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sábado, 19 de julho de 2025

Significado do Sobrenome Montgomery de Miranda

 Desde que me conheço por gente, gosto de lugares altos, de olhar o horizonte, de ver o pôr-do-sol. Após ter feito mais de 200 subidas ao longo de 25 anos posso dizer que sou uma das pessoas que mais gostam de montanhas, de fotografar o relevo, especialmente do Sul de Minas e da região da Mantiqueira.

O mais interessante é que um certo dia, conversando com meu querido, falecido pai, Adílio R.C. de Miranda, ele me disse que puxei ao meu avô: Francisco C. de Miranda. Segundo meu pai, meu avô também gostava muito de observar, admirar as montanhas do Sul de Minas. Junto ao meu pai, já admirei a Pedra de Santa Rita do Rio Manso e comentamos a respeito de sua imponência.

A Pedra do Rio Manso é o ponto mais elevado do município de Itajubá, com 1.910 m de altitude. Vista da estrada de Maria da Fé e observada de diversos pontos distantes, essa Pedra também já fora admirada pelo meu avô.

Pedra do Rio Manso (1.910 m)

Certo dia, pesquisando o significado e a origem dos sobrenomes, olha a surpresa! Não pode ser só uma coincidência.

Miranda

O sobrenome Miranda tem origem toponímica e está associado a diversas localidades na Península Ibérica — especialmente na Espanha e em Portugal — chamadas Miranda. Ele deriva do latim "mirandus", que significa admirável, maravilhoso ou digno de ser visto. A palavra vem do verbo latino "mirari", que significa admirar-se, olhar com surpresa.

Miranda pode ser interpretado como "lugar elevado com boa vista" ou "lugar digno de ser admirado".

Toponimamente, era usado para identificar pessoas originárias de cidades chamadas Miranda (por exemplo, Miranda de Ebro, na Espanha, ou Miranda do Douro, em Portugal).

Fonte: https://sobrenomes.genera.com.br/


Com meu pai, "seu" Adílio R.C. de Miranda


Pedroso

O sobrenome da família da minha mãe é Pedroso, que infelizmente não está no meu nome, mas não deve ser mais uma coincidência! Vamos aos registros!

O sobrenome Pedroso deriva do nome próprio Pedro, que tem etimologia latina (Petrus), significando "pedra" ou "rochedo" Significado dos Nomes e Sobrenomes+10Dicionário de Nomes Próprios+10nomorigine.com+10. O sufixo “‑oso” em português indica abundância ou pertencimento, conferindo ao sobrenome o sentido de “cheio de pedras” ou “originário de local pedregoso”.

Vejam que Pedroso também tem tudo a ver com Pedra, com montanha de Pedra.

Trata-se de um sobrenome toponímico: usado por pessoas originárias de localidades denominadas “Pedroso”, como antiga freguesia em Vila Nova de Gaia, Portugal, cuja denominação advém do latim petrosus (pedregoso)

Montgomery

O sobrenome Montgomery foi adotado pelo meu pai, em apoio ao meu avô Francisco, estudioso da II Guerra Mundial e admirador do General inglês Montgomery, mas vejam só a origem de sobrenome Montgomery.

O nome se originou de localidades na Normandia, especificamente Saint‑Germain‑de‑Montgommery e Sainte‑Foy‑de‑Montgommery, cuja denominação deriva do francês antigo Mont Gomeris ou Gumerich’s Hill, isto é, “colina de Gumaric”, um nome germânico que combina guma (“homem”) e ric (“poderoso”).

O primeiro titular identificado foi Roger de Montgomerie, conde normando que participou da Conquista da Inglaterra em 1066 e se tornou o 1.º Conde de Shrewsbury, dando seu nome à região de Montgomeryshire, no País de Gales Surnames Database+4Wikipedia+4Your Roots+4.

No século XII, membros da família chegaram à Escócia, estabelecendo-se principalmente em Renfrewshire como o Clan Montgomery nomorigine.com+6Wikipedia+6Nameopia+6

Em contextos irlandeses, o sobrenome foi gaelicizado como Mac Iomaire ou Mac Gumaraid Wikipedia+9Wikipedia+9Y

Montgomery figura entre os sobrenomes mais comuns nos Estados Unidos, ocupando posição relevante nos censos de 2010 (~115 000 portadores registrados) Name Census.

É considerado um sobrenome tradicional de ascendência inglesa, escocesa ou irlandesa, presente em países de língua inglesa e outros como Austrália, Canadá e Nova Zelândia.

A família Montgomery destacou-se como aristocracia normanda da Inglaterra medieval e Escócia, controlando vastas propriedades e envolvendo-se em questões nobiliárquicas desde o período da Conquista Normanda Venere.

Figuras ilustres incluem o general revolucionário norte-americano Richard Montgomery, e o marechal britânico Bernard Montgomery, comandante aliado na Segunda Guerra Mundial.

Na estátua do Montgomery (Londres, 2016).

É exatamente por tudo isso que não deve ser coincidência que eu aqui no Sul de Minas, Itajubá, goste tanto de montanhas.


domingo, 11 de junho de 2023

Itajubá - Virgínia - Itajubá por estradas rurais.

 Esse post vai contar um pouco das estradas rurais entre Itajubá e Virgínia. A viagem dessa vez foi pela Água Limpa (na ida) e pelos Pintos Negreiros (na volta).

Saindo de Itajubá fomos por asfalto até a Água Limpa (Delfim Moreira). Ali já pegamos a estrada de terra, pela qual seguimos até a Barra. A situação da estrada me surpreendeu negativamente. Muitos buracos e pedras em todo o percurso até a Barra (nota zero para a manutenção da estrada). A saída de Itajubá foi às 13h. 35 minutos depois, estávamos no Biguá (terra do Padre Léo). São 20 km de Itajubá ao Biguá, sendo aproximadamente 5 km de terra (da Água Limpa ao Biguá). Do Biguá a estrada sobe para o Salto, desce no Taquaral e segue rumo ao Rio Claro e depois desce na Barra. Da Barra passamos pela Cachoeira e alguns quilômetros depois atravessamos o Rio Lourenço Velho. Seguimos a margem direita do Rio até o Trevo que sobe para o bairro Correias (14 km depois do Biguá). Já no município de Virgínia, a estrada estava em outro nível. Muito bem conservada, sem buracos e sem pedras até o destino final. 10 km estrada acima e chegamos no bairro Correias. O visual é espetacular. A Pedra do Rio Manso é vista de frente ao longe. A estrada passa por dentre uma floresta de Eucaliptos e Araucárias e sai no alto da Serra (5 km do bairro Correias - Delfim Moreira), quando começa a descida para Virgínia. 10 quilômetros depois, descendo a serra, já estávamos no bairro do Sertãozinho (a 5 km do município de Virgínia).

Itajubá-Água Limpa: 15 km.

Itajubá-Biguá: 20 km.

 Itajubá-Correias: 44 km.

Itajubá-Alto da Serra de Virgínia: 49 km.

Itajubá-Sertãozinho: 59 km.

Itajubá-Virgínia: 64 km.

Tempo total da viagem: 2 horas, com algumas poucas paradas.

Trevo para Bairro Correias (margem direita do Rio Lourenço Velho).

Igreja do Bairro São Francisco - Virgínia

Igreja do Bairro Posses - Maria da Fé

Visual da Serra, próximo ao Portal da Serra - Maria da Fé

Chegando nos Pintos Negreiros

Visual do Pico do Itaguaré (alto da Serra, entre Pintos Negreiros e a Mata)

Subida da Serra de Virgínia

Trevo para o Bairro São Francisco

Na volta, o caminho foi diferente. Nesse caminho a estrada é boa em quase toda sua extensão, apesar de mais subidas e descidas. Saída do Sertãozinho às 13h44.

10 km serra acima, já estávamos no alto da Serra de Virgínia, dobrando para o lado de Delfim Moreira. Mais 2 quilômetros de descida e chegamos no trevo de descida para o bairro São Francisco (município de Virgínia). 2 km descendo a serra e chegamos ao bairro. 7 quilômetros abaixo e chegamos aos Pintos Negreiros (município de Maria da Fé). Uma subida de paisagens deslumbrante rumo à Maria da Fé. 5 quilômetros de subida e já estávamos no alto da serra, com visão privilegiada do Pico dos Marins/Marinzinho e Itaguaré. Dois quilômetros abaixo, chegamos à Mata de Cima e depois mais 4 km e chegamos na Mata. Mais 5 km e chegamos nas Posses. 4 km depois e chegamos no trevo no Portal da Serra em Maria da Fé. De volta a Itajubá 20 km abaixo, com 2 horas de viagem.

Sertãozinho - alto da Serra (Virgínia): 10 km.

Sertãozinho - Trevo São Francisco: 12 km.

Sertãozinho - São Francisco: 14 km.

Sertãozinho - Pintos Negreiros: 21 km.

Sertãozinho - alto da Serra (Pintos Negreiros/Maria da Fé): 26 km.

Sertãozinho - Mata de Cima: 28 km.

Sertãozinho - Mata: 32 km.

Sertãozinho - Posses: 37 km.

Sertãozinho - Trevo Portal da Serra: 41 km.

Sertãozinho - Itajubá: 61 km.

Virgínia - Itajubá: 66 km.


sábado, 25 de fevereiro de 2023

Refúgio Tuiuva: uma hospedagem com diferenciais incríveis...


 Existe hospedagens luxuosas, existem hospedagens simples, existem hospedagens nas montanhas, mas o Refúgio Eco Boutique Tuiuva em Cristina é único. A começar pela altitude (aproximadamente 1.900 m de altitude). Localizado a 28 km de Itajubá, no Sul de Minas, o Refúgio pode ser acessado por uma estrada de terra a partir do bairro São José em Cristina. São 8 quilômetros serra acima (a estrada é conservada, apesar de alguns trechos muito inclinados e escorregadios, especialmente para carros baixos - que não devem subir na época das chuvas). No bairro da Paciência, a Fazenda disponibiliza uma experiência única para desfrutar do pomar com uvas, mirtilo, oliveiras e outras frutas.

Os "chalés" ficam acima da fazenda (acessados por estrada calçada) com uma infraestrutura espetacular para desfrutar do frio, do clima de montanha e do pôr do sol em um deck de madeira com visual incrível.

Se você quer uma experiência diferenciada de descanso, contato com a natureza, esse deveria ser sua próxima estadia.

O Refúgio está muito próximo da tríplice fronteira de três municípios sul mineiros: Maria da Fé, Cristina e Dom Viçoso.


Chegada no Bairro da Paciência

Lavanda por toda parte...

Recepção da Fazenda

Videiras

Olivais


Estrada de acesso

Paisagem rural...


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2023

Os 4 pontos mais elevados de Itajubá, Sul de Minas Gerais

 Nesse post vamos compartilhar um pouca da experiência de quem já fez mais de 100 trilhas pelas montanhas do Sul de Minas. Vamos começar por Itajubá. Os quatro pontos mais elevados do município são, pela ordem:

1) Pedra de Santa Rita do Rio Manso (bairro Rio Manso ou Lourenço Velho): 1.910 m.

2) Pedra Amarela / Torre do Chico (bairro do Cantagalo): 1.750 m.

3) Pedra da Estância (bairro da Estância): 1.650 m.

4) Pedra Aguda (bairro da Anhumas): 1.570 m.

Pedra do Rio Manso


A Pedra do Rio Manso fica na divisa dos municípios de Itajubá e Delfim Moreira, sendo o ponto culminante do município de Itajubá, com 1.910 m. A Pedra pode ser acessada pelo bairro do Rio Manso, com um desnível de mais de 900 metros. Uma subida bastante puxada, que exige preparo físico e muito cuidado (há diversos pontos onde existe o risco de quedas, além de uma boa parte da trilha se fazer em meio à mata fechada). Em média são 3 horas de subida, a partir da primeira porteira após o riacho. Uma boa parte da caminhada é feita por uma estrada pouco conservada. Outra parte da caminhada é por meio de uma trilha íngrime no meio da mata (há risco de quedas, picadas de inseto, fisgadas de espinhos e arranhões). No topo da Pedra há dois mirantes. Um voltado para o noroeste (lado de Maria da Fé e do bairro Rio Manso) e outro para o sudoeste (lado de Itajubá). Do alto da Pedra é possível avistar a cidade de Itajubá, as pedras de Piranguçu (Pedra da Chita, Pedra da Boa Vista e Pedra da Divisa), Brazópolis (Pico dos Dias), Sapucaí-Mirim (Pedra Bonita/Campestre), São Bento do Sapucaí (Pedra do Baú) e Gonçalves/Cambuí (Pedra de São Domingos), além da Pedra Aguda (Itajubá), Pedrão e Pedra Branca (Pedralva), Pedra Riscada (Cristina), Marins e Marinzinho (Marmelópolis) e Itaguaré (Passa Quatro).

Uma alternativa para o acesso ao topo da Pedra do Rio Manso é a subida pelo bairro da Peroba. A subida se faz pela crista do maciço da Peroba (alto da Peroba) e depois pela mata quase intocada nos contrafortes da Pedra do Rio Manso. Como a mata entre o Maciço da Peroba e a Pedra do Rio Manso é muito densa e muito pouco explorada pelo homem, há muitos riscos (de se perder na mata, de ser picado por cobra e insetos). Na trilha há um trecho muito úmido, com árvores imensas caídas e apodrecidas pelo tempo. A única vantagem em relação à trilha tradicional é o menor desnível.

A sensação de superar tantos obstáculos na subida e sentir o vento gelado soprando lá no topo é única. Apesar da imensidão à sua frente, os sons da natureza e a distância da civilização tem um quê de solidão, quebrada é claro pelos companheiros de trilha, que sempre oferecem um café ou algo para comer, enquanto se esticam as pernas, afinal, a descida também não é fácil.

Pedra Amarela - Torre do Chico



A Pedra Amarela, também na divisa com Delfim Moreira, a 1.750 m, tem o mirante da Água Limpa (para o lado de Delfim) e o cume na Torre da Rádio Panorama FM (Torre do Chico). Dos pontos mais elevados do município de Itajubá, esse é o que apresenta menos obstáculos. Há uma estrada estreita e íngrime que sobe de baixo do bairro Cantagalo até o topo da Torre (não é possível subir com carro comum e com moto de baixa cilindrada). Há diversas porteiras no caminho e gado por todo lado. Toda a subida se faz em torno de 1h30. O visual da subida já é especial, com muitas araucárias e a Pedra da Estância de frente. Lá no Mirante, avista-se a Água Limpa, o Biguá, as montanhas de Delfim Moreira e Wenceslau, além das terras altas do Charco, a divisa com Campos do Jordão e a Pedra do Baú e as pedras de Piranguçu (ao sul). No sentido oposto está o Rio Claro e a ponta do Pico dos Marins. Do mirante da Torre do Chico avistam-se o Pedrão, a Pedra Branca e a Pedra Riscada, além da cidade de Itajubá e o vale do Sapucaí. A estrada na crista da montanha é muito arborizada e cheia de pássaros cantando.

Pedra da Estância


A Pedra da Estância no bairro de mesmo nome é a menos badalada das pedras de Itajubá, apesar da proximidade com a Cachoeira da Estância. Com 1.650 m de altitude, seu mirante fica abaixo do ponto mais elevado. A subida se faz por uma trilha que tem mata muito fechada e que não raramente se obstrui pela queda de galhos e árvores de espinho. O visual é muito bonito, especialmente nos dias de céu azul. De frente se avista as costas da Pedra Aguda à noroeste e a Pedra Amarela à nordeste. À leste ficam os picos do Marins e Marinzinho e ao norte o Pedrão e o Pico da Bandeira (Maria da Fé). A subida leva em torno de 1h40. Da Pedra da Estância não se avista a cidade de Itajubá, exceto pelo bairro Santa Rosa. Em compensação avista-se boa parte do vale do Sapucaí em direção à Piranguinho e Santa Rita do Sapucaí. A Pedra Vermelha fica pequena vista lá de cima e ao sul/sudoeste é possível ver as pedras de Piranguçu e o Pico dos Dias.

Pedra Aguda


A pedra mais badalada da cidade de Itajubá. Seus 1.570 m são vistos de praticamente de toda a cidade. Imponente ao lado do Pico do Galo, a Pedra Aguda tem o formato de uma pirâmide. Pode ser vista de alguns pontos de Campos do Jordão e da BR 459 a partir do bairro Pinhal Redondo. Ah, do Pico dos Marins é possível avistar a Pedra Aguda e da subida da Pedra Amarela, há um ponto em que a Pedra Aguda se alinha com o Pico dos Dias. Das montanhas de Maria da Fé é possível avistá-la brilhando no final da tarde e das pedras de Piranguçu, se destacando no amanhecer. Aliás, o Pôr do Sol e o cair da noite na Pedra Aguda é fenomenal. A subida até o topo se faz em 1h50 (desde a estrada do bairro Anhumas).

As quatro Pedras mais importantes do município de Itajubá permitem uma caminhada perfeita para os amantes do trekking e do hiking. Sempre é importante lembrar dos riscos dessas subidas (há perigos de queda, de picadas de insetos) e da necessidade de preparo físico, do uso de protetor solar e de se levar água para todo o percurso. Também não faz sentido deixar lixo ou fazer fogueiras nesses lugares tão especiais, que deveriam ser preservados para as gerações futuras. As fotos e vídeos desses lugares são um aperitivo para quem deseja se aventurar a subir e um refrigério para quem deseja apenas curtir esses lugares sensacionais.

Para ver alguns vídeos, acesse: https://www.youtube.com/channel/UCkKIFRHmgpmCZ7fSMu9fRQw


Pedra 

segunda-feira, 23 de maio de 2022

De Itajubá a Virgínia por estradas de Terra

 Nesse post vou contar mais duas opções de estrada entre Itajubá e Virgínia. Na viagem de ida, pegamos o trecho de asfalto em direção a Maria da Fé. No trevo das Posses entramos aí. A partir do bairro das Posses, a estrada é de terra, mas de boa qualidade. Até mesmo na descida para Pintos Negreiros, a estrada é muito boa. São paisagens espetaculares de montanhas por todos os lados e na descida para Pintos Negreiros é possível avistar o vale do Rio Verde. De Itajubá a Pintos Negreiros foram 42 km. Mais 9 km e já estávamos em Dom Viçoso. Alguns trechos com pedras, mas a estrada ainda é boa.

Fomos informados que a estrada que liga Dom Viçoso a Virgínia teve uma ponte que caiu. Tivemos que ir até o bairro Bocaina (asfalto) e dali pegamos outra estrada de terra (com alguns trechos ruins) até a entrada de Virgínia. Foram mais 17 km do bairro Bocaina a Virgínia. No total 77 km entre Itajubá e Virgínia por esse trecho, com paisagens deslumbrantes.

Na volta, subimos pelo vale do Sertãozinho a partir do Hotel Fazenda Vale da Mantiqueira. A estrada estava supreendemente boa. Do hotel até o alto da serra foram 9 km de estrada muito boa, apesar de ser de terra. Estrada bem melhor que a outra opção a MG-350 (Virgínia-Marmelópolis). Depois de atingir o alto da serra, alguns quilômetros abaixo é possível chegar à Estrada Elevada, antes de descer pelo bairro Correias. Alguns quilômetros mais e chegamos ao trevo do Mogiano, já na beira do Rio Lourenço Velho, que aliás, é um espetáculo à parte. Talvez um dos rios mais lindos do Brasil, com suas múltiplas corredeiras em direção a Itajubá.

Depois de atravessada a ponte do Lourenço Velho, há a estrada da Barra (Delfim Moreira). A estrada é bem pior (cheia de pedras e buracos). A Barra é quase como uma pequena cidade. Ali há duas opções até Itajubá: pela estrada do Rio Claro ou pelo Rio Manso. Optamos pelo Rio Manso, já no município de Itajubá. O rio Lourenço Velho segue dando show ao lado da estrada, que é muito ruim (pedras e buracos). Da Barra até o Rio Manso são 9,5 km e do Rio Manso até o Ano Bom, quando se encontra o asfalto entre Maria da Fé e Itajubá são 8,5 km. Enfim do Hotel até Itajubá são apenas 53 km. A estrada não é boa em um longo trecho entre o Ano Bom e o trevo do Mogiano-Correiras, mas as paisagens são espetaculares. Confira algumas imagens.


Subindo a Serra
Visual da Pedra do Rio Manso - Mata de cima (Maria da Fé)
Visual do Itaguaré, Marinzinho e Marins, antes de começar a descer para Pintos Negreiros.
Visual da Serra de Pintos Negreiros da Estrada Elevada.
Trecho da Estrada Elevada.
Trevo do Campo Feio.
Cachoeira da Barra.
Visual de Virgínia.
Estrada Elevada.
Casarão antigo do outro lado do rio no Rio Manso.
Visual da Pedra do Rio Manso (Correias).
 

domingo, 17 de abril de 2022

Pedra da Divisa - Piranguçu/Brazópolis (MG)/São Bento do Sapucaí (SP)

O caminho para a Pedra da Divisa fica a aproximadamente 38 km de Itajubá (MG). Na BR383 em direção a Campos do Jordão, após Piranguçu (MG), uma estrada de terra em condições razoáveis, mas com trechos de muita pedra, chega-se à Vila Maria (onde fica a Represa da Usina de São Bernardo - CEMIG). O visual da represa é espetacular, principalmente no início do dia e no final da tarde. Após a sede do bairro Vila Maria alguns metros adiante tem-se a fronteira de estados MG/SP. Aproximadamente 1 km depois tem a entrada da antiga estrada para Luminosa. Aí começa a caminhada para a Pedra da Divisa. A Pedra tem altitude máxima de 1.847 m e fica entre os municípios mineiros de Brazópolis e Piranguçu, além de São Bento do Sapucaí em SP. Caminhada de 1h45 desde a estrada da Vila Maria. Considerada uma caminhada de dificuldade média, é preciso cuidado com quedas (abismo) e com a proteção contra o sol forte e o vento frio do lugar.

Recomendamos fortemente a preservação do lugar (não deixar lixo: plástico, vidro, papel) e também cuidado para não mudar as pedras do lugar. Infelizmente agora em 2022, um tótem de pedras que parecia uma bandeira simplesmente desapareceu. Muito provavelmente por vandalismo, jogaram as pedras abismo abaixo.

A Pedra da Divisa tem um visual espetacular das montanhas do Sul de Minas. Avistam-se parcialmente as cidades de Itajubá, Piranguçu e Campos do Jordão. É possível visualizar o lago da represa da Vila Maria, os picos do Marins e Marinzinho do lado leste e do lado norte as Pedras da Chita (muito próxima), Pedra da Boa Vista e Pico dos Dias. Também avistam-se a Pedra Aguda em Itajubá e o Pico da Bandeira em Maria da Fé. É possível avistar Luminosa, logo abaixo, e a Pedra do Baú do lado sul, além da Pedra Bonita (Sapucaí Mirim) e a Pedra de São Domingos (Cambuí).

História: a Pedra da Divisa foi batizada com esse nome recentemente. No ano de 2016, quando ainda não conhecíamos a trilha e havia uma confusão entre os nomes e a localização das Pedras na Divisa entre MG e SP, o pessoal de Piranguçu chamava de Pedra da Chita o que na verdade é a Pedra da Boa Vista. Depois de pesquisar e conversar com moradores locais, ficamos sabendo que a Pedra da Chita tem uma trilha por dentro de propriedade particular e fica entre as Pedras da Boa Vista e da Divisa (até então sem nome). A Pedra da Divisa fica no caminho da antiga estrada entre Luminosa (Brazópolis) e a Vila Maria (Piranguçu), mas a estrada se inicia no Estado de São Paulo em São Bento do Sapucaí. Em uma dessas subidas em 2017, encontramos um morador antigo, que trabalha há décadas com gado nas fazendas da proximidade da Pedra. Ao perguntar-lhe o nome da Pedra, ele explicou que a Pedra da Chita ficava em frente e que a Divisa não tinha nome, mas que cada vez que subia para encontrar o gado levava uma pedra pra fazer um tótem. Ao observar o mapa (Google) percebemos que a trilha para a Pedra atravessa a divisa dos estados de MG e SP por diversas vezes. Daí resolvemos chamá-la de Pedra da Divisa.

                                                            Visual da Pedra Bonita
                                                    Visual das montanhas sudoeste.
                                                            Visual da Pedra Grande
                                                                       Vista de Itajubá
                                                    Lua cheia acima do Pico dos Marins.
                                                                            Por do Sol
                                                            Pedra do Baú, logo ali.
                                                            Visual do Pico dos Dias.
                                                                    Tótem de Pedra.
                                                Pedra Aguda (Itajubá) e Chita do lado direito.

Pouco antes do sol se por.

                                                    Tótem derrubado por vandalismo.

domingo, 13 de junho de 2021

Pedra da Boa Vista - Piranguçu - MG

 Ontem estive mais uma vez na Pedra da Boa Vista. Um dos lugares mais fantásticos do Sul de Minas. Trata-se de uma montanha com 1.820 m de altitude, no extremo sul de Minas Gerais, na divisa dos municípios de Piranguçu e Brazópolis.

A subida é muito complicada. São 3,8 km de subida íngrime, mas de visual deslumbrante. É preciso autorização com o proprietário para subir.

Após pouco mais de duas horas de caminhada morro acima, chega-se ao alvo. Lá do topo é possível avistar vários pontos interessantes: as cidades de Piranguçu e Itajubá, a Pedra Aguda, a Pedra da Piedade, a Pedra do Rio Manso, a Pedra Amarela, a Pedra Branca, o Pedrão, a Pedra Riscada, o Pico dos Marins, do Itaguaré e o Marinzinho e do lado de trás, Luminosa, a Pedra da Divisa e da Chita, a Pedra do Baú. O visual é deslumbrante conforme mostram as fotos a seguir.


A Pedra da Piedade envolta na neblina.

Os três gigantes: Itaguaré, Marinzinho e Marins...

A Pedra Aguda em destaque... ainda na subida...

A Pedra Aguda no início da subida...

Pedra Aguda, Pedra do Rio Manso e a Pedra Amarela...

A Pedra Branca e o Pedrão no meio da neblina.