Visitantes

Eu amo montanhas

Eu amo montanhas
Montanhas...

Welcome to Vinicius Montgomery Blog

Você é sempre bem-vindo. Deixe seus comentários, críticas construtivas e sugestões. Volte sempre. Muito Obrigado.



You´re always welcome. Let your comments, positive critics and suggestions. Please come back soon. Thank you very much!

Pesquisar este blog

Isaías 9.6.

Um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da eternidade, Príncipe da Paz.
Mostrando postagens com marcador Minas Gerais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Minas Gerais. Mostrar todas as postagens

sábado, 19 de julho de 2025

Significado do Sobrenome Montgomery de Miranda

 Desde que me conheço por gente, gosto de lugares altos, de olhar o horizonte, de ver o pôr-do-sol. Após ter feito mais de 200 subidas ao longo de 25 anos posso dizer que sou uma das pessoas que mais gostam de montanhas, de fotografar o relevo, especialmente do Sul de Minas e da região da Mantiqueira.

O mais interessante é que um certo dia, conversando com meu querido, falecido pai, Adílio R.C. de Miranda, ele me disse que puxei ao meu avô: Francisco C. de Miranda. Segundo meu pai, meu avô também gostava muito de observar, admirar as montanhas do Sul de Minas. Junto ao meu pai, já admirei a Pedra de Santa Rita do Rio Manso e comentamos a respeito de sua imponência.

A Pedra do Rio Manso é o ponto mais elevado do município de Itajubá, com 1.910 m de altitude. Vista da estrada de Maria da Fé e observada de diversos pontos distantes, essa Pedra também já fora admirada pelo meu avô.

Pedra do Rio Manso (1.910 m)

Certo dia, pesquisando o significado e a origem dos sobrenomes, olha a surpresa! Não pode ser só uma coincidência.

Miranda

O sobrenome Miranda tem origem toponímica e está associado a diversas localidades na Península Ibérica — especialmente na Espanha e em Portugal — chamadas Miranda. Ele deriva do latim "mirandus", que significa admirável, maravilhoso ou digno de ser visto. A palavra vem do verbo latino "mirari", que significa admirar-se, olhar com surpresa.

Miranda pode ser interpretado como "lugar elevado com boa vista" ou "lugar digno de ser admirado".

Toponimamente, era usado para identificar pessoas originárias de cidades chamadas Miranda (por exemplo, Miranda de Ebro, na Espanha, ou Miranda do Douro, em Portugal).

Fonte: https://sobrenomes.genera.com.br/


Com meu pai, "seu" Adílio R.C. de Miranda


Pedroso

O sobrenome da família da minha mãe é Pedroso, que infelizmente não está no meu nome, mas não deve ser mais uma coincidência! Vamos aos registros!

O sobrenome Pedroso deriva do nome próprio Pedro, que tem etimologia latina (Petrus), significando "pedra" ou "rochedo" Significado dos Nomes e Sobrenomes+10Dicionário de Nomes Próprios+10nomorigine.com+10. O sufixo “‑oso” em português indica abundância ou pertencimento, conferindo ao sobrenome o sentido de “cheio de pedras” ou “originário de local pedregoso”.

Vejam que Pedroso também tem tudo a ver com Pedra, com montanha de Pedra.

Trata-se de um sobrenome toponímico: usado por pessoas originárias de localidades denominadas “Pedroso”, como antiga freguesia em Vila Nova de Gaia, Portugal, cuja denominação advém do latim petrosus (pedregoso)

Montgomery

O sobrenome Montgomery foi adotado pelo meu pai, em apoio ao meu avô Francisco, estudioso da II Guerra Mundial e admirador do General inglês Montgomery, mas vejam só a origem de sobrenome Montgomery.

O nome se originou de localidades na Normandia, especificamente Saint‑Germain‑de‑Montgommery e Sainte‑Foy‑de‑Montgommery, cuja denominação deriva do francês antigo Mont Gomeris ou Gumerich’s Hill, isto é, “colina de Gumaric”, um nome germânico que combina guma (“homem”) e ric (“poderoso”).

O primeiro titular identificado foi Roger de Montgomerie, conde normando que participou da Conquista da Inglaterra em 1066 e se tornou o 1.º Conde de Shrewsbury, dando seu nome à região de Montgomeryshire, no País de Gales Surnames Database+4Wikipedia+4Your Roots+4.

No século XII, membros da família chegaram à Escócia, estabelecendo-se principalmente em Renfrewshire como o Clan Montgomery nomorigine.com+6Wikipedia+6Nameopia+6

Em contextos irlandeses, o sobrenome foi gaelicizado como Mac Iomaire ou Mac Gumaraid Wikipedia+9Wikipedia+9Y

Montgomery figura entre os sobrenomes mais comuns nos Estados Unidos, ocupando posição relevante nos censos de 2010 (~115 000 portadores registrados) Name Census.

É considerado um sobrenome tradicional de ascendência inglesa, escocesa ou irlandesa, presente em países de língua inglesa e outros como Austrália, Canadá e Nova Zelândia.

A família Montgomery destacou-se como aristocracia normanda da Inglaterra medieval e Escócia, controlando vastas propriedades e envolvendo-se em questões nobiliárquicas desde o período da Conquista Normanda Venere.

Figuras ilustres incluem o general revolucionário norte-americano Richard Montgomery, e o marechal britânico Bernard Montgomery, comandante aliado na Segunda Guerra Mundial.

Na estátua do Montgomery (Londres, 2016).

É exatamente por tudo isso que não deve ser coincidência que eu aqui no Sul de Minas, Itajubá, goste tanto de montanhas.


sábado, 25 de fevereiro de 2023

Refúgio Tuiuva: uma hospedagem com diferenciais incríveis...


 Existe hospedagens luxuosas, existem hospedagens simples, existem hospedagens nas montanhas, mas o Refúgio Eco Boutique Tuiuva em Cristina é único. A começar pela altitude (aproximadamente 1.900 m de altitude). Localizado a 28 km de Itajubá, no Sul de Minas, o Refúgio pode ser acessado por uma estrada de terra a partir do bairro São José em Cristina. São 8 quilômetros serra acima (a estrada é conservada, apesar de alguns trechos muito inclinados e escorregadios, especialmente para carros baixos - que não devem subir na época das chuvas). No bairro da Paciência, a Fazenda disponibiliza uma experiência única para desfrutar do pomar com uvas, mirtilo, oliveiras e outras frutas.

Os "chalés" ficam acima da fazenda (acessados por estrada calçada) com uma infraestrutura espetacular para desfrutar do frio, do clima de montanha e do pôr do sol em um deck de madeira com visual incrível.

Se você quer uma experiência diferenciada de descanso, contato com a natureza, esse deveria ser sua próxima estadia.

O Refúgio está muito próximo da tríplice fronteira de três municípios sul mineiros: Maria da Fé, Cristina e Dom Viçoso.


Chegada no Bairro da Paciência

Lavanda por toda parte...

Recepção da Fazenda

Videiras

Olivais


Estrada de acesso

Paisagem rural...


sábado, 22 de janeiro de 2022

Itajubá a Virgínia por estrada de terra

 A região Sul de Minas é fantástica: muitas montanhas, matas. rios, cachoeiras... infelizmente há muito pouco interesse político em asfaltar ou calçar as estradas que ligam as cidades. Esse post vem trazer um pouco dessas esquecidas estradas de terra no extremo sul do estado de Minas Gerais.

De Itajubá à Virgínia por asfalto é bastante distante, embora as duas cidades estejam relativamente perto em linha reta. Itajubá faz divisa com Maria da Fé, que faz divisa com Virgínia. Por asfalto é preciso passar por Maria da Fé, Cristina, Carmo de Minas, São Lourenço, Pouso Alto, São Sebastião do Rio Verde e finalmente Virgínia, ufa...

Acontece que há muitos caminhos alternativos. O mais curto deles tem uma extensão de apenas 55 km, por incrível que pareça. Por asfalto são 120 km.

De Itajubá em direção à Maria da Fé, há a ponte do Ano Bom (cerca de 9 km). Entrando na estrada à direita, subindo o Rio Lourenço Velho, chega-se ao bairro Rio Manso (20 km de Itajubá). Dali até a Barra (município de Delfim Moreira) são 30 km. O interessante é que o Lourenço Velho divide os municípios de Maria da Fé e Itajubá. Na Barra tem a tríplice fronteira: Itajubá - Maria da Fé - Delfim Moreira, se encontram ali. Da Barra é possível seguir até Pintos Negreiros (distrito de Maria da Fé) na ponte à esquerda. Dos Pintos é possível chegar a Dom Viçoso e à direita ao bairro São Francisco, já bem próximo da Serra de Virgínia.

Se continuarmos na estrada subindo o Rio Lourenço Velho, chega-se ao Mogiano. Dali é possível atravessa o rio e subir para o bairro Correias (40 km de Itajubá). Mais 4 km e atinge-se o topo da Serra. Dali mais 10 km chega-se ao Sertãozinho já em Virgínia.

Outra possibilidade é chegar a Dom Viçoso e dali ir até Virgínia. Tem ainda a estrada que liga Cristina a Virgínia.

Outra opção é do Mogiano chegar ao Morangal e depois Marques. Seguindo atinge-se o topo da Serra e dali são 13 km até Virgínia. No caminho tem a Cachoeira do Caetê na estrada que liga Virgínia a Marmelópolis. Ali no alto da Serra, tem a opção de seguir até Passa Quatro. 

De Itajubá a Marmelópolis, pela Serra de Delfim Moreira, são 50 km. De Itajubá a Virgínia passando por Marmelópolis são 75 km. Ou seja, há pelo menos 4 caminhos entre Itajubá e Virgínia por terra, que são muito mais próximos que o caminho de asfalto por São Lourenço. Uma pena que a politicagem não olhe para essa região cheia de paisagens espetaculares. A população local e os turistas mereciam pelo menos uma estrada calçada. Com certeza melhoraria a vida da população dos bairros rurais e também propiciaria novos negócios e empreendimentos nos setores de alimentação e turismo.

A seguir, algumas fotos desse caminho tão lindo entre as montanhas do Serra da Mantiqueira.

Visual do Pico Marinzinho e Marins

Cachoeira da Barra

Chegando no alto da Serra

Visual de Virgínia

Bairro Correias

Virgínia-MG

Trevo do Morangal

Cachoeira do Caetê

Alto da Serra de Virgínia

Casarão no alto da Serra


  

domingo, 31 de maio de 2020

Pedra da Estância - Itajubá

O post de hoje é para comentar sobre a Pedra da Estância, o terceiro ponto mais elevado do município de Itajubá, no Sul de Minas Gerais. A Pedra do Rio Manso fica a 1.906 m de altitude. A Pedra Amarela a 1.757 m, a Pedra da Estância a 1.651 e a Pedra Aguda a 1.557. Esses são os 4 pontos mais elevados do município, sendo a Pedra da Estância o ponto menos badalado.

A Pedra da Estância fica no bairro homônimo, exatamente atrás da Pedra Aguda. Portanto, não pode ser vista da cidade de Itajubá, exceto pelo bairro da Santa Rosa e imediações.

Da estrada da Estância até o alto da Pedra pelo lado oeste são 2,75 km e aproximadamente 2h50m de subida. A subida é muito íngrime pelo pasto e depois por uma mata muito fechada (sem trilha). Pelo lado leste também há uma trilha (ainda não conhecida por mim).

Ao chegar na Pedra da Estância (após percorrer uma cerca de extensão muito comprida), há vários mirantes. O do lado leste permite avistar o Pico dos Marins de frente e a crista das montanhas de Delfim Moreira e Wenceslau Braz (lado do Charco).

O mirante principal (lado norte) fica alguns metros abaixo do ponto mais elevado é possui uma lage de pedra bem extensa que vai de leste a oeste. No centro dessa lage (norte) é possível avistar as costas da Pedra Aguda, o bairro Santa Rosa, as montanhas de Maria da Fé, Cristina, Pedralva, a Pedra Amarela (torre da Panorama FM) e parte da Pedra do Rio Manso. É possível avistar ainda o vale do Biguá - Rio Claro.

Do lado oeste é possível ver as montanhas do lado de Santa Rita do Sapucaí, o vale do Sapucaí e a Serra Grande (Conceição dos Ouros/Cachoeira de Minas). A sudoeste é possível avistar o Pico dos Dias (Brazópolis) e uma parte da Pedra da Boa Vista (Piranguçu).

Apesar da subida muito complicada (mata fechada) e pasto íngrime, o visual é fantástico, como pode ser visto nas fotos aqui.


Visual Norte e as montanhas do Sul de Minas

 Por do Sol na descida da Pedra (lado oeste)

Pedra Vermelha (lado oeste) 

Pico dos Marins (lado leste) 

Visual do Pedrão (lado norte)  

Montanhas de Wenceslau Braz (lado leste) 

Montanhas a sudoeste 

Visual do bairro Santa Rosa (norte) 

Vale do Sapucaí (lado noroeste) 

Mata nas costas da Pedra Aguda e o pasto no caminho da subida (oeste)

sábado, 27 de julho de 2019

Pedra da Divisa - Piranguçu - MG

A Pedra da Divisa fica entre os municípios de Brazópolis, Piranguçu em Minas Gerais e São Bento do Sapucaí em São Paulo. O início da trilha fica a apenas 2 km depois da divisa de MG/SP, na antiga estrada rural da Vila Maria para Luminosa.

São 4,5 km por estrada/trilha ou 3,5 km por uma trilha alternativa. Pela trilha mais longa, na subida, gastamos 1h50 para chegar no topo e pela trilha mais curta, na descida, gastamos 1h30.

A Pedra da Divisa fica em uma altitude de aproximadamente 1.830 m acima do nível do mar. São 320 metros de subida e 120 metros de descida. Por diversas vezes a divisa entre São Paulo e Minas Gerais é cruzada. O início da trilha começa em São Paulo e termina no ponto mais elevado em Minas Gerais.

O visual é espetacular. Consegue-se avistar diversas cidades (partes): Itajubá, Piranguçu, Campos do Jordão, Luminosa, Pouso Alegre, Santa Rita do Sapucaí e Gonçalves. Os picos e pedras também são avistados: Pedra da Chita e Pedra da Boa Vista (Piranguçu), Pedra Aguda, Pedra do Rio Manso e Pedra Amarela (Itajubá), Pedra Riscada (Cristina), Pedra Branca (Conceição das Pedras), Pedrão (Pedralva), Pico dos Dias (Brazópolis), Pedra de São Domingos (Gonçalves), Pedra Bonita (Sapucaí Mirim), Pedra do Baú, Pico dos Marins e Marinzinho.

 Visual da Pedra Aguda, Pedra Riscada e Pedra do Rio Manso.
  Lateral da Pedra da Chita.
  Visual do Pico dos Marins.
   Visual da Pedra do Baú e o Totem da Pedra da Divisa.
   Montanhas do Sul de Minas.
   Visual de Itajubá

   Minas Gerais é demais...
   Visual da Serra Grande (Cachoeira de Minas) e Pouso Alegre.

   Visual de Santa Rita do Sapucaí.
Luminosa - Brazópolis.

domingo, 21 de julho de 2019

Pedra de Santa Rita do Rio Manso - ponto mais elevado de Itajubá

Mais uma vez, estivemos na Pedra do Rio Manso, ponto mais elevado do município de Itajubá, com 1.910 m de altitude. A subida pelo bairro do Rio Manso é bastante cansativa. Em decorrência da estrada ruim (muitas pedras e buracos) e algumas porteiras trancadas, o carro acaba tendo que ficar muito distante do início da trilha. Assim, deixamos o carro antes do riacho e começamos a caminhada a pé pela estrada rural que sobe lentamente as montanhas.

Até o topo são 4,8 km de caminhada morro acima, em um desnível de 945 m. No final da estrada rural, começa um campo até a cerca. Depois da cerca, o bicho pega. Há uma subida muito íngreme em meio a um capim liso que torna a subida/descida bastante escorregadia. Ao entrar na mata fechada (muito difícil de ser transposta, por crescer mato), chega-se a outra cerca à esquerda da trilha. A trilha é muito bem definida, mas há trechos de subidas muito íngremes e escorregadias (dificilmente alguém faz essa trilha sem escorregar). A recomendação (principalmente na descida) é passos curtos e um bastão para apoiar, pois, há poucas árvores onde se segurar. Há algumas pedras para atravessar (o que exige uma escalaminhada).

É muito importante levar pelo menos 3 litros de água. A Pedra do Rio Manso é uma das escaladas mais complicadas que existem. Na minha concepção só duas subidas são mais difíceis: Pico dos Marins e Itaguaré. A Pedra do Rio Manso é a subida mais difícil nas proximidades de Itajubá.

O visual, em compensação é fantástico. Pedra dos Marins, Pedra Riscada, Pedra Branca, Pico da Bandeira, Pedra Aguda, Pedra da Boa Vista, Pedra da Chita, Pedra do Baú. Todas são avistadas de norte a sul, pelo lado oeste. Do lado leste a mata impede a visão. Mas há possibilidade de abrir trilhas para o lado leste.

Algumas fotos estão aqui.

Visual da cadeia de montanhas do lado oeste (Pedrão).
 Visual do Bairro Rio Manso (mais de 900 metros de desnível).
 A face do abismo.
 Visual da cidade de Itajubá.
 Montanha na divisa entre o Rio Manso e a Peroba.
 Visual do Pico dos Marins (encoberto pela névoa).
Visual do Vale do Rio Lourenço Velho.