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domingo, 11 de junho de 2023

Pôr do Sol na Pedra Aguda em Itajubá - MG







 A Pedra Aguda é o 4º ponto mais elevado do município de Itajubá (1.570 m). Também é o pico mais visitado e com a vista mais privilegiada da cidade. Os outros pontos são: a Pedra do Rio Manso (1.910 m), a Pedra Amarela/Torre do Chico (1.750 m) e a Pedra da Estância (1.640 m).

A subida da Pedra Aguda ocorre pelo bairro da Anhumas e tem uma subida bastante íngrime na trilha da mata. Até chegar o início da mata é possível subir pela estrada (não é possível subir com carro comum). Também é preciso ter autorização para subir de carro. A trilha da mata é dividida em 3 partes. A primeira com uma mata mais fechada e árvores caídas, de inclinação média. Após chegar em um grande tronco de árvore caída, começa uma escadaria "sem fim" com uma inclinação muito grande. É o trecho mais complicado da trilha. A terceira parte da trilha de inclinação média ocorre quando a mesma inclina para a direita. O visual da chegada é simplesmente espetacular.

Nesse 10 de junho de 2023, a ideia era pegar o pôr do sol lá no alto. Claro que a descida no escuro é muito mais arriscada, mas valeu muito a pena, como as fotos mostram. A subida tem duração entre 2h e 2h30 para quem está condicionado, mas é bastante arriscada para quem é iniciante. Recomendamos aos iniciantes o acompanhamento de alguém experiente.


sexta-feira, 10 de julho de 2020

Pico do Marinzinho e Rio Manso

Nesse post vou relatar a subida no Pico do Marinzinho e a volta à Itajubá pelas margens do Rio Lourenço Velho (Rio Manso).

No sábado, dia 04 de Julho de 2020, após levantar às 4h50 da madrugada, eu e os amigos Adalto e Sandro, tomamos o caminho de Marmelópolis-MG. O objetivo era subir o Pico do Marinzinho. Saímos de Itajubá às 5h30. Após passar por Delfim Moreira e ver o sol nascer na serra, chegamos às 6h40 em Marmelópolis (51 km de Itajubá). No caminho para o pico, fizemos uma paradinha em um campo de futebol branco de geada e seguimos rumo à Pousada do Djalma (8 km adiante) para obter informações sobre a subida.

Acordamos o Djalma kkkkk. Ele, com toda gentileza do mundo, veio nos encontrar e nos deu as dicas para a subida. Alguns quilômetros acima, a paisagem já ficava maravilhosa, chegamos no portal de acesso à subida. 

Às 7h40 começa nossa subida. O dia estava perfeito. Céu azul, alguma neblina no horizonte e as lindas montanhas do Sul de Minas. A estrada sinuosa e muito bem definida segue morro acima. Passamos pela entrada da Pedra Redonda, mas decidimos continuar a subida. Às 9h30, depois de subir pela trilha na mata, chegamos no Mirante São Pedro (2.135 m). O visual já era de tirar o fôlego e até nesse ponto, a subida estava muito tranquila, apesar de uma primeira subida com auxílio de uma corda. Mal sabia o que estava por vir.

Desse ponto em diante, a subida é muito íngrime. Muitas pedras e muita escalaminhada. Ao olhar para o alto da impressionante pedra que antecede o Pico do Marinzinho, víamos figuras na pedra. Primeiro vimos um Gorila (face sudeste) e depois, um pouco menor, um elefante bebê (face sudoeste). Até brincamos. Parecia delírio depois de tanto sofrer nas subidas.

A última corda é a mais complicada. Subir essa montanha de pedra parece escalar uma parede. Muito complicado. Paramos incontáveis vezes, até que finalmente atingimos o platô. Que alívio. Que cansaço. Que fome.

Depois de uma lanche rápido às 11h, a ficha caiu. Ainda não estávamos no Marinzinho. Deu vontade de voltar dali mesmo. Mas era preciso prosseguir para o alvo. Imaginei que iríamos sobre muito ainda, mas para minha surpresa foi até fácil demais dali em diante. Às 11h20, finalmente estávamos no Marinzinho (4h de subida, descontando as paradas). O visual é fantástico. De um lado o Pico dos Marins, do outro o lindo Itaguaré e a Pedra da Mina (mais longe um pouco). Encontramos alguns montanhistas passando por ali para fazer a travessia Marins-Itaguaré (que coragem), mas no topo do Marinzinho não há muito espaço para ficar. Resolvemos descer para o ponto mais baixo onde fizemos o lanche. Muitas fotos tiramos ali. 

É possível avistar as Pedras de Itajubá (Pedra Aguda, Pedra do Rio Manso - bem perto e Pedra Amarela), de Piranguçu (Pedra da Boa Vista) e Pedralva (Pedra Branca) e as incontáveis montanhas do Sul de Minas. Do outro lado, a planície do Vale do Paraíba (Cruzeiro), em São Paulo.

Por volta de 13h20 começamos a descer. Novamente a tensão das cordas e do abismo logo ali nesse gigante de pedra. Às 15h40, exaustos, chegamos no carro (quase sem água). Aliás, é bom que se diga, é muito importante levar pelo menos 1,5 litro de água.

Às 16h14 já estávamos em Marmelópolis novamente. Resolvemos voltar pela estrada rural que segue o Rio Lourenço Velho (Rio Manso). Pena que essa estrada não é asfaltada. Que lugar espetacular.
De Marmelópolis ao bairro Morangal foram 9 km (16h37). Muitas paisagens fantásticas do rio, das montanhas, das cercas, das árvores e 21 minutos depois, 6 km à frente, chegamos no Mogiano (16h58). Uma parada na ponte quebrada na divisa de Delfim Moreira e Virgínia e o rio fica calmo e muito bonito.

Seguimos em frente, com algumas paradas para foto na Cachoeira da Barra e para a lua cheia espetacular que nascia. 9 km depois do Morangal, já às 17h33, chegamos na Barra. Ali há vários caminhos. À direita é possível chegar ao bairro dos Pintos Negreiros (Maria da Fé), Dom Viçoso e até São Lourenço.  Á esquerda é possível chegar ao Rio Claro e Água Limpa. Em frente já estavámos de volta no município de Itajubá, seguimos beirando o rio até chegar no bairro Rio Manso (10 km à frente às 17h59). Do Rio Manso seguimos em frente até chegar no Ano Bom e até de volta à Itajubá às 18h30 (20 km). O curioso é que a distância de Itajubá à Marmelópolis é a mesma, seja por Delfim Moreira, seja pelo vale do Rio Manso.

Campo congelado pela geada.

 Neblina nas montanas de Marmelópolis

O gigante de Pedra (Marinzinho)

 A dificuldade logo ali na frente.

O mirante São Pedro.

O formato de elefante na Pedra.

 Visual do Itaguaré e da Pedra da Mina (do topo do Marinzinho).

Todos os caminhos chegam à Barra.
 
 O gigante de Pedra de longe.

O visual das montanhas mineiras...

O Rio Manso no Morangal.

Montanhas de Minas...

Chegando no Mogiano.
 Cachoeira da Barra.

Marinzinho logo ali.

 Itaguaré e Pedra da Mina.

 Lua na serra.

 O trio de ferro...

Pico dos Marins ali...
 


 



quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

São Thomé das Letras - Minas Gerais

Esse post vai contar um pouco da minha experiência da viagem de Itajubá à São Thomé das Letras nesse começo de 2018 (dias 8, 9 e 10 de janeiro).
Saímos de Itajubá por volta de 9:40h e estava chovendo. No caminho por diversas vezes a chuva engrossou. Até a entrada de Caxambu foram 100 km (passando por Maria da Fé, Cristina e São Lourenço). Ao meio dia chegamos em Cruzília (129 km de Itajubá). Daí em diante seria por estrada de terra. Uma parada para almoço e logo seguimos rumo à São Thomé das Letras.

Em uma estrada de terra batida quase sem buracos, apesar da chuva, alguns quilômetros após sair de Cruzília, nos deparamos com uma igreja belíssima no alto de uma colina. Logo mais adiante chegamos em uma bifurcação. À esquerda iríamos direto para São Thomé, mas o objetivo era chegar na Pousada Muro de Pedra em Sobradinho (distrito de São Thomé), por isso pegamos a estrada à direita. Depois de muitas subidas e descidas e de paradas para fotos em meio às montanhas, chegamos em mais um trevo: à esquerda a estrada para São Thomé e à direita já avistamos o portal de Sobradinho.

36 km depois de Cruzília chegamos na pousada Muro de Pedra às 13:30h. Ou seja, 165 km de Itajubá e um pouco mais de 3 horas depois de sair de Itajubá. Da pousada até o trevo de Sobradinho (trevo do João Cota) são aproximadamente 8 km. Na volta resolvemos ir por outra estrada e passar por Águas de Contendas. Saímos da Pousada por volta de 10:40h e chegamos em casa de volta às 15:50h, com parada em São Lourenço para almoço e fotos na Maria Fumaça.

O caminho até Águas de Contendas (Conceição do Rio Verde) é bem pior que a estrada de São Thomé a Cruzília ou a Baependi. A estrada de aproximadamente 24 km do trevo próximo da cachoeira Véu da Noiva até Conceição do Rio Verde é cheio de subidas, pedras, buracos e alguns atoleiros. Trata-se de uma região pouco habitada, com sinalização precária e onde o sinal de celular não chega. Portanto, existe um grande risco de se perder, que foi o que nos aconteceu quando já estávamos bem próximos de Águas de Contendas. Muitas bifurcações que confundem.

Só para registro, de Sobradinho até o trevo perto do Camping do Jhony são 16 km. Dali até o trevo da Cachoeira Véu da Noiva são aproximadamente 10 km. Portanto, de Sobradinho até São Thomé são 19 km e até Águas de Contendas 50 km.

São Thomé das Letras é uma cidade bastante pequena e com a infraestrutura precária. A maior parte das ruas são de pedras irregulares que proporcionam muitos solavancos aos passageiros dos carros. O ideal mesmo é ir com um carro de suspensão elevada. Em torno da praça principal há inúmeros restaurantes e cafés, bancos e um supermercado. 

A Igreja Matriz apesar de muito bonita não está em um bom estado de conservação. Imperdível mesmo é a Igreja de Pedra próxima à rodoviária da cidade.

Para se alcançar o Cruzeiro e a Casa de Pedra no ponto mais elevado da cidade, há a opção de ir de carro até mais próximo (com muitos solavancos) ou a pé a partir da praça principal. Até lá o turista enfrenta uma caminhada leve de aproximadamente 15 minutos (ruim para pessoas sem preparo físico ou problemas de locomoção). O visual do lugar, por outro lado, é espetacular.

Desse ponto elevado avistam-se em 360º as montanhas e vales do Sul de Minas Gerais, em um espetáculo único, principalmente do por do sol (que em Janeiro acontece próximo de 19:50h). É possível avistar para o lado leste, o Pico do Papagaio em Aiuruoca, para o Sul a Pedra Branca (Pedralva/Conceição das Pedras), para o sudeste a Serra das Agulhas Negras e Serra Fina (Itamonte/Passa Quatro) e para oeste e norte as ondulações montanhosas que seguem a Fernão Dias.

Outros ponto visitado que merece destaque é o Pico do Gavião (1400m). A estrada de Sobradinho até próximo do Pico é razoável até a igrejinha amarela (já no alto da serra). Dali em diante, carro comum não chega e é preciso pegar trilhas (com pedras de tamanho e cores diferentes, especialmente brancas e amarelas). O visual é espetacular. Imagino que deva ser fantástico se acampar por ali.

A Cachoeira de Sobradinho é espetacular. Nunca tinha vista uma cachoeira de águas tão límpidas e cristalinas. As pedras são thomé que cobrem o leito do rio (estreito e de baixa profundidade) faz parecer que são várias piscinas naturais. Excelente para banho. Visitamos ainda a Cachoeira da Lua (pequena, mas com um poço grande para banho) e a Cachoeira do Flávio (grande volume de água e propícia para banho).

Infelizmente, o pequeno tempo de visita não nos permitiu visitar outras inúmeras atrações de São Thomé das Letras, como as grutas e as outras diversas cachoeiras e montanhas. Para quem deseja fazer um passeio de pouco luxo e muita aventura, ar puro, misticismo (não é minha praia) e as famosas comida e conversa mineira, São Thomé é uma ótima escolha.

Seguem algumas fotos:

Visual das montanhas do Sul de Minas

 Pedra da Bruxa

 Cachoeira do Flávio

Cachoeira de Sobradinho 

Igreja de Pedra 

Por do Sol em São Thomé das Letras 

 Flor selvagem próximo ao Pico do Gavião

Cruzeiro de São Thomé

 Igreja Matriz de São Thomé das Letras

 Placa próximo a Cachoeira do Flávio

Visual do Pico do Papagaio (Aiuruoca) 

Trevo do Sobradinho (à esquerda, caminho para Cruzília) 

Visual da Pedra Branca (Pedralva/Conceição das Pedras) 

Trevo do Camping do Jhony (À esquerda, caminho de Sobradinho. À direita, Cachoeira do Flávio). 

Casa de Pedra (ponto de observação do Por do Sol)

domingo, 1 de setembro de 2013

Imagens da querida Itajubá

Essa cidade é fantástica! Em cada praça, em cada montanha, em cada pôr-do-sol uma surpresa com imagens maravilhosas!!!






sexta-feira, 19 de julho de 2013

Pedra do Forno em Gonçalves-MG

A Pedra do Forno em Gonçalves-MG é um lugar especial para se visitar. Vale a pena subir até lá. Ao chegar no bairro Terra Fria (cerca de 12 km do centro da cidade), a trilha da Pedra do Forno começa no Restaurante do Ovídio. Após passar por um gramado e cruzar um riacho, pega-se uma trilha à direita da estrada de terra onde há várias araucárias derrubadas. Evite ir pela estrada de terra. Tentei isso e demorou para achar a trilha. O certo é pegar a trilha a partir de um portãozinho. O tempo total de subida fica entre 50 minutos a 1 hora e 30 minutos, dependendo do preparo físico. Na descida gasta-se aproximadamente 30 minutos. Lá do topo da Pedra do Forno avista a exuberância da Serra da Mantiqueira no Sul de Minas Gerais. Os principais picos/pedras avistadas lá de cima são: a ponta da Pedra de São Domingos, a Pedra Chanfrada e a Pedra Bonita em Gonçalves. Também se avista o Pico dos Dias em Brasópolis e a Pedra da Chita em Piranguçu. Também é possível avistar, dependendo da luz do sol a Pedra Branca em Pedralva.
O visual é espetacular!!! Recomendo muito!!! Não esqueça de levar água e algo para comer. Protetor solar e óculos de sol também são importantes.