Antes de chegar em Conceição das Pedras, vire à direita em direção a Jesuânia (estrada de terra). No próximo trevo, vire à esquerda para o bairro Santo Expedito. Passando a igreja de Santo Expedito, suba à direita no próximo trevo. Depois de passar por um riacho e subir por entre as bananeiras, chega-se a um local plano. Ao encontrar uma casa, vire à direita. Você já avistará a Pedra Branca. Mais alguns metros e estará em mais um trevo. Pegue à esquerda até a porteira. Você pode deixar seu carro ali, embaixo das árvores. São 10 km do trevo de Conceição das Pedras até o início da subida da Pedra Branca.




A Pedra Branca é o ponto mais elevado do município de Cristina (1.850 m de altitude), embora fique muito mais próximo de Conceição das Pedras e Pedralva. O visual é espetacular! É possível avistar o Pico dos Marins, a Pedra do Rio Manso (Itajubá), Pedra Riscada (Cristina), o Pico dos Dias (Brasópolis), Pedra da Chita (Piranguçu), Pico da Bandeira (Maria da Fé), a serra de Lambari e as cidades de Pedralva e Conceição das Pedras. O visual das montanhas do Sul de Minas é de 360º.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

O crescimento econômico e o aumento da produtividade


O crescimento econômico e o aumento de produtividade
Vinícius Montgomery de Miranda
                                                                                                             
É muito interessante observar a relação entre o investimento, o aumento de produtividade e o crescimento de uma economia. Não é difícil perceber que quando a economia está crescendo, há maior geração de empregos, os salários são mais altos, os governos arrecadam mais impostos, e as pessoas e empresas vivem em um clima de euforia. Ao contrário, em uma crise econômica, perdem-se empregos, negócios são paralisados, há desalento entre os mais jovens, e no limite, pode haver caos social. Por que então de tempos em tempos aparecem as crises? O economista Charles Kindleberger pesquisou o assunto e percebeu que as mesmas são inevitáveis, dada a grande quantidade de variáveis dinâmicas envolvidas. Por outro lado, o investimento e o aumento de produtividade são variáveis que movem as engrenagens do ciclo virtuoso da economia, gerando prosperidade.
O aumento de produtividade faz com que as empresas passem a produzir mais produtos, utilizando menos energia, menos matéria-prima e até menos mão de obra. Em termos gerenciais isso significa que a empresa vai produzir seus produtos e serviços com menor custo de produção e, portanto, com maior lucro. Os mais desavisados logo pensam - então quer dizer que o empresário sai ganhando à custa dos empregos perdidos. Em alguns casos, empregos realmente são perdidos, mas novos empregos podem ser gerados logo adiante. É que a partir do momento em que há redução de custos e aumento de lucros, o empresário tende a aumentar seus investimentos para produzir ainda mais, ampliar mercado e realimentar o lucro. Entretanto, ao investir no aumento da produção, o empresário precisará contratar mão de obra, aumentando a massa salarial da economia. A renda adicional gerada pelos novos empregos será utilizada para o consumo de bens e serviços. Essa maior demanda novamente estimula o aumento de produção, gerando a necessidade de mais mão de obra.  O ciclo virtuoso da economia então se completa.
O ambiente competitivo, necessário para que o ciclo virtuoso da economia funcione a contento, além de reduzir preços de produto, é também responsável por estimular o empresário a investir em inovação. Surgem então novos produtos e serviços e novos negócios. Estes superam os antigos, tomando-lhes o espaço em um processo contínuo que o economista austríaco Joseph Schumpeter chamou de destruição criativa. É esse processo que ao longo dos séculos tem sido responsável por fazer a humanidade evoluir para melhores condições de vida.
No próximo artigo será discutido como e quem é o responsável pelo aumento de produtividade na economia.

Artigo publicado no Jornal O Sul de Minas em 21 de Julho de 2012. Edição Nº 3.507.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

As Instituições e o Desenvolvimento das Nações


As Instituições e o Desenvolvimento das Nações
Vinícius Montgomery de Miranda
                                                                                                             
Faz muitos séculos o homem se pergunta por que alguns países se enriquecem e outros se mantêm imersos na pobreza. Em 1776, o filósofo escocês Adam Smith publicou a obra A Riqueza das Nações, cujo objetivo era exatamente investigar tal questão. Smith concluiu que a riqueza das nações resultava da atuação dos indivíduos que movidos por interesses próprios promoviam o crescimento econômico e a inovação tecnológica, gerando um ciclo virtuoso que impulsiona o desenvolvimento. Por suas ideias Smith tornou-se conhecido como o pai da economia moderna e um dos principais defensores do capitalismo.
É inegável que o capitalismo faz gerar riquezas, promovendo o crescimento econômico e o desenvolvimento das nações, mas o economista norte-americano Douglass North afirma que nenhum país consegue crescer de forma consistente por um longo período de tempo, sem que antes desenvolva de forma sólida suas instituições. Instituições são as regras do jogo para o correto funcionamento da economia. Portanto, para que um país tenha instituições fortes é preciso uma legislação clara que garanta os direitos de propriedade e que impeça o desrespeito aos contratos. Para isso é necessário um sistema judiciário eficaz e ágil, além de agências regulatórias firmes e atuantes. North afirma que só assim, um país pode estar preparado para dar o salto para o desenvolvimento.
Historicamente, o primeiro país a perceber a força das instituições no desenvolvimento econômico foi o Reino Unido, quando a Revolução Gloriosa de 1688 acabou com o absolutismo e o parlamento britânico aprovou a Bill of Rights, a declaração a partir da qual nenhum governante poderia estar acima das leis. Com as regras do jogo estabelecidas e com o individualismo consentido, prosperou a ciência, a inovação e o desenvolvimento econômico que fez do Reino Unido e depois dos Estados Unidos potências econômicas e países desenvolvidos. A pergunta que fica é: estaria o Brasil preparado para o salto do desenvolvimento?
Dica de leitura sobre esse assunto: Livro Why Nations Fail de Daron Acemoglu e James Robinson.

Artigo publicado no Jornal O Sul de Minas em 14 de Julho de 2012. Edição Nº 3.506.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

A Privatização e o Complexo de Coitadinho do Brasileiro


A Privatização e o Complexo de Coitadinho do Brasileiro

                                                                                                             
Na psicologia, o complexo de vítima (ou de coitadinho) é a patologia na qual o indivíduo tende a culpar os outros por suas mazelas. Desse complexo vem a impressão absurda de que os outros é que estão sempre errados. Isso causa cegueira e destroi a autocrítica. O brasileiro por questões históricas e culturais se acostumou a culpar os outros pelo seu fracasso. Renato Russo muito inteligentemente captou a contradição entre o que o brasileiro pensa e suas atitudes quando compôs a música Que País é Esse em 1978. Como é possível acreditar no futuro da nação se ninguém respeita a Constituição?

No ranking global de competitividade, dentre 142 países analisados, o Brasil está entre os 25 com pior qualidade de infraestrutura de estradas, portos e aeroportos. O consultor de logística e infraestrutura da Confederação Nacional de Agricultura (CNA), Luiz Fayet afirma que a infraestrutura brasileira está estagnada e em deterioração. Para recuperá-la é preciso muito investimento. O governo federal, apesar da carga tributária de aproximadamente 40% do PIB (uma das mais altas do planeta), não tem recursos para investir. Se a arrecadação é tão elevada e o investimento é insignificante, é fato que há ineficiência na gestão.  Por exemplo, não é recomendável que haja gastos tão elevados com pessoal (acima de 60% da receita líquida) e com previdência e assistência social. Para resolver essa questão é preciso executar as reformas há muitos anos prometidas. Até que elas saiam do papel, por que o governo não abre espaço para a iniciativa privada investir já que não tem recursos para fazê-lo?

A iniciativa privada é muito mais eficiente e tem a técnica e os recursos necessários. O governo não lhe dá espaço por que privatizar, erroneamente, virou sinônimo de “entregar o patrimônio” ao estrangeiro, na mente do brasileiro complexado. Se até a China comunista privatiza e desfruta de seus benefícios, por que o Brasil não pode fazer o mesmo? Em um trabalho acadêmico na Revista Brasileira de Economia, o professor da USP Roberto Macedo analisa o desempenho de empresas brasileiras privatizadas e não deixa dúvidas de que elas se tornaram muito mais lucrativas e operacionalmente mais eficientes. Apesar das evidências e dos exemplos incipientes adotados no próprio país e no exterior, a grande maioria ainda pensa que privatizar é ruim. Infelizmente, enquanto persistir a falta de conhecimento da população e a esperteza de alguns políticos, o brasileiro continuará reclamando de estradas esburacadas, enfrentando aeroportos saturados e culpando os outros pela sua vida sofrida.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Brasil: tributação absurda, serviços de quinta categoria


Cinco perguntas - J. R. GUZZO


REVISTA VEJA


Estas cinco indagações, e tantas outras, deveriam ser enviadas ao Ministério de Perguntas Cretinas, pois é exatamente assim que todas elas são vistas pelo governo

Pede-se às altas autoridades brasileiras, respeitosamente, a cortesia de responder às perguntas feitas nas linhas abaixo, por serem de possível interesse do público. O que a Receita Federal faz em relação a esses
pacotes de dinheiro vivo que políticos e funcionários do governo vivem enfiando nos bolsos e bolsas? A Polícia Federal e o Ministério Público, a esta altura, já poderiam ter montado uma cinemateca inteira com os vídeos que registram essas cenas. Nunca acontece nada de sério com os indivíduos flagrados metendo a mão na massa, é claro. Mas como fica a sua situação perante o Fisco? Ninguém pode negar que recebeu. pois há prova filmada de que todos receberam. O que colocam, então, em suas declarações de renda? Se não declaram nem indicam a fonte pagadora, estão praticando sonegação. Se declaram e pagam o imposto devido. a Receita poderia ser acusada de estar cometendo crime de receptação, por receber parte de bens roubados. Como é que fica?

Alguém no Itamarary poderia informar por que

o Brasil tem embaixadas no Azerbaijão, Mali. Timor-Leste, Guiné Equatorial, São Cristóvão e Névis, Santa Lúcia, Botsuana, Nepal, Barbados e outros lugares assim? Seria possível citar algum caso em que alguma dessas embaixadas fez alguma coisa de útil para os contribuintes brasileiros? Daria para descrever, digamos, uma jornada de trabalho do embaixador brasileiro no Mali? A que horas ele chega ao serviço - e, a partir daí, fica fazendo o quê, até voltar para casa? Seria bom, também, saber até onde o Itamaraty quer chegar. Pelas últimas contas, parece que existem hoje 193 países no mundo. e o Brasil só tem 126 embaixadas; faltam mais 67. portanto. A dura verdade é que não temos nada, por exemplo, na Micronésia, em Kiribati ou em Tuvalu. Vamos ter?

Por que, e principalmente por ordem de quem, o dr. Juquinha, ou José Francisco das Neves, ficou oito anos inteiros, de 2003 a 2011, num cargo-chave do programa nacional de ferrovias? Já é chato, para uma Grande Potência, como quer ser o Brasil, ter na sua alta gerência um cidadão que se faz chamar de "dr. Juquinha". Mas o problema, mesmo, é que o homem saiu dali quase diretamente para o xadrez, acusado de acumular durante sua passagem pelo governo um patrimônio pessoal de 60 milhões de reais; a principal obra sob a sua responsabilidade, a "Ferrovia Norte-Sul", pagou as empreiteiras um "sobrepreço" de 100 milhões, só no trecho de Goiás. Ninguém, durante esse tempo todo, quis saber como o dr. Juquinha enriquecia, a ferrovia não andava e a obra ficava cada vez mais cara?

Qual o destino da montanha de papel que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária. a Anvisa, obriga as 60000 farmácias brasileiras a acumular todo santo dia? Basta uma continha rápida para perceber a prodigiosa quantidade de entulho que elas juntam na forma de receitas retidas, fotocopiadas, carimbadas no verso, preenchidas a mão pelo balconista etc. Sabe-se que hoje as farmácias têm de manter "livros de escrituração manual" e que há, para o futuro. a promessa de um sistema "eletrônico". E no momento? A Anvisa verifica, um a um, cada papel desses? O que faz com eles? Ainda no tema: como é possível, segundo informou há pouco a revista EXAME. que 1250 pedidos de compra de equipamentos hospitalares de última geração, críticos para salvar vidas, estejam retidos hoje pela agência, que não autoriza sua entrada no Brasil?

Como a empreiteira Delta se tornou a maior construtora de obras do PAC? Suas atividades, como se vem apontando há pelo menos cinco anos, cobrem o Código Penal de uma ponta à outra - está metida em corrupção, fraude. falsificação, desvio de verbas, superfaturamento, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, criação de empresas-laranja e por aí afora. Só no ano passado. apesar de toda essa folha corrida, recebeu quase 900 milhões do governo federal. Será que a presidente Dilma Rousseff, nestes seus dezoito meses no cargo, nunca teve a curiosidade, nem por um instante. de saber quem era a empreiteira número 1 do seu PAC, do qual é a própria mãe? Por que o PT e o governo fazem tanta força para que o dono da empresa, Fernando Cavendish, não seja interrogado no Congresso, como se guardasse o Terceiro Segredo de Fátima?

Estas cinco indagações, e tantas outras, deveriam ser enviadas ao Ministério de Perguntas Cretinas, pois é exatamente assim que todas elas são vistas pelo governo. Mas esse ministério só existiu na imaginação de Millôr Fernandes; está fazendo uma falta danada, entre os quase quarenta do Brasil Grande de hoje.