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sábado, 26 de agosto de 2023

Bairro do Rio Manso - Itajubá - MG

 O Bairro do Rio Manso fica a cerca de 20 km de Itajubá, no sentido Maria da Fé. Após a ponto do bairro Ano Bom, segue pela margem esquerda do Rio Lourenço Velho até o Bairro do Rio Manso (Distrito Lourenço Velho). O Rio Manso está a aproximadamente 10 km do Ano Bom e a 9 km da Barra (município de Delfim Moreira, na tríplice fronteira entre Itajubá, Maria da Fé e Delfim Moreira.

A principal atividade econômica é a produção agropecuária e o distrito conta com pouco mais de 1.200 moradores. O local é privilegiado no que diz respeito aos atrativos naturais: rio, cachoeira e picos. A Pedra do Rio Manso é o ponto culminante do município de Itajubá (1.910 m), com 900 m de desnível em relação ao bairro. Sua visão privilegiada é deslumbrante, o acesso porém, é bem complicado e não é indicado para pessoas sem preparo físico para escalá-la.

Pedra do Rio Manso fotografada da Torre de Celular do Goiabal.

Bairro do Rio Manso.


domingo, 17 de abril de 2022

Pedra da Divisa - Piranguçu/Brazópolis (MG)/São Bento do Sapucaí (SP)

O caminho para a Pedra da Divisa fica a aproximadamente 38 km de Itajubá (MG). Na BR383 em direção a Campos do Jordão, após Piranguçu (MG), uma estrada de terra em condições razoáveis, mas com trechos de muita pedra, chega-se à Vila Maria (onde fica a Represa da Usina de São Bernardo - CEMIG). O visual da represa é espetacular, principalmente no início do dia e no final da tarde. Após a sede do bairro Vila Maria alguns metros adiante tem-se a fronteira de estados MG/SP. Aproximadamente 1 km depois tem a entrada da antiga estrada para Luminosa. Aí começa a caminhada para a Pedra da Divisa. A Pedra tem altitude máxima de 1.847 m e fica entre os municípios mineiros de Brazópolis e Piranguçu, além de São Bento do Sapucaí em SP. Caminhada de 1h45 desde a estrada da Vila Maria. Considerada uma caminhada de dificuldade média, é preciso cuidado com quedas (abismo) e com a proteção contra o sol forte e o vento frio do lugar.

Recomendamos fortemente a preservação do lugar (não deixar lixo: plástico, vidro, papel) e também cuidado para não mudar as pedras do lugar. Infelizmente agora em 2022, um tótem de pedras que parecia uma bandeira simplesmente desapareceu. Muito provavelmente por vandalismo, jogaram as pedras abismo abaixo.

A Pedra da Divisa tem um visual espetacular das montanhas do Sul de Minas. Avistam-se parcialmente as cidades de Itajubá, Piranguçu e Campos do Jordão. É possível visualizar o lago da represa da Vila Maria, os picos do Marins e Marinzinho do lado leste e do lado norte as Pedras da Chita (muito próxima), Pedra da Boa Vista e Pico dos Dias. Também avistam-se a Pedra Aguda em Itajubá e o Pico da Bandeira em Maria da Fé. É possível avistar Luminosa, logo abaixo, e a Pedra do Baú do lado sul, além da Pedra Bonita (Sapucaí Mirim) e a Pedra de São Domingos (Cambuí).

História: a Pedra da Divisa foi batizada com esse nome recentemente. No ano de 2016, quando ainda não conhecíamos a trilha e havia uma confusão entre os nomes e a localização das Pedras na Divisa entre MG e SP, o pessoal de Piranguçu chamava de Pedra da Chita o que na verdade é a Pedra da Boa Vista. Depois de pesquisar e conversar com moradores locais, ficamos sabendo que a Pedra da Chita tem uma trilha por dentro de propriedade particular e fica entre as Pedras da Boa Vista e da Divisa (até então sem nome). A Pedra da Divisa fica no caminho da antiga estrada entre Luminosa (Brazópolis) e a Vila Maria (Piranguçu), mas a estrada se inicia no Estado de São Paulo em São Bento do Sapucaí. Em uma dessas subidas em 2017, encontramos um morador antigo, que trabalha há décadas com gado nas fazendas da proximidade da Pedra. Ao perguntar-lhe o nome da Pedra, ele explicou que a Pedra da Chita ficava em frente e que a Divisa não tinha nome, mas que cada vez que subia para encontrar o gado levava uma pedra pra fazer um tótem. Ao observar o mapa (Google) percebemos que a trilha para a Pedra atravessa a divisa dos estados de MG e SP por diversas vezes. Daí resolvemos chamá-la de Pedra da Divisa.

                                                            Visual da Pedra Bonita
                                                    Visual das montanhas sudoeste.
                                                            Visual da Pedra Grande
                                                                       Vista de Itajubá
                                                    Lua cheia acima do Pico dos Marins.
                                                                            Por do Sol
                                                            Pedra do Baú, logo ali.
                                                            Visual do Pico dos Dias.
                                                                    Tótem de Pedra.
                                                Pedra Aguda (Itajubá) e Chita do lado direito.

Pouco antes do sol se por.

                                                    Tótem derrubado por vandalismo.

domingo, 21 de julho de 2019

Pedra de Santa Rita do Rio Manso - ponto mais elevado de Itajubá

Mais uma vez, estivemos na Pedra do Rio Manso, ponto mais elevado do município de Itajubá, com 1.910 m de altitude. A subida pelo bairro do Rio Manso é bastante cansativa. Em decorrência da estrada ruim (muitas pedras e buracos) e algumas porteiras trancadas, o carro acaba tendo que ficar muito distante do início da trilha. Assim, deixamos o carro antes do riacho e começamos a caminhada a pé pela estrada rural que sobe lentamente as montanhas.

Até o topo são 4,8 km de caminhada morro acima, em um desnível de 945 m. No final da estrada rural, começa um campo até a cerca. Depois da cerca, o bicho pega. Há uma subida muito íngreme em meio a um capim liso que torna a subida/descida bastante escorregadia. Ao entrar na mata fechada (muito difícil de ser transposta, por crescer mato), chega-se a outra cerca à esquerda da trilha. A trilha é muito bem definida, mas há trechos de subidas muito íngremes e escorregadias (dificilmente alguém faz essa trilha sem escorregar). A recomendação (principalmente na descida) é passos curtos e um bastão para apoiar, pois, há poucas árvores onde se segurar. Há algumas pedras para atravessar (o que exige uma escalaminhada).

É muito importante levar pelo menos 3 litros de água. A Pedra do Rio Manso é uma das escaladas mais complicadas que existem. Na minha concepção só duas subidas são mais difíceis: Pico dos Marins e Itaguaré. A Pedra do Rio Manso é a subida mais difícil nas proximidades de Itajubá.

O visual, em compensação é fantástico. Pedra dos Marins, Pedra Riscada, Pedra Branca, Pico da Bandeira, Pedra Aguda, Pedra da Boa Vista, Pedra da Chita, Pedra do Baú. Todas são avistadas de norte a sul, pelo lado oeste. Do lado leste a mata impede a visão. Mas há possibilidade de abrir trilhas para o lado leste.

Algumas fotos estão aqui.

Visual da cadeia de montanhas do lado oeste (Pedrão).
 Visual do Bairro Rio Manso (mais de 900 metros de desnível).
 A face do abismo.
 Visual da cidade de Itajubá.
 Montanha na divisa entre o Rio Manso e a Peroba.
 Visual do Pico dos Marins (encoberto pela névoa).
Visual do Vale do Rio Lourenço Velho.


sábado, 22 de junho de 2019

Montanhas de Minas Gerais

"Conquistar o topo de uma montanha e visualizar a infinidade de vales e picos, matas e riachos, pedras - de tamanhos e formatos tão admiráveis; sentir o vento gelado, a pureza do ar, o céu azul e o pôr do sol dourado, faz compreender que Minas Gerais é uma obra prima tão perfeita, que nem a mais prodigiosa mente humana seria capaz de sequer sonhá-la". Prof. Vinícius Montgomery, 20/06/2019.

Visual da Pedra Aguda, Itajubá-MG.


Céu e Montanhas de Minas Gerais.

O Sol refletindo no arbusto.

 A luz do Sol rompendo a escuridão da tarde nublada.


domingo, 2 de junho de 2019

Pedra Branca 01/Jun/2019

Mais uma vez, marcamos de subir a Pedra Branca entre Pedralva e Conceição das Pedras aqui no Sul de Minas Gerais. Dessa vez, o céu estava nublado e com chuvas esparsas. Muito calor para um dia de junho. O amigo Sandro estava subindo pela primeira vez.

Lá no alto encontramos várias pessoas, entre eles, o Manfred, que sempre sobe conosco. As novidades dessa vez foram duas: o Cappuccino na montanha que o Sandro levou e o fato de ficar até depois do Por do Sol e a descida pela trilha no escuro. Mas foi tudo bem, conforme mostram as fotos.

 Minas Gerais, mar de montanhas.

 Sol pouco antes de se por.

 Sol se pondo...

 Sol beijando a Terra...

Sol um pouco antes de se por...

 Montanhas sem fim...

sábado, 16 de julho de 2016

Pedra da Boa Vista em Piranguçu (1800 m de altitude)

Nesse mês de Julho estive novamente na Pedra da Boa Vista em Piranguçu, aqui no Sul de Minas Gerias. Trata-se de uma das mais elevadas montanhas da região. Foram 2 horas e 40 minutos de subida e 2 horas de descida.

Importante ressaltar que quando estive na Pedra da Boa Vista pela primeira vez em maio de 2012, as pessoas a chamavam de Pedra da Chita. Aliás, até hoje há uma confusão, inclusive entre moradores de bairros próximos a essas montanhas. Na verdade a Pedra da Chita fica atrás da Pedra da Boa Vista, indo na direção do estado de São Paulo. A Pedra da Chita tem altitude de 1890 m. Trata-se do ponto mais elevado do município de Piranguçu fazendo divisa com São Bento do Sapucaí (SP).

A Pedra da Boa Vista fica no município de Piranguçu (segundo ponto mais elevado do município). De lá é possível avistar várias montanhas importantes da região como a própria Pedra da Chita, a Pedra do Baú, o Pico dos Dias (Brazópolis), a Pedra Aguda (Itajubá), a Pedra Branca (Pedralva), o Pico dos Marins entre outras.

A subida na Pedra da Chita é bastante complicada. É preciso chegar no bairro de São Bernardo (próximo à Usina de São Bernardo) até uma fazenda onde se planta banana. Após passar pela última casa à esquerda do caminho, segue-se pela estrada até encontrar uma árvore grande à esquerda. Há uma bifurcação. Deve-se tomar o caminho da direita, atravessar uma ponte de madeira e subir por uma estrada à direita, atravessar o riacho e subir em direção ao bananal. No final da estrada no meio do bananal, deve-se subir pelo pasto em direção a algumas árvores muito altas. De lá em diante basta seguir por trilhas até atravessar um casa de madeira. Mais acima, há outra casa de madeira (bem pequena). Seguindo a trilha, é possível avistar o topo da Pedra da Boa Vista (à esquerda).

A trilha é bem demarcada até uma fonte de água. Daí em diante não há trilha bem definida. É preciso avançar sobre o mato (às vezes alto). O ideal é caminhar pela esquerda (parte de trás da Pedra) até atingir o topo.

Não é uma caminhada para quem não tem preparo físico. O esforço é muito grande e deve-se estar preparado para quase 3 horas de subida intensa. Mas o visual lá de cima compensa (como é possível visualizar pelas fotos abaixo).

Quase chegando no Topo
 Altitude registrada no GPS (1800 m)
 Visual das Montanhas de Minas Gerais
 Montanhas ao redor de Piranguçu
 Montanhas de Itajubá e Piranguçu e o alto do cruzeirinho
 Visual da Pedra do Baú (estado de São Paulo)
 Pedra da Chita bem atrás da Pedra da Boa Vista e as montanhas de Campos do Jordão

domingo, 19 de julho de 2015

Um passeio espetacular entre Itajubá e Virgínia no Sul de Minas Gerais

Esse post vai trazer para o leitor um pouco da experiência fascinante de serpentear pelas estradas que cortam a Serra da Mantiqueira no extremo Sul de Minas Gerais.
No sábado, dia 18/07/2015, saímos de Itajubá às 14:30h em direção à cidade de Virgínia-MG. Só que o trajeto não foi pela estrada asfaltada que passa por São Lourenço (nesse caso, Itajubá fica a 140 km de Virgínia), mas sim pelas estradas rurais.

Saindo de Itajubá em direção a Maria da Fé, a 10 km de Itajubá, no bairro do Ano Bom, toma-se a estrada paralela ao Rio Lourenço Velho. 10 km adiante, chega-se ao bairro do Rio Manso (20 km de Itajubá), após ter passado pela Usina Hidrelétrica Luiz Dias. No bairro do Rio Manso fica localizada a Pedra do Rio Manso (ponto mais elevado do município de Itajubá, com aproximadamente 1.900 m de altitude).

9 km após o Rio Manso, subindo o rio Lourenço Velho, chega-se à Barra, logo após passar pela divisa entre Itajubá e Delfim Moreira. Na Barra (29 km de Itajubá) há três estradas rurais. Uma delas vai ao bairro do Rio Claro (Delfim Moreira), outra atravessa o rio em direção a Pintos Negreiros (Maria da Fé) e Dom Viçoso. Seguindo em frente, subindo o rio Lourenço Velho, encontra-se uma cachoeira (foto abaixo) maravilhosa 2 km após a Barra.

Dessa vez, ao invés de seguir para o Mogiano (Delfim Moreira), atravessamos o rio Lourenço Velho e começamos a subir em direção a Virgínia. Passamos no bairro Correa e alguns quilômetros adiante chega-se ao ponto mais elevado da estrada (aproximadamente 1.400 m) de onde se avista a cidade de Virgínia.

Às 16:30h (2 horas depois da saída), chegamos a Virgínia (55 km de Itajubá). Apesar da poeira e das pedras no caminho, essa viagem é espetacular. A vista é espetacular (rio, mata, cachoeira, montanhas altíssimas e vales) e menos da metade da distância da estrada asfaltada (por São Lourenço).

É importante ressaltar que há mais de uma estrada rural entre Itajubá e Virgínia. Seguindo o rio Lourenço Velho, há o bairro Mogiano de onde parte uma estrada para outros bairros como Marques e Morangal de onde é possível chegar a Virgínia. Sem contar que Marmelópolis está bem próximo (rio acima), de onde também é possível chegar a Virgínia.