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segunda-feira, 23 de maio de 2022

De Itajubá a Virgínia por estradas de Terra

 Nesse post vou contar mais duas opções de estrada entre Itajubá e Virgínia. Na viagem de ida, pegamos o trecho de asfalto em direção a Maria da Fé. No trevo das Posses entramos aí. A partir do bairro das Posses, a estrada é de terra, mas de boa qualidade. Até mesmo na descida para Pintos Negreiros, a estrada é muito boa. São paisagens espetaculares de montanhas por todos os lados e na descida para Pintos Negreiros é possível avistar o vale do Rio Verde. De Itajubá a Pintos Negreiros foram 42 km. Mais 9 km e já estávamos em Dom Viçoso. Alguns trechos com pedras, mas a estrada ainda é boa.

Fomos informados que a estrada que liga Dom Viçoso a Virgínia teve uma ponte que caiu. Tivemos que ir até o bairro Bocaina (asfalto) e dali pegamos outra estrada de terra (com alguns trechos ruins) até a entrada de Virgínia. Foram mais 17 km do bairro Bocaina a Virgínia. No total 77 km entre Itajubá e Virgínia por esse trecho, com paisagens deslumbrantes.

Na volta, subimos pelo vale do Sertãozinho a partir do Hotel Fazenda Vale da Mantiqueira. A estrada estava supreendemente boa. Do hotel até o alto da serra foram 9 km de estrada muito boa, apesar de ser de terra. Estrada bem melhor que a outra opção a MG-350 (Virgínia-Marmelópolis). Depois de atingir o alto da serra, alguns quilômetros abaixo é possível chegar à Estrada Elevada, antes de descer pelo bairro Correias. Alguns quilômetros mais e chegamos ao trevo do Mogiano, já na beira do Rio Lourenço Velho, que aliás, é um espetáculo à parte. Talvez um dos rios mais lindos do Brasil, com suas múltiplas corredeiras em direção a Itajubá.

Depois de atravessada a ponte do Lourenço Velho, há a estrada da Barra (Delfim Moreira). A estrada é bem pior (cheia de pedras e buracos). A Barra é quase como uma pequena cidade. Ali há duas opções até Itajubá: pela estrada do Rio Claro ou pelo Rio Manso. Optamos pelo Rio Manso, já no município de Itajubá. O rio Lourenço Velho segue dando show ao lado da estrada, que é muito ruim (pedras e buracos). Da Barra até o Rio Manso são 9,5 km e do Rio Manso até o Ano Bom, quando se encontra o asfalto entre Maria da Fé e Itajubá são 8,5 km. Enfim do Hotel até Itajubá são apenas 53 km. A estrada não é boa em um longo trecho entre o Ano Bom e o trevo do Mogiano-Correiras, mas as paisagens são espetaculares. Confira algumas imagens.


Subindo a Serra
Visual da Pedra do Rio Manso - Mata de cima (Maria da Fé)
Visual do Itaguaré, Marinzinho e Marins, antes de começar a descer para Pintos Negreiros.
Visual da Serra de Pintos Negreiros da Estrada Elevada.
Trecho da Estrada Elevada.
Trevo do Campo Feio.
Cachoeira da Barra.
Visual de Virgínia.
Estrada Elevada.
Casarão antigo do outro lado do rio no Rio Manso.
Visual da Pedra do Rio Manso (Correias).
 

sexta-feira, 10 de julho de 2020

Pico do Marinzinho e Rio Manso

Nesse post vou relatar a subida no Pico do Marinzinho e a volta à Itajubá pelas margens do Rio Lourenço Velho (Rio Manso).

No sábado, dia 04 de Julho de 2020, após levantar às 4h50 da madrugada, eu e os amigos Adalto e Sandro, tomamos o caminho de Marmelópolis-MG. O objetivo era subir o Pico do Marinzinho. Saímos de Itajubá às 5h30. Após passar por Delfim Moreira e ver o sol nascer na serra, chegamos às 6h40 em Marmelópolis (51 km de Itajubá). No caminho para o pico, fizemos uma paradinha em um campo de futebol branco de geada e seguimos rumo à Pousada do Djalma (8 km adiante) para obter informações sobre a subida.

Acordamos o Djalma kkkkk. Ele, com toda gentileza do mundo, veio nos encontrar e nos deu as dicas para a subida. Alguns quilômetros acima, a paisagem já ficava maravilhosa, chegamos no portal de acesso à subida. 

Às 7h40 começa nossa subida. O dia estava perfeito. Céu azul, alguma neblina no horizonte e as lindas montanhas do Sul de Minas. A estrada sinuosa e muito bem definida segue morro acima. Passamos pela entrada da Pedra Redonda, mas decidimos continuar a subida. Às 9h30, depois de subir pela trilha na mata, chegamos no Mirante São Pedro (2.135 m). O visual já era de tirar o fôlego e até nesse ponto, a subida estava muito tranquila, apesar de uma primeira subida com auxílio de uma corda. Mal sabia o que estava por vir.

Desse ponto em diante, a subida é muito íngrime. Muitas pedras e muita escalaminhada. Ao olhar para o alto da impressionante pedra que antecede o Pico do Marinzinho, víamos figuras na pedra. Primeiro vimos um Gorila (face sudeste) e depois, um pouco menor, um elefante bebê (face sudoeste). Até brincamos. Parecia delírio depois de tanto sofrer nas subidas.

A última corda é a mais complicada. Subir essa montanha de pedra parece escalar uma parede. Muito complicado. Paramos incontáveis vezes, até que finalmente atingimos o platô. Que alívio. Que cansaço. Que fome.

Depois de uma lanche rápido às 11h, a ficha caiu. Ainda não estávamos no Marinzinho. Deu vontade de voltar dali mesmo. Mas era preciso prosseguir para o alvo. Imaginei que iríamos sobre muito ainda, mas para minha surpresa foi até fácil demais dali em diante. Às 11h20, finalmente estávamos no Marinzinho (4h de subida, descontando as paradas). O visual é fantástico. De um lado o Pico dos Marins, do outro o lindo Itaguaré e a Pedra da Mina (mais longe um pouco). Encontramos alguns montanhistas passando por ali para fazer a travessia Marins-Itaguaré (que coragem), mas no topo do Marinzinho não há muito espaço para ficar. Resolvemos descer para o ponto mais baixo onde fizemos o lanche. Muitas fotos tiramos ali. 

É possível avistar as Pedras de Itajubá (Pedra Aguda, Pedra do Rio Manso - bem perto e Pedra Amarela), de Piranguçu (Pedra da Boa Vista) e Pedralva (Pedra Branca) e as incontáveis montanhas do Sul de Minas. Do outro lado, a planície do Vale do Paraíba (Cruzeiro), em São Paulo.

Por volta de 13h20 começamos a descer. Novamente a tensão das cordas e do abismo logo ali nesse gigante de pedra. Às 15h40, exaustos, chegamos no carro (quase sem água). Aliás, é bom que se diga, é muito importante levar pelo menos 1,5 litro de água.

Às 16h14 já estávamos em Marmelópolis novamente. Resolvemos voltar pela estrada rural que segue o Rio Lourenço Velho (Rio Manso). Pena que essa estrada não é asfaltada. Que lugar espetacular.
De Marmelópolis ao bairro Morangal foram 9 km (16h37). Muitas paisagens fantásticas do rio, das montanhas, das cercas, das árvores e 21 minutos depois, 6 km à frente, chegamos no Mogiano (16h58). Uma parada na ponte quebrada na divisa de Delfim Moreira e Virgínia e o rio fica calmo e muito bonito.

Seguimos em frente, com algumas paradas para foto na Cachoeira da Barra e para a lua cheia espetacular que nascia. 9 km depois do Morangal, já às 17h33, chegamos na Barra. Ali há vários caminhos. À direita é possível chegar ao bairro dos Pintos Negreiros (Maria da Fé), Dom Viçoso e até São Lourenço.  Á esquerda é possível chegar ao Rio Claro e Água Limpa. Em frente já estavámos de volta no município de Itajubá, seguimos beirando o rio até chegar no bairro Rio Manso (10 km à frente às 17h59). Do Rio Manso seguimos em frente até chegar no Ano Bom e até de volta à Itajubá às 18h30 (20 km). O curioso é que a distância de Itajubá à Marmelópolis é a mesma, seja por Delfim Moreira, seja pelo vale do Rio Manso.

Campo congelado pela geada.

 Neblina nas montanas de Marmelópolis

O gigante de Pedra (Marinzinho)

 A dificuldade logo ali na frente.

O mirante São Pedro.

O formato de elefante na Pedra.

 Visual do Itaguaré e da Pedra da Mina (do topo do Marinzinho).

Todos os caminhos chegam à Barra.
 
 O gigante de Pedra de longe.

O visual das montanhas mineiras...

O Rio Manso no Morangal.

Montanhas de Minas...

Chegando no Mogiano.
 Cachoeira da Barra.

Marinzinho logo ali.

 Itaguaré e Pedra da Mina.

 Lua na serra.

 O trio de ferro...

Pico dos Marins ali...
 


 



domingo, 2 de agosto de 2015

Pedra de Santa Rita do Rio Manso - ponto mais elevado do município de Itajubá

Hoje, 02/08/15, estive com os amigos Adalto e Hassan na Pedra da Santa Rita do Rio Manso, o ponto mais elevado do município de Itajubá (1.906 metros de altitude - medição por GPS - foto abaixo). Uma subida muito dura, mesmo para quem já está acostumado a subir as montanhas do Sul de Minas Gerais. É a 4ª vez que subo essa pedra.

Em uma escala de dificuldade, a Pedra do Rio Manso só é superada aqui na região pelo Pico dos Marins. Foram 3 horas 19 minutos de subida e 3 horas de descida. São 5,81 km desde onde o carro chega até o topo. Um trecho com estrada precária (até o início da mata) e o restante trilha muito íngreme e escorregadia. Da última vez que estive lá (2012) gastamos 3 horas e 40 minutos. É preciso estar muito bem condicionado para subir essa Pedra.

Trata-se de uma subida não recomendada para iniciantes ou para sedentários. São duas horas até chegar no limite da mata (track abaixo). É preciso subir beirando a mata até passar por uma grande pedra. Após a pedra, a última árvore grande marca o início da trilha na mata. Deve-se entrar na mata e percorrer uma trilha que sobe à esquerda até encontrar uma cerca. Daí em diante a trilha é bem definida.

Recomenda-se no mínimo 2 litros de água e protetor solar, além de levar um saco para recolher o lixo. Para minha decepção, dessa vez havia várias garrafas pet e lixo, no topo da Pedra.

O visual é espetacular. As montanhas do Sul de Minas são demais. Avista-se além das principais pedras que rodeiam Itajubá, Maria da Fé e Cristina, o Pico dos Marins e a Pedra do Baú.

A subida desde onde o carro consegue chegar até o topo são 900 metros de subida, Haja perna!








domingo, 19 de julho de 2015

Um passeio espetacular entre Itajubá e Virgínia no Sul de Minas Gerais

Esse post vai trazer para o leitor um pouco da experiência fascinante de serpentear pelas estradas que cortam a Serra da Mantiqueira no extremo Sul de Minas Gerais.
No sábado, dia 18/07/2015, saímos de Itajubá às 14:30h em direção à cidade de Virgínia-MG. Só que o trajeto não foi pela estrada asfaltada que passa por São Lourenço (nesse caso, Itajubá fica a 140 km de Virgínia), mas sim pelas estradas rurais.

Saindo de Itajubá em direção a Maria da Fé, a 10 km de Itajubá, no bairro do Ano Bom, toma-se a estrada paralela ao Rio Lourenço Velho. 10 km adiante, chega-se ao bairro do Rio Manso (20 km de Itajubá), após ter passado pela Usina Hidrelétrica Luiz Dias. No bairro do Rio Manso fica localizada a Pedra do Rio Manso (ponto mais elevado do município de Itajubá, com aproximadamente 1.900 m de altitude).

9 km após o Rio Manso, subindo o rio Lourenço Velho, chega-se à Barra, logo após passar pela divisa entre Itajubá e Delfim Moreira. Na Barra (29 km de Itajubá) há três estradas rurais. Uma delas vai ao bairro do Rio Claro (Delfim Moreira), outra atravessa o rio em direção a Pintos Negreiros (Maria da Fé) e Dom Viçoso. Seguindo em frente, subindo o rio Lourenço Velho, encontra-se uma cachoeira (foto abaixo) maravilhosa 2 km após a Barra.

Dessa vez, ao invés de seguir para o Mogiano (Delfim Moreira), atravessamos o rio Lourenço Velho e começamos a subir em direção a Virgínia. Passamos no bairro Correa e alguns quilômetros adiante chega-se ao ponto mais elevado da estrada (aproximadamente 1.400 m) de onde se avista a cidade de Virgínia.

Às 16:30h (2 horas depois da saída), chegamos a Virgínia (55 km de Itajubá). Apesar da poeira e das pedras no caminho, essa viagem é espetacular. A vista é espetacular (rio, mata, cachoeira, montanhas altíssimas e vales) e menos da metade da distância da estrada asfaltada (por São Lourenço).

É importante ressaltar que há mais de uma estrada rural entre Itajubá e Virgínia. Seguindo o rio Lourenço Velho, há o bairro Mogiano de onde parte uma estrada para outros bairros como Marques e Morangal de onde é possível chegar a Virgínia. Sem contar que Marmelópolis está bem próximo (rio acima), de onde também é possível chegar a Virgínia.


quarta-feira, 1 de maio de 2013

Cachoeira dos Padres em Marmelópolis-MG

Aos pés da Mantiqueira, próximo ao Pico do Itaguaré em Marmelópolis-MG está a Pousada/Restaurante Trutas da Cachoeira, ao lado da Cachoeira dos Padres. Trata-se de uma sequência de quedas d´água do Rio Lourenço Velho que desce a Serra passando por Marmelópolis, Delfim Moreira, Itajubá e deságua no Rio Sapucaí já caudaloso no município de Pirangunho. Um lugar espetacular. Inesquecível. Imperdível. Lugar que merece ser visitado e apreciado.