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Isaías 9.6.

Um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da eternidade, Príncipe da Paz.

domingo, 31 de julho de 2022

Pedra do Rio Manso e Mirante do Penhasco

 Esse post vem contar mostrar um pouco dos dados geográficos da Pedra de Santa Rita do Rio Manso (ou Pedra do Rio Manso). Trata-se do ponto mais elevado do município de Itajubá com 1.910 m de altitude, na divisa com o município de Delfim Moreira. Sua subida pode ser feita pelos bairros da Peroba, do Rio Manso e do Rio Claro (Delfim Moreira). A subida pela Peroba é de menor desnível, mas a trilha após Pico da Peroba (alto da Peroba) é em mata muito fechada e pouco definida (fácil de se perder).

A subida pelo bairro Rio Manso é a mais complicada, com mais de 900 m de desnível (desde o bairro) e mais de 4,5 km de subida. O visual é excelente. É possível avistar montanhas ao Sul (Itajubá, Piranguçu, Brazópolis, Sapucaí Mirim, São Bento do Sapucaí-SP), Leste e Norte, conforme mostram as fotos.

Na subida pela mata fechada, quase já no topo tem o Mirante do Penhasco: uma pedra que se equilibra entre a mata e as outras pedras, com visual fantástico e na beira do abismo. Depois de atingir o ponto mais alto, há uma leve descida em uma trilha de bambuzinho e chega-se ao Mirante Norte, com visual para as montanhas de Maria da Fé, Cristina, Dom Viçoso, Pico dos Marins. Ali é impressionante o penhasco do lado do Mirante. Na trilha, após a área de acampamento, tem o Mirante Sul. Este é mais amplo e tem a visão da cidade de Itajubá e as pedras na divisa de estado.



Visual da esquerda para a direita: Pedra Bonita (Gonçalves/Sapucaí Mirim), Pedra Aguda (Itajubá), Pico dos Dias (Brazópolis), Pico do Galo (Itajubá), Pico do Machadão (Paraisópolis) e Pedra de São Domingos (Cambuí).

Visual da esquerda para a direita: Pedra Amarela (Itajubá), Pedra do Baú (São Bento do Sapucaí), Pedra da Chita e Pedra da Boa Vista (Piranguçu), Pedra Bonita (Gonçalves/Sapucaí Mirim) e Pedra Aguda (Itajubá).


Mirante do Penhasco.


Visual norte, a partir do Mirante Sul.


Visual de Itajubá (Mirante Sul).


Visual da Pedra Branca (Mirante Sul).


Mirante do Penhasco.


Abismo visto do Mirante Norte.


Subida desde o bairro Rio Manso.


Vista da Pedra, a partir da subida. Mirante norte à esquerda e sul à direita.


sábado, 23 de julho de 2022

Cruzeiro da Boa Vista

 O Cruzeiro da Boa Vista se localiza a 1.675 m de altitude na Serra da Boa Vista. O Cruzeiro fica a 3,75 km do bairro da Usina em Piranguçu, com desnível de 630 metros.

O visual é deslumbrante. É possível avistar o Pico dos Marins, Marinzinho e Itaguaré. Também se avista a Serra da Pedra Branca, o Pedrão, a Pedra Aguda, a Pedra Amarela e a Pedra do Rio Manso, além das cidades de Itajubá e Piranguçu.


Cruzeiro da Boa Vista


Visual do Pico do Itaguaré, Marinzinho e Marins.


Tracking da subida (em verde o Cruzeiro).


Visual da Pedra Aguda, Pedra Amarela e Pedra do Rio Manso.

Pedra da Piedade, Pedrão e Pedra Branca.

segunda-feira, 23 de maio de 2022

De Itajubá a Virgínia por estradas de Terra

 Nesse post vou contar mais duas opções de estrada entre Itajubá e Virgínia. Na viagem de ida, pegamos o trecho de asfalto em direção a Maria da Fé. No trevo das Posses entramos aí. A partir do bairro das Posses, a estrada é de terra, mas de boa qualidade. Até mesmo na descida para Pintos Negreiros, a estrada é muito boa. São paisagens espetaculares de montanhas por todos os lados e na descida para Pintos Negreiros é possível avistar o vale do Rio Verde. De Itajubá a Pintos Negreiros foram 42 km. Mais 9 km e já estávamos em Dom Viçoso. Alguns trechos com pedras, mas a estrada ainda é boa.

Fomos informados que a estrada que liga Dom Viçoso a Virgínia teve uma ponte que caiu. Tivemos que ir até o bairro Bocaina (asfalto) e dali pegamos outra estrada de terra (com alguns trechos ruins) até a entrada de Virgínia. Foram mais 17 km do bairro Bocaina a Virgínia. No total 77 km entre Itajubá e Virgínia por esse trecho, com paisagens deslumbrantes.

Na volta, subimos pelo vale do Sertãozinho a partir do Hotel Fazenda Vale da Mantiqueira. A estrada estava supreendemente boa. Do hotel até o alto da serra foram 9 km de estrada muito boa, apesar de ser de terra. Estrada bem melhor que a outra opção a MG-350 (Virgínia-Marmelópolis). Depois de atingir o alto da serra, alguns quilômetros abaixo é possível chegar à Estrada Elevada, antes de descer pelo bairro Correias. Alguns quilômetros mais e chegamos ao trevo do Mogiano, já na beira do Rio Lourenço Velho, que aliás, é um espetáculo à parte. Talvez um dos rios mais lindos do Brasil, com suas múltiplas corredeiras em direção a Itajubá.

Depois de atravessada a ponte do Lourenço Velho, há a estrada da Barra (Delfim Moreira). A estrada é bem pior (cheia de pedras e buracos). A Barra é quase como uma pequena cidade. Ali há duas opções até Itajubá: pela estrada do Rio Claro ou pelo Rio Manso. Optamos pelo Rio Manso, já no município de Itajubá. O rio Lourenço Velho segue dando show ao lado da estrada, que é muito ruim (pedras e buracos). Da Barra até o Rio Manso são 9,5 km e do Rio Manso até o Ano Bom, quando se encontra o asfalto entre Maria da Fé e Itajubá são 8,5 km. Enfim do Hotel até Itajubá são apenas 53 km. A estrada não é boa em um longo trecho entre o Ano Bom e o trevo do Mogiano-Correiras, mas as paisagens são espetaculares. Confira algumas imagens.


Subindo a Serra
Visual da Pedra do Rio Manso - Mata de cima (Maria da Fé)
Visual do Itaguaré, Marinzinho e Marins, antes de começar a descer para Pintos Negreiros.
Visual da Serra de Pintos Negreiros da Estrada Elevada.
Trecho da Estrada Elevada.
Trevo do Campo Feio.
Cachoeira da Barra.
Visual de Virgínia.
Estrada Elevada.
Casarão antigo do outro lado do rio no Rio Manso.
Visual da Pedra do Rio Manso (Correias).
 

domingo, 17 de abril de 2022

Pedra da Divisa - Piranguçu/Brazópolis (MG)/São Bento do Sapucaí (SP)

O caminho para a Pedra da Divisa fica a aproximadamente 38 km de Itajubá (MG). Na BR383 em direção a Campos do Jordão, após Piranguçu (MG), uma estrada de terra em condições razoáveis, mas com trechos de muita pedra, chega-se à Vila Maria (onde fica a Represa da Usina de São Bernardo - CEMIG). O visual da represa é espetacular, principalmente no início do dia e no final da tarde. Após a sede do bairro Vila Maria alguns metros adiante tem-se a fronteira de estados MG/SP. Aproximadamente 1 km depois tem a entrada da antiga estrada para Luminosa. Aí começa a caminhada para a Pedra da Divisa. A Pedra tem altitude máxima de 1.847 m e fica entre os municípios mineiros de Brazópolis e Piranguçu, além de São Bento do Sapucaí em SP. Caminhada de 1h45 desde a estrada da Vila Maria. Considerada uma caminhada de dificuldade média, é preciso cuidado com quedas (abismo) e com a proteção contra o sol forte e o vento frio do lugar.

Recomendamos fortemente a preservação do lugar (não deixar lixo: plástico, vidro, papel) e também cuidado para não mudar as pedras do lugar. Infelizmente agora em 2022, um tótem de pedras que parecia uma bandeira simplesmente desapareceu. Muito provavelmente por vandalismo, jogaram as pedras abismo abaixo.

A Pedra da Divisa tem um visual espetacular das montanhas do Sul de Minas. Avistam-se parcialmente as cidades de Itajubá, Piranguçu e Campos do Jordão. É possível visualizar o lago da represa da Vila Maria, os picos do Marins e Marinzinho do lado leste e do lado norte as Pedras da Chita (muito próxima), Pedra da Boa Vista e Pico dos Dias. Também avistam-se a Pedra Aguda em Itajubá e o Pico da Bandeira em Maria da Fé. É possível avistar Luminosa, logo abaixo, e a Pedra do Baú do lado sul, além da Pedra Bonita (Sapucaí Mirim) e a Pedra de São Domingos (Cambuí).

História: a Pedra da Divisa foi batizada com esse nome recentemente. No ano de 2016, quando ainda não conhecíamos a trilha e havia uma confusão entre os nomes e a localização das Pedras na Divisa entre MG e SP, o pessoal de Piranguçu chamava de Pedra da Chita o que na verdade é a Pedra da Boa Vista. Depois de pesquisar e conversar com moradores locais, ficamos sabendo que a Pedra da Chita tem uma trilha por dentro de propriedade particular e fica entre as Pedras da Boa Vista e da Divisa (até então sem nome). A Pedra da Divisa fica no caminho da antiga estrada entre Luminosa (Brazópolis) e a Vila Maria (Piranguçu), mas a estrada se inicia no Estado de São Paulo em São Bento do Sapucaí. Em uma dessas subidas em 2017, encontramos um morador antigo, que trabalha há décadas com gado nas fazendas da proximidade da Pedra. Ao perguntar-lhe o nome da Pedra, ele explicou que a Pedra da Chita ficava em frente e que a Divisa não tinha nome, mas que cada vez que subia para encontrar o gado levava uma pedra pra fazer um tótem. Ao observar o mapa (Google) percebemos que a trilha para a Pedra atravessa a divisa dos estados de MG e SP por diversas vezes. Daí resolvemos chamá-la de Pedra da Divisa.

                                                            Visual da Pedra Bonita
                                                    Visual das montanhas sudoeste.
                                                            Visual da Pedra Grande
                                                                       Vista de Itajubá
                                                    Lua cheia acima do Pico dos Marins.
                                                                            Por do Sol
                                                            Pedra do Baú, logo ali.
                                                            Visual do Pico dos Dias.
                                                                    Tótem de Pedra.
                                                Pedra Aguda (Itajubá) e Chita do lado direito.

Pouco antes do sol se por.

                                                    Tótem derrubado por vandalismo.

sábado, 22 de janeiro de 2022

Itajubá a Virgínia por estrada de terra

 A região Sul de Minas é fantástica: muitas montanhas, matas. rios, cachoeiras... infelizmente há muito pouco interesse político em asfaltar ou calçar as estradas que ligam as cidades. Esse post vem trazer um pouco dessas esquecidas estradas de terra no extremo sul do estado de Minas Gerais.

De Itajubá à Virgínia por asfalto é bastante distante, embora as duas cidades estejam relativamente perto em linha reta. Itajubá faz divisa com Maria da Fé, que faz divisa com Virgínia. Por asfalto é preciso passar por Maria da Fé, Cristina, Carmo de Minas, São Lourenço, Pouso Alto, São Sebastião do Rio Verde e finalmente Virgínia, ufa...

Acontece que há muitos caminhos alternativos. O mais curto deles tem uma extensão de apenas 55 km, por incrível que pareça. Por asfalto são 120 km.

De Itajubá em direção à Maria da Fé, há a ponte do Ano Bom (cerca de 9 km). Entrando na estrada à direita, subindo o Rio Lourenço Velho, chega-se ao bairro Rio Manso (20 km de Itajubá). Dali até a Barra (município de Delfim Moreira) são 30 km. O interessante é que o Lourenço Velho divide os municípios de Maria da Fé e Itajubá. Na Barra tem a tríplice fronteira: Itajubá - Maria da Fé - Delfim Moreira, se encontram ali. Da Barra é possível seguir até Pintos Negreiros (distrito de Maria da Fé) na ponte à esquerda. Dos Pintos é possível chegar a Dom Viçoso e à direita ao bairro São Francisco, já bem próximo da Serra de Virgínia.

Se continuarmos na estrada subindo o Rio Lourenço Velho, chega-se ao Mogiano. Dali é possível atravessa o rio e subir para o bairro Correias (40 km de Itajubá). Mais 4 km e atinge-se o topo da Serra. Dali mais 10 km chega-se ao Sertãozinho já em Virgínia.

Outra possibilidade é chegar a Dom Viçoso e dali ir até Virgínia. Tem ainda a estrada que liga Cristina a Virgínia.

Outra opção é do Mogiano chegar ao Morangal e depois Marques. Seguindo atinge-se o topo da Serra e dali são 13 km até Virgínia. No caminho tem a Cachoeira do Caetê na estrada que liga Virgínia a Marmelópolis. Ali no alto da Serra, tem a opção de seguir até Passa Quatro. 

De Itajubá a Marmelópolis, pela Serra de Delfim Moreira, são 50 km. De Itajubá a Virgínia passando por Marmelópolis são 75 km. Ou seja, há pelo menos 4 caminhos entre Itajubá e Virgínia por terra, que são muito mais próximos que o caminho de asfalto por São Lourenço. Uma pena que a politicagem não olhe para essa região cheia de paisagens espetaculares. A população local e os turistas mereciam pelo menos uma estrada calçada. Com certeza melhoraria a vida da população dos bairros rurais e também propiciaria novos negócios e empreendimentos nos setores de alimentação e turismo.

A seguir, algumas fotos desse caminho tão lindo entre as montanhas do Serra da Mantiqueira.

Visual do Pico Marinzinho e Marins

Cachoeira da Barra

Chegando no alto da Serra

Visual de Virgínia

Bairro Correias

Virgínia-MG

Trevo do Morangal

Cachoeira do Caetê

Alto da Serra de Virgínia

Casarão no alto da Serra


  

domingo, 13 de junho de 2021

Pedra da Boa Vista - Piranguçu - MG

 Ontem estive mais uma vez na Pedra da Boa Vista. Um dos lugares mais fantásticos do Sul de Minas. Trata-se de uma montanha com 1.820 m de altitude, no extremo sul de Minas Gerais, na divisa dos municípios de Piranguçu e Brazópolis.

A subida é muito complicada. São 3,8 km de subida íngrime, mas de visual deslumbrante. É preciso autorização com o proprietário para subir.

Após pouco mais de duas horas de caminhada morro acima, chega-se ao alvo. Lá do topo é possível avistar vários pontos interessantes: as cidades de Piranguçu e Itajubá, a Pedra Aguda, a Pedra da Piedade, a Pedra do Rio Manso, a Pedra Amarela, a Pedra Branca, o Pedrão, a Pedra Riscada, o Pico dos Marins, do Itaguaré e o Marinzinho e do lado de trás, Luminosa, a Pedra da Divisa e da Chita, a Pedra do Baú. O visual é deslumbrante conforme mostram as fotos a seguir.


A Pedra da Piedade envolta na neblina.

Os três gigantes: Itaguaré, Marinzinho e Marins...

A Pedra Aguda em destaque... ainda na subida...

A Pedra Aguda no início da subida...

Pedra Aguda, Pedra do Rio Manso e a Pedra Amarela...

A Pedra Branca e o Pedrão no meio da neblina.