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Isaías 9.6.

Um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da eternidade, Príncipe da Paz.

sexta-feira, 10 de julho de 2020

Pico do Marinzinho e Rio Manso

Nesse post vou relatar a subida no Pico do Marinzinho e a volta à Itajubá pelas margens do Rio Lourenço Velho (Rio Manso).

No sábado, dia 04 de Julho de 2020, após levantar às 4h50 da madrugada, eu e os amigos Adalto e Sandro, tomamos o caminho de Marmelópolis-MG. O objetivo era subir o Pico do Marinzinho. Saímos de Itajubá às 5h30. Após passar por Delfim Moreira e ver o sol nascer na serra, chegamos às 6h40 em Marmelópolis (51 km de Itajubá). No caminho para o pico, fizemos uma paradinha em um campo de futebol branco de geada e seguimos rumo à Pousada do Djalma (8 km adiante) para obter informações sobre a subida.

Acordamos o Djalma kkkkk. Ele, com toda gentileza do mundo, veio nos encontrar e nos deu as dicas para a subida. Alguns quilômetros acima, a paisagem já ficava maravilhosa, chegamos no portal de acesso à subida. 

Às 7h40 começa nossa subida. O dia estava perfeito. Céu azul, alguma neblina no horizonte e as lindas montanhas do Sul de Minas. A estrada sinuosa e muito bem definida segue morro acima. Passamos pela entrada da Pedra Redonda, mas decidimos continuar a subida. Às 9h30, depois de subir pela trilha na mata, chegamos no Mirante São Pedro (2.135 m). O visual já era de tirar o fôlego e até nesse ponto, a subida estava muito tranquila, apesar de uma primeira subida com auxílio de uma corda. Mal sabia o que estava por vir.

Desse ponto em diante, a subida é muito íngrime. Muitas pedras e muita escalaminhada. Ao olhar para o alto da impressionante pedra que antecede o Pico do Marinzinho, víamos figuras na pedra. Primeiro vimos um Gorila (face sudeste) e depois, um pouco menor, um elefante bebê (face sudoeste). Até brincamos. Parecia delírio depois de tanto sofrer nas subidas.

A última corda é a mais complicada. Subir essa montanha de pedra parece escalar uma parede. Muito complicado. Paramos incontáveis vezes, até que finalmente atingimos o platô. Que alívio. Que cansaço. Que fome.

Depois de uma lanche rápido às 11h, a ficha caiu. Ainda não estávamos no Marinzinho. Deu vontade de voltar dali mesmo. Mas era preciso prosseguir para o alvo. Imaginei que iríamos sobre muito ainda, mas para minha surpresa foi até fácil demais dali em diante. Às 11h20, finalmente estávamos no Marinzinho (4h de subida, descontando as paradas). O visual é fantástico. De um lado o Pico dos Marins, do outro o lindo Itaguaré e a Pedra da Mina (mais longe um pouco). Encontramos alguns montanhistas passando por ali para fazer a travessia Marins-Itaguaré (que coragem), mas no topo do Marinzinho não há muito espaço para ficar. Resolvemos descer para o ponto mais baixo onde fizemos o lanche. Muitas fotos tiramos ali. 

É possível avistar as Pedras de Itajubá (Pedra Aguda, Pedra do Rio Manso - bem perto e Pedra Amarela), de Piranguçu (Pedra da Boa Vista) e Pedralva (Pedra Branca) e as incontáveis montanhas do Sul de Minas. Do outro lado, a planície do Vale do Paraíba (Cruzeiro), em São Paulo.

Por volta de 13h20 começamos a descer. Novamente a tensão das cordas e do abismo logo ali nesse gigante de pedra. Às 15h40, exaustos, chegamos no carro (quase sem água). Aliás, é bom que se diga, é muito importante levar pelo menos 1,5 litro de água.

Às 16h14 já estávamos em Marmelópolis novamente. Resolvemos voltar pela estrada rural que segue o Rio Lourenço Velho (Rio Manso). Pena que essa estrada não é asfaltada. Que lugar espetacular.
De Marmelópolis ao bairro Morangal foram 9 km (16h37). Muitas paisagens fantásticas do rio, das montanhas, das cercas, das árvores e 21 minutos depois, 6 km à frente, chegamos no Mogiano (16h58). Uma parada na ponte quebrada na divisa de Delfim Moreira e Virgínia e o rio fica calmo e muito bonito.

Seguimos em frente, com algumas paradas para foto na Cachoeira da Barra e para a lua cheia espetacular que nascia. 9 km depois do Morangal, já às 17h33, chegamos na Barra. Ali há vários caminhos. À direita é possível chegar ao bairro dos Pintos Negreiros (Maria da Fé), Dom Viçoso e até São Lourenço.  Á esquerda é possível chegar ao Rio Claro e Água Limpa. Em frente já estavámos de volta no município de Itajubá, seguimos beirando o rio até chegar no bairro Rio Manso (10 km à frente às 17h59). Do Rio Manso seguimos em frente até chegar no Ano Bom e até de volta à Itajubá às 18h30 (20 km). O curioso é que a distância de Itajubá à Marmelópolis é a mesma, seja por Delfim Moreira, seja pelo vale do Rio Manso.

Campo congelado pela geada.

 Neblina nas montanas de Marmelópolis

O gigante de Pedra (Marinzinho)

 A dificuldade logo ali na frente.

O mirante São Pedro.

O formato de elefante na Pedra.

 Visual do Itaguaré e da Pedra da Mina (do topo do Marinzinho).

Todos os caminhos chegam à Barra.
 
 O gigante de Pedra de longe.

O visual das montanhas mineiras...

O Rio Manso no Morangal.

Montanhas de Minas...

Chegando no Mogiano.
 Cachoeira da Barra.

Marinzinho logo ali.

 Itaguaré e Pedra da Mina.

 Lua na serra.

 O trio de ferro...

Pico dos Marins ali...
 


 



domingo, 31 de maio de 2020

Pedra da Estância - Itajubá

O post de hoje é para comentar sobre a Pedra da Estância, o terceiro ponto mais elevado do município de Itajubá, no Sul de Minas Gerais. A Pedra do Rio Manso fica a 1.906 m de altitude. A Pedra Amarela a 1.757 m, a Pedra da Estância a 1.651 e a Pedra Aguda a 1.557. Esses são os 4 pontos mais elevados do município, sendo a Pedra da Estância o ponto menos badalado.

A Pedra da Estância fica no bairro homônimo, exatamente atrás da Pedra Aguda. Portanto, não pode ser vista da cidade de Itajubá, exceto pelo bairro da Santa Rosa e imediações.

Da estrada da Estância até o alto da Pedra pelo lado oeste são 2,75 km e aproximadamente 2h50m de subida. A subida é muito íngrime pelo pasto e depois por uma mata muito fechada (sem trilha). Pelo lado leste também há uma trilha (ainda não conhecida por mim).

Ao chegar na Pedra da Estância (após percorrer uma cerca de extensão muito comprida), há vários mirantes. O do lado leste permite avistar o Pico dos Marins de frente e a crista das montanhas de Delfim Moreira e Wenceslau Braz (lado do Charco).

O mirante principal (lado norte) fica alguns metros abaixo do ponto mais elevado é possui uma lage de pedra bem extensa que vai de leste a oeste. No centro dessa lage (norte) é possível avistar as costas da Pedra Aguda, o bairro Santa Rosa, as montanhas de Maria da Fé, Cristina, Pedralva, a Pedra Amarela (torre da Panorama FM) e parte da Pedra do Rio Manso. É possível avistar ainda o vale do Biguá - Rio Claro.

Do lado oeste é possível ver as montanhas do lado de Santa Rita do Sapucaí, o vale do Sapucaí e a Serra Grande (Conceição dos Ouros/Cachoeira de Minas). A sudoeste é possível avistar o Pico dos Dias (Brazópolis) e uma parte da Pedra da Boa Vista (Piranguçu).

Apesar da subida muito complicada (mata fechada) e pasto íngrime, o visual é fantástico, como pode ser visto nas fotos aqui.


Visual Norte e as montanhas do Sul de Minas

 Por do Sol na descida da Pedra (lado oeste)

Pedra Vermelha (lado oeste) 

Pico dos Marins (lado leste) 

Visual do Pedrão (lado norte)  

Montanhas de Wenceslau Braz (lado leste) 

Montanhas a sudoeste 

Visual do bairro Santa Rosa (norte) 

Vale do Sapucaí (lado noroeste) 

Mata nas costas da Pedra Aguda e o pasto no caminho da subida (oeste)

sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

De Campos do Jordão a Itajubá pelo Vale do Sapucaí

Hoje o post tem o objetivo de relatar mais uma viagem pela Serra da Mantiqueira. Dessa vez, o trajeto foi de Campos do Jordão a Itajubá pelo vale do Rio Sapucaí.
No total são 55 km entre o Capivari e o centro de Itajubá. A partir do Capivari em Campos do Jordão, você deve seguir em direção ao circuito Água Santa. Interessante comentar que no Capivari, o Rio Sapucaí não passa de um pequeno riacho que desce em direção ao Horto Florestal de Campos do Jordão.

Do Capivari até o mirante da Água Santa, onde é possível ver todo o Vale do Sapucaí entre os estados de São Paulo e Minas Gerais são 4 km (asfalto). Do mirante até o trevo da Minalba são mais 4 km. Ou seja, do Capivari até o trevo da Minalba são 8 km de asfalto. Esse trevo dá acesso também ao bairro rural do Centro em Piranguçu (MG). Desse trevo em diante, a estrada é de terra encascalhada. Uma estrada bastante larga e conservada.

Do trevo da Minalba até a Mineração Correa no bairro dos Marmelos em Campos do Jordão são 11 km. A planta da Mineração está na divisa de estados. A estrada passa na divisa de estados várias vezes. Portanto, do Capivari até a divisa são 19 km.

A partir da Mineração Correa, a estrada continua bem conservada, porém, não é mais tão ampla. Em compensação, a estrada passa a margear o Rio Sapucaí com corredeiras que são espetaculares. 3 km abaixo da Mineração, está o trevo do Bairro dos Pintos (Piranguçu). Mais 1 km e novamente atravessamos o Rio Sapucaí entre São Paulo e Minas. A ponte da divisa tem uma pequena queda d´água espetacular (veja fotos aqui).

3 km adiante depois de um desnível que impressiona (a estrada desce muito desde do Mirante da Água Santa), chega-se no trevo da Cachoeira São Bernardo (Piranguçu), no bairro homônimo. Há um entroncamento para o bairro Roseta (Wenceslau Braz) à esquerda. Ou seja, do Capivari até o trevo de São Bernardo são 26 km.

Depois desse trevo, a estrada segue acompanhando o Rio Sapucaí com descidas leves até o Bairro dos Borges em Piranguçu (3 km adiante) e Freires, já em Itajubá, 4 km adiante. As paisagens são belíssimas: montanhas, rio, verde por toda parte.

Dos Freires até o trevo na BR 459 são mais 8 km. Desse trevo até Itajubá são mais 14 km, totalizando os 55 km entre Campos do Jordão e Itajubá. São 22 km em asfalto e 33 km de terra. A viagem é bem mais lenta (alguns buracos na estrada, principalmente no trecho mineiro), mas o visual é incrível, com vários pontos de paradas para fotos.

A ponte da divisa fica a 23 km do Capivari e a 32 km de Itajubá. A Cachoeira de São Bernardo fica a 27 km do Capivari e a 30 km de Itajubá.

O bairro dos Freires fica a 22 km do centro de Itajubá e o bairro dos Borges a 26 km.

Enfim, para quem gosta de estradas rurais, essa é uma que vale a pena conhecer.

Ponte da Divisa de Estados SP (margem esquerda) - MG (margem direita).

Rio Sapucaí na divisa de estados.

Casinha rural no bairro Borges (Piranguçu)

Visão do Vale do Sapucaí no Mirante Água Santa em Campos do Jordão

Vale do Sapucaí no trevo do bairro Pintos (Piranguçu).

Ponte da divisa.

Trevo da Minalba (Campos do Jordão).

Rio Sapucaí vista da ponte sobre o trevo do bairro São Bernardo (Piranguçu).

Rio Sapucaí.


sábado, 27 de julho de 2019

Pedra da Divisa - Piranguçu - MG

A Pedra da Divisa fica entre os municípios de Brazópolis, Piranguçu em Minas Gerais e São Bento do Sapucaí em São Paulo. O início da trilha fica a apenas 2 km depois da divisa de MG/SP, na antiga estrada rural da Vila Maria para Luminosa.

São 4,5 km por estrada/trilha ou 3,5 km por uma trilha alternativa. Pela trilha mais longa, na subida, gastamos 1h50 para chegar no topo e pela trilha mais curta, na descida, gastamos 1h30.

A Pedra da Divisa fica em uma altitude de aproximadamente 1.830 m acima do nível do mar. São 320 metros de subida e 120 metros de descida. Por diversas vezes a divisa entre São Paulo e Minas Gerais é cruzada. O início da trilha começa em São Paulo e termina no ponto mais elevado em Minas Gerais.

O visual é espetacular. Consegue-se avistar diversas cidades (partes): Itajubá, Piranguçu, Campos do Jordão, Luminosa, Pouso Alegre, Santa Rita do Sapucaí e Gonçalves. Os picos e pedras também são avistados: Pedra da Chita e Pedra da Boa Vista (Piranguçu), Pedra Aguda, Pedra do Rio Manso e Pedra Amarela (Itajubá), Pedra Riscada (Cristina), Pedra Branca (Conceição das Pedras), Pedrão (Pedralva), Pico dos Dias (Brazópolis), Pedra de São Domingos (Gonçalves), Pedra Bonita (Sapucaí Mirim), Pedra do Baú, Pico dos Marins e Marinzinho.

 Visual da Pedra Aguda, Pedra Riscada e Pedra do Rio Manso.
  Lateral da Pedra da Chita.
  Visual do Pico dos Marins.
   Visual da Pedra do Baú e o Totem da Pedra da Divisa.
   Montanhas do Sul de Minas.
   Visual de Itajubá

   Minas Gerais é demais...
   Visual da Serra Grande (Cachoeira de Minas) e Pouso Alegre.

   Visual de Santa Rita do Sapucaí.
Luminosa - Brazópolis.

domingo, 21 de julho de 2019

Pedra de Santa Rita do Rio Manso - ponto mais elevado de Itajubá

Mais uma vez, estivemos na Pedra do Rio Manso, ponto mais elevado do município de Itajubá, com 1.910 m de altitude. A subida pelo bairro do Rio Manso é bastante cansativa. Em decorrência da estrada ruim (muitas pedras e buracos) e algumas porteiras trancadas, o carro acaba tendo que ficar muito distante do início da trilha. Assim, deixamos o carro antes do riacho e começamos a caminhada a pé pela estrada rural que sobe lentamente as montanhas.

Até o topo são 4,8 km de caminhada morro acima, em um desnível de 945 m. No final da estrada rural, começa um campo até a cerca. Depois da cerca, o bicho pega. Há uma subida muito íngreme em meio a um capim liso que torna a subida/descida bastante escorregadia. Ao entrar na mata fechada (muito difícil de ser transposta, por crescer mato), chega-se a outra cerca à esquerda da trilha. A trilha é muito bem definida, mas há trechos de subidas muito íngremes e escorregadias (dificilmente alguém faz essa trilha sem escorregar). A recomendação (principalmente na descida) é passos curtos e um bastão para apoiar, pois, há poucas árvores onde se segurar. Há algumas pedras para atravessar (o que exige uma escalaminhada).

É muito importante levar pelo menos 3 litros de água. A Pedra do Rio Manso é uma das escaladas mais complicadas que existem. Na minha concepção só duas subidas são mais difíceis: Pico dos Marins e Itaguaré. A Pedra do Rio Manso é a subida mais difícil nas proximidades de Itajubá.

O visual, em compensação é fantástico. Pedra dos Marins, Pedra Riscada, Pedra Branca, Pico da Bandeira, Pedra Aguda, Pedra da Boa Vista, Pedra da Chita, Pedra do Baú. Todas são avistadas de norte a sul, pelo lado oeste. Do lado leste a mata impede a visão. Mas há possibilidade de abrir trilhas para o lado leste.

Algumas fotos estão aqui.

Visual da cadeia de montanhas do lado oeste (Pedrão).
 Visual do Bairro Rio Manso (mais de 900 metros de desnível).
 A face do abismo.
 Visual da cidade de Itajubá.
 Montanha na divisa entre o Rio Manso e a Peroba.
 Visual do Pico dos Marins (encoberto pela névoa).
Visual do Vale do Rio Lourenço Velho.