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quarta-feira, 11 de setembro de 2024

Cruzeiro da Luminosa / Morro do Tatu - Brazópolis/São Bento do Sapucaí

 Somente em 2024 fui pesquisar e finalmente consegui mais informações sobre o Morro do Tatu, onde fica o Cruzeiro da Luminosa, um lugar de visão sensacional bem ali na divisa de Brazópolis-MG e São Bento do Sapucaí-SP.

Na verdade entre os distritos de Luminosa-MG e Cantagalo-SP. Há dois caminhos possíveis para chegar no início da trilha que fica exatamente na divisa dos municípios, para quem sai de Itajubá. Um dos caminhos é passar por Brazópolis e seguir em direção a Luminosa, em certo ponto há uma bifurcação. No caminho da esquerda (de terra e mais irregular) passa-se por uma Vila por onde há um bonito casarão. No caminho da direita (de terra, mas com menos buracos) há outras bifurcações, mas a estrada mais larga leva a Luminosa. Pelo camiho da esquerda são 53 km de Itajubá até lá. Pelo caminho da direita são 50 km. Há ainda um outro caminho que passa por Brazópolis, bairro Cruz Vera e pouco antes de chegar em Paraisópolis (tudo por asfalta) entra-se na estrada do Cantagalo (São Bento do Sapucaí). Apesar de ser um caminho mais longo, as paisagens são deslumbrantes e o bairro Cantagalo é bonito demais. Nesse caminho são 69 km de Itajubá.

O Cruzeiro da Luminosa tem uma vista privilegiada do bairro Luminosa, das montanhas na divisa com Piranguçu e do caminho da fé e ainda uma visão sensacional do vale do Ribeirão Vargem Grande. A subida íngrime leva em torno de 1h, com 1,61 km de caminhada. O visual dos 1.600 m de altitude do Cruzeiro é deslumbrante, conforme é possível ver nas fotos aqui.


Casarão no caminho da Luminosa

Cruzeiro da Luminosa

Visual do Vale do Ribeirão da Vargem Grande

Mirante do Imbiriçu

Bairro Luminosa visto do Cruzeiro

Pedra do Cruzeiro vista do início da trilha


 

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2024

Alguns dos principais Picos da Serra da Mantiqueira (identificação dos nomes das montanhas do Sul de Minas)

 Desde muito criança eu sempre gostei muito das montanhas. Eu ficava imaginando o que poderia encontrar do outro lado da montanha. Deve ser daí que surgiu essa paixão para subir e fotografar tudo lá de cima. Mais tarde, depois de muitas experiências de trekking, comecei a questionar quais montanhas eu conseguia avistar, estando no topo de uma delas.

Nesse post coloquei algumas dessas Pedras que consegui mapear, seja estando no alto delas, seja pesquisando em fotos, mapas e relatos de outras pessoas que se apaixonaram por subir montanhas.

Na primeira delas, uma foto tirada (em 2020) do alto do Pico do Marinzinho (Marmelópolis-MG) em direção à Pedra da Mina. Em primeiro plano, o Pico do Itaguaré (Passa Quatro-MG) e a Serra Fina com os picos do Quartzito, do Capim Amarelo, a Pedra da Mina (2.798 m) e o Pico dos Três Estados (MG-SP-RJ).


A segunda foto foi capturada da Pedra do Rio Manso em Itajubá-MG (em 2023). Do ponto mais elevado desse município sul-mineiro (1.910 m)  é possível avistar a Pedra Bonita e a Pedra do Jair (Sapucaí Mirim/Gonçalves-MG), a Pedra do Forno (Gonçalves-MG), o Pico dos Dias, onde fica o LNA - Observatório Nacional de Astrofísica, em Brazópolis-MG e mais próximos a Pedra Aguda e o Pico do Galo em Itajubá.


Essa terceira foto capturada na Pedra Amarela (em 2024) avistam-se as montanhas de Piragunçu-MG. A Pedra Quadrada e a Pedra do Meio à frente da Pedra da Chita (1.890) em Piranguçu, seguida pela Pedra da Divisa (na divisa de São Bento do Sapucaí-SP, Brazópolis e Piranguçu-MG), a Pedra Bonita (Gonçalves/Sapucaí Mirim-MG) e a Pedra da Boa Vista (1.810 m), juntamente com o Cruzeiro da Boa Vista, em Piranguçu-MG.


A quarta foto tirada da Pedra do Forno (1.970 m) em Gonçalves-MG, com vista para o norte. Avistam-se a Pedra da Boa Vista, a Pedra do Meio e da Chita em Piranguçu-MG, além da Pedra da Divisa (São Bento do Sapucaí - Brazópolis - Piranguçu), o Pico dos Marins (Marmelópolis-Piquete-SP) e mais ao meio da foto, o Pico da Bandeira em Maria da Fé-MG.


A quinta foto, também tirada da Pedra da Santa Rita do Rio Manso (Itajubá), de onde se avistam a Pedra Amarela (Itajubá, 1.750 m), a Pedra do Baú (São Bento do Sapucaí-SP), a Pedra da Chita e da Boa Vista em Piranguçu, a Pedra da Divisa, a Pedra Bonita, o Cruzeiro da Luminosa (Brazópolis-MG), a Pedra do Forno e a Pedra Aguda (Itajubá, 1.570 m).


Mais uma foto tirada da Pedra do Rio Manso, de onde avistam-se o Pico dos Pioneiros e o Mirante Vó Cotinha (Brazópolis), a Pedra São Domingos (Córrego do Bom Jesus-MG), Pico do Ibiriçu e Machadão em Paraisópolis, a Pedra Teté (Piranguçu), a Pedra da Piedade e a Torre de TV de Itajubá.


Mais uma foto da Pedra do Rio Manso, com visual oeste, de onde avistam-se o pico das Três Torres, a Serra do Paredão, a Serra do Lobo e a Serra do Balaio em Santa Rita do Sapucaí-MG, a Pedra do São João e uma ponta do Pedrão e o alto da Ilha em Maria da Fé-MG. 


A próxima foto foi capturada na Pedra da Boa Vista, em Piranguçu (2023), de onde se avistam, o Pico dos Marins e Marinzinho (Marmelópolis), o Pico do Itaguaré (Passa Quatro), a Serra Fina e a Pedra da Mina.


Essa última foto foi capturada do alto da Pedra da Chita (2021), em Piranguçu, de onde se avistam a Pedra do Meio, a Pedra Quadrada e a cidade de Piranguçu, a Pedra Vermelha, o Pico do Galo, a Pedra Aguda, a Pedra do Rio Manso, a Pedra Amarela e a Pedra da Estância, em Itajubá.

 Enfim, essas são algumas das montanhas identificadas através das minhas fotos e de mais de 20 anos de experiência no topo de algumas dessas montanhas aqui no extremo sul de Minas, em torno da cidade de Itajubá.

domingo, 31 de julho de 2022

Pedra do Rio Manso e Mirante do Penhasco

 Esse post vem contar mostrar um pouco dos dados geográficos da Pedra de Santa Rita do Rio Manso (ou Pedra do Rio Manso). Trata-se do ponto mais elevado do município de Itajubá com 1.910 m de altitude, na divisa com o município de Delfim Moreira. Sua subida pode ser feita pelos bairros da Peroba, do Rio Manso e do Rio Claro (Delfim Moreira). A subida pela Peroba é de menor desnível, mas a trilha após Pico da Peroba (alto da Peroba) é em mata muito fechada e pouco definida (fácil de se perder).

A subida pelo bairro Rio Manso é a mais complicada, com mais de 900 m de desnível (desde o bairro) e mais de 4,5 km de subida. O visual é excelente. É possível avistar montanhas ao Sul (Itajubá, Piranguçu, Brazópolis, Sapucaí Mirim, São Bento do Sapucaí-SP), Leste e Norte, conforme mostram as fotos.

Na subida pela mata fechada, quase já no topo tem o Mirante do Penhasco: uma pedra que se equilibra entre a mata e as outras pedras, com visual fantástico e na beira do abismo. Depois de atingir o ponto mais alto, há uma leve descida em uma trilha de bambuzinho e chega-se ao Mirante Norte, com visual para as montanhas de Maria da Fé, Cristina, Dom Viçoso, Pico dos Marins. Ali é impressionante o penhasco do lado do Mirante. Na trilha, após a área de acampamento, tem o Mirante Sul. Este é mais amplo e tem a visão da cidade de Itajubá e as pedras na divisa de estado.



Visual da esquerda para a direita: Pedra Bonita (Gonçalves/Sapucaí Mirim), Pedra Aguda (Itajubá), Pico dos Dias (Brazópolis), Pico do Galo (Itajubá), Pico do Machadão (Paraisópolis) e Pedra de São Domingos (Cambuí).

Visual da esquerda para a direita: Pedra Amarela (Itajubá), Pedra do Baú (São Bento do Sapucaí), Pedra da Chita e Pedra da Boa Vista (Piranguçu), Pedra Bonita (Gonçalves/Sapucaí Mirim) e Pedra Aguda (Itajubá).


Mirante do Penhasco.


Visual norte, a partir do Mirante Sul.


Visual de Itajubá (Mirante Sul).


Visual da Pedra Branca (Mirante Sul).


Mirante do Penhasco.


Abismo visto do Mirante Norte.


Subida desde o bairro Rio Manso.


Vista da Pedra, a partir da subida. Mirante norte à esquerda e sul à direita.


sábado, 21 de julho de 2018

Itajubá - Campos do Jordão: Vila Maria x Luminosa

Meus caros leitores. Esse post é para contar um pouco da viagem de Itajubá a Campos do Jordão por estrada de terra.
Esse ano fui pela Vila Maria (Piranguçu) e retornei por Luminosa (Brazópolis). Dependendo de onde partir e de onde chegar, a estrada de Itajubá, passando por Piranguçu, Vila Maria, Campista e Campos do Jordão tem uma extensão entre 55 km e 60 km. Com 23 km de terra. São 12 km de terra entre Piranguçu e a Vila Maria (represa) e mais 11 km até a estrada asfaltada entre Campos do Jordão e São Bento do Sapucaí. Do trevo onde a estrada de terra termina até a entrada para a Pedra do Baú são apenas 4 km. Praticamente a mesma distância entre o trevo da Pedra do Baú e a entrada para Luminosa.

Para aventuras de Turismo nas Pedras, nas Cachoeiras e nas fazendas de Piranguçu, uma boa dia é consultar Piranguçu Ecoturismo (https://www.facebook.com/Pirangu%C3%A7u-Ecoturismo-754067124738444/?).

Do trevo da estrada de Luminosa até o vilarejo são 14 km de estrada de terra, bastante conservada. De Luminosa até Brazópolis são mais 16 km. Ou seja, de Itajubá até Campos do Jordão, passando por Brazópolis, Luminosa, Campista fica entre 78 km e 83 km, dependendo da referência inicial e final. O caminho por Luminosa, partindo de Itajubá é cerca de 23 km mais distante.

Em ambos os caminhos o visual e as paisagens são fantásticas. Vale muito a pena para quem não tem pressa para chegar. Com poucos trechos de pedras e buracos, as estradas, apesar de ser de terra, estão bem conservadas.

Restam ainda mais dois ou três caminhos entre Itajubá e Campos do Jordão. A estrada do Charco que sai no Horto Florestal (esse caminho eu nunca fiz). Segundo informações são 15 km do Charco até o Horto. Logo, de Itajubá a Campos do Jordão pelo Charco fica mais ou menos a 65 km. São 40 km de Itajubá ao Charco, passando por Wenceslau Braz, 15 km até o Horto e mais 10 km do Horto até Campos do Jordão. De Wenceslau Braz até o Horto, a estrada é de terra, com trechos ruins entre o Charco e o Horto.

Existe ainda a estrada que passa pela Vila Maria, mas segue à esquerda da represa, passando pelo bairro Centro, Fazenda Minalba até Campos do Jordão e o caminho que passa pelos Freires, Pedra Mármore, Fazenda Minalba, até Campos. Todos esses caminhos com paisagens deslumbrantes.

Pontos negativos da viagem. Passaram a cobrar (R$ 20 por carro + R$ 10 por pessoa) para visitar o Pico do Itapeva. Nem os lugares abertos tem mais como visitar. Cercaram tudo com arame e muro. Um absurdo. No Parque Felícia Leirner também começaram a cobra R$ 10 por pessoa. A visita na Pedra do Baú também é R$ 10 por pessoa.

A seguir algumas fotos desse caminho.

Vista da Pedra do Baú no entardecer do Parque Felícia Leirner

 Por do Sol no Parque Felícia Leirner

 Flores no viveiro do Horto Florestal

 Riachos do Horto Florestal - Bacia do Rio Sapucaí

 Visual de Itajubá, chegando na Vila Maria

 Visual do Vale de Lumunosa

 Visual das Montanhas no Parque Maria Leirner

 Descendo para Luminosa

 Visual das Montanhas mineiras, da Pedra do Baú

Visual de São José dos Campos, a partir do Parque do Pico do Itapeva

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Pedra da Divisa (Pedra da Chita) e a divisa de Minas Gerais e São Paulo

No domingo, dia 17/07/16, eu e meu amigo Adalto Silva, conquistamos mais uma pedra no Sul de Minas Gerais. Dessa vez, alcançamos o topo da pedra ao lado da Pedra da Chita (ponto mais elevado do município de Piranguçu, com 1890 m de altitude). A pedra alcançada é bem de frente ao distrito de Luminosa (município de Brazópolis) e muito perto da Pedra da Chita. Também é próximo da Pedra da Boa Vista e do Pico dos Dias. Nos mapas topográficos do IBGE, a pedra alcançada não tem um nome específico. Ela está ao lado da Pedra da Chita (que é um pouco mais elevada e fica ao norte). Já que ela não tem um nome oficial, poderíamos chamá-la de Pedra da Luminosa (por estar acima do distrito de mesmo nome, apesar de um pouco distante), Pedra da Vila Maria (por ser acessada por essa localidade) ou ainda Pedra da Divisa (por marcar a divisa de estados MG e SP e também de municípios: Brazópolis, Piranguçu e São Bento do Sapucaí). Vou chamá-la de Pedra da Divisa por achar mais apropriado. Sua altitude é de 1850 m, o visual é espetacular (como pode ser percebido nas fotos abaixo), mas chegar até lá é bem difícil.

Para chegar até Pedra da Divisa (sem precisar atravessar propriedades privadas), é preciso seguir a estrada de Piranguçu à Campos do Jordão à direita da Represa de São Bernardo na Vila Maria. 2 km após passar a divisa de estados (MG/SP) - 5 km da barragem da represa - há a antiga estrada (abandonada) que liga a Vila Maria (Piranguçu) a Luminosa (Brazópolis). A entrada dessa estrada é marcada por um portão de ferro, amarelo. A estrada segue entre a mata de araucária montanha acima. Há algumas curvas à esquerda (embora a Pedra da Divisa fique à direita da estrada), subidas e algumas descidas. Não há atalhos. O correto é seguir pela estrada antiga. No meio da estrada, à direita, há uma pequena capela (com o sermão da montanha). Siga em frente. Há um portão vermelho e uma cerca. A estrada vai subir à direita e depois descer à esquerda, até chegar em uma bifurcação. Nessa bifurcação, a estrada que desce vai ao distrito de Luminosa. Siga à direita em uma estrada que sobe com inclinação mais forte e quase que totalmente coberta pelo mato. Lá no alto dessa estrada, há um lugar plano com duas árvores (Pinus Elliottii). Dali já é possível avistar a Pedra da Divisa. Siga à direita até uma região úmida e suba à esquerda. Após atingir um ponto mais elevado, há a trilha que leva até uma mata. Depois da mata começa a subida (ataque final) que culmina já quase no topo da Pedra da Divisa, bem em frente à Pedra da Chita.

Desde o portão amarelo até o topo da Pedra da Divisa são 5,62 km. O tempo gasto para percorrer todo esse trajeto sem longas paradas será de duas a três horas, dependendo do condicionamento físico de quem sobe (gastamos 1h55m). A descida é um pouco mais rápida (gastamos 1h33m). Do ponto de saída (portão amarelo) até o topo da Pedra da Divisa são 489 m de desnível. Comparando com a vizinha Pedra da Boa Vista, a subida é menos íngreme, porém, com uma distância percorrida muito maior.

Tabela comparativa
Pedra da Boa Vista 1800m (esquerda) e Pedra da Chita - 1890 m (direita)

 Pedra do Baú (São Bento do Sapucaí)

Luminosa entre as montanhas

Minas Gerais é demais...

 Pico dos Dias e Pedra da Boa Vista

 Zoom no distrito de Luminosa

 Visual do Pico dos Marins

Lago da Represa U.H.S. Bernardo (Vila Maria)

Topo da Pedra da Chita e as montanhas de Itajubá

Neblina e o topo da Pedra Aguda, chegando na represa da Vila Maria

Pedra da Divisa e Pedra da Chita à nordeste

Início da caminhada. Carros baixos não passam na estrada da Vila Maria para Luminosa. Recomendado deixar o carro próximo do portão amarelo.

Subida leve por entre a mata. Estrada estreita, mas bem demarcada. Observe uma cruz (Cruz do Mudo) à direita da estrada. Depois siga subindo.

 Atravesse um portão de ferro, vermelho. Há uma subida no meio da mata e depois uma descida à direita, até chegar em uma bifurcação. Suba à direita (subida um pouco mais forte em meio à mata)

Depois que sair da mata, há uma estrada pedregosa que sobe até chegar em um platô com duas árvores Pinus Elliotti. Depois há uma descida, passa por um lugar pantanosa e volta a subir. Tem uma mata e depois da mata, o ataque final escalando entre as pedras.

Finalmente chegamos ao topo da Pedra da Divisa. Observe a Pedra da Chita (mais alta) na direção nordeste. À esquerda da Pedra da Chita está a Pedra da Boa Vista e o Pico dos Dias.