Visitantes

Eu amo montanhas

Eu amo montanhas
Montanhas...

Welcome to Vinicius Montgomery Blog

Você é sempre bem-vindo. Deixe seus comentários, críticas construtivas e sugestões. Volte sempre. Muito Obrigado.



You´re always welcome. Let your comments, positive critics and suggestions. Please come back soon. Thank you very much!

Pesquisar este blog

Isaías 9.6.

Um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da eternidade, Príncipe da Paz.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

O crescimento econômico e o aumento da produtividade


O crescimento econômico e o aumento de produtividade
Vinícius Montgomery de Miranda
                                                                                                             
É muito interessante observar a relação entre o investimento, o aumento de produtividade e o crescimento de uma economia. Não é difícil perceber que quando a economia está crescendo, há maior geração de empregos, os salários são mais altos, os governos arrecadam mais impostos, e as pessoas e empresas vivem em um clima de euforia. Ao contrário, em uma crise econômica, perdem-se empregos, negócios são paralisados, há desalento entre os mais jovens, e no limite, pode haver caos social. Por que então de tempos em tempos aparecem as crises? O economista Charles Kindleberger pesquisou o assunto e percebeu que as mesmas são inevitáveis, dada a grande quantidade de variáveis dinâmicas envolvidas. Por outro lado, o investimento e o aumento de produtividade são variáveis que movem as engrenagens do ciclo virtuoso da economia, gerando prosperidade.
O aumento de produtividade faz com que as empresas passem a produzir mais produtos, utilizando menos energia, menos matéria-prima e até menos mão de obra. Em termos gerenciais isso significa que a empresa vai produzir seus produtos e serviços com menor custo de produção e, portanto, com maior lucro. Os mais desavisados logo pensam - então quer dizer que o empresário sai ganhando à custa dos empregos perdidos. Em alguns casos, empregos realmente são perdidos, mas novos empregos podem ser gerados logo adiante. É que a partir do momento em que há redução de custos e aumento de lucros, o empresário tende a aumentar seus investimentos para produzir ainda mais, ampliar mercado e realimentar o lucro. Entretanto, ao investir no aumento da produção, o empresário precisará contratar mão de obra, aumentando a massa salarial da economia. A renda adicional gerada pelos novos empregos será utilizada para o consumo de bens e serviços. Essa maior demanda novamente estimula o aumento de produção, gerando a necessidade de mais mão de obra.  O ciclo virtuoso da economia então se completa.
O ambiente competitivo, necessário para que o ciclo virtuoso da economia funcione a contento, além de reduzir preços de produto, é também responsável por estimular o empresário a investir em inovação. Surgem então novos produtos e serviços e novos negócios. Estes superam os antigos, tomando-lhes o espaço em um processo contínuo que o economista austríaco Joseph Schumpeter chamou de destruição criativa. É esse processo que ao longo dos séculos tem sido responsável por fazer a humanidade evoluir para melhores condições de vida.
No próximo artigo será discutido como e quem é o responsável pelo aumento de produtividade na economia.

Artigo publicado no Jornal O Sul de Minas em 21 de Julho de 2012. Edição Nº 3.507.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

As Instituições e o Desenvolvimento das Nações


As Instituições e o Desenvolvimento das Nações
Vinícius Montgomery de Miranda
                                                                                                             
Faz muitos séculos o homem se pergunta por que alguns países se enriquecem e outros se mantêm imersos na pobreza. Em 1776, o filósofo escocês Adam Smith publicou a obra A Riqueza das Nações, cujo objetivo era exatamente investigar tal questão. Smith concluiu que a riqueza das nações resultava da atuação dos indivíduos que movidos por interesses próprios promoviam o crescimento econômico e a inovação tecnológica, gerando um ciclo virtuoso que impulsiona o desenvolvimento. Por suas ideias Smith tornou-se conhecido como o pai da economia moderna e um dos principais defensores do capitalismo.
É inegável que o capitalismo faz gerar riquezas, promovendo o crescimento econômico e o desenvolvimento das nações, mas o economista norte-americano Douglass North afirma que nenhum país consegue crescer de forma consistente por um longo período de tempo, sem que antes desenvolva de forma sólida suas instituições. Instituições são as regras do jogo para o correto funcionamento da economia. Portanto, para que um país tenha instituições fortes é preciso uma legislação clara que garanta os direitos de propriedade e que impeça o desrespeito aos contratos. Para isso é necessário um sistema judiciário eficaz e ágil, além de agências regulatórias firmes e atuantes. North afirma que só assim, um país pode estar preparado para dar o salto para o desenvolvimento.
Historicamente, o primeiro país a perceber a força das instituições no desenvolvimento econômico foi o Reino Unido, quando a Revolução Gloriosa de 1688 acabou com o absolutismo e o parlamento britânico aprovou a Bill of Rights, a declaração a partir da qual nenhum governante poderia estar acima das leis. Com as regras do jogo estabelecidas e com o individualismo consentido, prosperou a ciência, a inovação e o desenvolvimento econômico que fez do Reino Unido e depois dos Estados Unidos potências econômicas e países desenvolvidos. A pergunta que fica é: estaria o Brasil preparado para o salto do desenvolvimento?
Dica de leitura sobre esse assunto: Livro Why Nations Fail de Daron Acemoglu e James Robinson.

Artigo publicado no Jornal O Sul de Minas em 14 de Julho de 2012. Edição Nº 3.506.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

A Privatização e o Complexo de Coitadinho do Brasileiro


A Privatização e o Complexo de Coitadinho do Brasileiro

                                                                                                             
Na psicologia, o complexo de vítima (ou de coitadinho) é a patologia na qual o indivíduo tende a culpar os outros por suas mazelas. Desse complexo vem a impressão absurda de que os outros é que estão sempre errados. Isso causa cegueira e destroi a autocrítica. O brasileiro por questões históricas e culturais se acostumou a culpar os outros pelo seu fracasso. Renato Russo muito inteligentemente captou a contradição entre o que o brasileiro pensa e suas atitudes quando compôs a música Que País é Esse em 1978. Como é possível acreditar no futuro da nação se ninguém respeita a Constituição?

No ranking global de competitividade, dentre 142 países analisados, o Brasil está entre os 25 com pior qualidade de infraestrutura de estradas, portos e aeroportos. O consultor de logística e infraestrutura da Confederação Nacional de Agricultura (CNA), Luiz Fayet afirma que a infraestrutura brasileira está estagnada e em deterioração. Para recuperá-la é preciso muito investimento. O governo federal, apesar da carga tributária de aproximadamente 40% do PIB (uma das mais altas do planeta), não tem recursos para investir. Se a arrecadação é tão elevada e o investimento é insignificante, é fato que há ineficiência na gestão.  Por exemplo, não é recomendável que haja gastos tão elevados com pessoal (acima de 60% da receita líquida) e com previdência e assistência social. Para resolver essa questão é preciso executar as reformas há muitos anos prometidas. Até que elas saiam do papel, por que o governo não abre espaço para a iniciativa privada investir já que não tem recursos para fazê-lo?

A iniciativa privada é muito mais eficiente e tem a técnica e os recursos necessários. O governo não lhe dá espaço por que privatizar, erroneamente, virou sinônimo de “entregar o patrimônio” ao estrangeiro, na mente do brasileiro complexado. Se até a China comunista privatiza e desfruta de seus benefícios, por que o Brasil não pode fazer o mesmo? Em um trabalho acadêmico na Revista Brasileira de Economia, o professor da USP Roberto Macedo analisa o desempenho de empresas brasileiras privatizadas e não deixa dúvidas de que elas se tornaram muito mais lucrativas e operacionalmente mais eficientes. Apesar das evidências e dos exemplos incipientes adotados no próprio país e no exterior, a grande maioria ainda pensa que privatizar é ruim. Infelizmente, enquanto persistir a falta de conhecimento da população e a esperteza de alguns políticos, o brasileiro continuará reclamando de estradas esburacadas, enfrentando aeroportos saturados e culpando os outros pela sua vida sofrida.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Brasil: tributação absurda, serviços de quinta categoria


Cinco perguntas - J. R. GUZZO


REVISTA VEJA


Estas cinco indagações, e tantas outras, deveriam ser enviadas ao Ministério de Perguntas Cretinas, pois é exatamente assim que todas elas são vistas pelo governo

Pede-se às altas autoridades brasileiras, respeitosamente, a cortesia de responder às perguntas feitas nas linhas abaixo, por serem de possível interesse do público. O que a Receita Federal faz em relação a esses
pacotes de dinheiro vivo que políticos e funcionários do governo vivem enfiando nos bolsos e bolsas? A Polícia Federal e o Ministério Público, a esta altura, já poderiam ter montado uma cinemateca inteira com os vídeos que registram essas cenas. Nunca acontece nada de sério com os indivíduos flagrados metendo a mão na massa, é claro. Mas como fica a sua situação perante o Fisco? Ninguém pode negar que recebeu. pois há prova filmada de que todos receberam. O que colocam, então, em suas declarações de renda? Se não declaram nem indicam a fonte pagadora, estão praticando sonegação. Se declaram e pagam o imposto devido. a Receita poderia ser acusada de estar cometendo crime de receptação, por receber parte de bens roubados. Como é que fica?

Alguém no Itamarary poderia informar por que

o Brasil tem embaixadas no Azerbaijão, Mali. Timor-Leste, Guiné Equatorial, São Cristóvão e Névis, Santa Lúcia, Botsuana, Nepal, Barbados e outros lugares assim? Seria possível citar algum caso em que alguma dessas embaixadas fez alguma coisa de útil para os contribuintes brasileiros? Daria para descrever, digamos, uma jornada de trabalho do embaixador brasileiro no Mali? A que horas ele chega ao serviço - e, a partir daí, fica fazendo o quê, até voltar para casa? Seria bom, também, saber até onde o Itamaraty quer chegar. Pelas últimas contas, parece que existem hoje 193 países no mundo. e o Brasil só tem 126 embaixadas; faltam mais 67. portanto. A dura verdade é que não temos nada, por exemplo, na Micronésia, em Kiribati ou em Tuvalu. Vamos ter?

Por que, e principalmente por ordem de quem, o dr. Juquinha, ou José Francisco das Neves, ficou oito anos inteiros, de 2003 a 2011, num cargo-chave do programa nacional de ferrovias? Já é chato, para uma Grande Potência, como quer ser o Brasil, ter na sua alta gerência um cidadão que se faz chamar de "dr. Juquinha". Mas o problema, mesmo, é que o homem saiu dali quase diretamente para o xadrez, acusado de acumular durante sua passagem pelo governo um patrimônio pessoal de 60 milhões de reais; a principal obra sob a sua responsabilidade, a "Ferrovia Norte-Sul", pagou as empreiteiras um "sobrepreço" de 100 milhões, só no trecho de Goiás. Ninguém, durante esse tempo todo, quis saber como o dr. Juquinha enriquecia, a ferrovia não andava e a obra ficava cada vez mais cara?

Qual o destino da montanha de papel que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária. a Anvisa, obriga as 60000 farmácias brasileiras a acumular todo santo dia? Basta uma continha rápida para perceber a prodigiosa quantidade de entulho que elas juntam na forma de receitas retidas, fotocopiadas, carimbadas no verso, preenchidas a mão pelo balconista etc. Sabe-se que hoje as farmácias têm de manter "livros de escrituração manual" e que há, para o futuro. a promessa de um sistema "eletrônico". E no momento? A Anvisa verifica, um a um, cada papel desses? O que faz com eles? Ainda no tema: como é possível, segundo informou há pouco a revista EXAME. que 1250 pedidos de compra de equipamentos hospitalares de última geração, críticos para salvar vidas, estejam retidos hoje pela agência, que não autoriza sua entrada no Brasil?

Como a empreiteira Delta se tornou a maior construtora de obras do PAC? Suas atividades, como se vem apontando há pelo menos cinco anos, cobrem o Código Penal de uma ponta à outra - está metida em corrupção, fraude. falsificação, desvio de verbas, superfaturamento, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, criação de empresas-laranja e por aí afora. Só no ano passado. apesar de toda essa folha corrida, recebeu quase 900 milhões do governo federal. Será que a presidente Dilma Rousseff, nestes seus dezoito meses no cargo, nunca teve a curiosidade, nem por um instante. de saber quem era a empreiteira número 1 do seu PAC, do qual é a própria mãe? Por que o PT e o governo fazem tanta força para que o dono da empresa, Fernando Cavendish, não seja interrogado no Congresso, como se guardasse o Terceiro Segredo de Fátima?

Estas cinco indagações, e tantas outras, deveriam ser enviadas ao Ministério de Perguntas Cretinas, pois é exatamente assim que todas elas são vistas pelo governo. Mas esse ministério só existiu na imaginação de Millôr Fernandes; está fazendo uma falta danada, entre os quase quarenta do Brasil Grande de hoje.

domingo, 29 de julho de 2012

Gastos públicos explodindo, impostos elevados e eficiência baixa


Esse texto do economista Paulo Rabello de Castro sintetiza bem a drama da falta de eficiência da economia brasileira.
Folha de Servidores Públicos nas três esferas de governo bateu R$547 bilhões em 2011 (13,2% do PIB).
Paulo Rabello de Castro
Dados do Ministério da Fazenda revelam a extensão da conta paga pelos brasileiros para sustentar o que chamamos de "máquina pública". A rubrica de Servidores Públicos - ativos e inativos, civis e militares - custou, somando União, Estados e Municípios, a bagatela de 13,2% do PIB, lembrando que ai estão também os gastos com Aposentadorias e Pensões, cerca de metade dessa enorme fatura anual. O INSS do setor privado, reunindo dez vezes mais brasileiros, nos custou 6,8% do PIB, portanto metade da conta dos servidores.
O salário médio dos servidores federais teve reajuste nominal de 120% entre 2003 e 2011, contra 52% de inflação no período. No Poder Executivo, o aumento de número de servidores foi moderado, cerca de15% no período 2003-11, quase chegando à marca de um milhão de pessoas ativas. Mais impressionante foi o avanço do salário por cabeça, que passou de R$3.439 (o dobro do salário médio do brasileiro comum hoje) em 2003, para R$7.678 no ano passado (o quádruplo do cidadão comum). O salário médio em 2011, no Judiciário, chegou a R$11.709 e, no Legislativo, a R$13.887.
Os servidores públicos federais estão em greve por ainda melhores remunerações, alegando que a folha de pagamentos hoje pesa, em termos percentuais do gasto público, bem menos do que antes. Esquecem os grevistas que o total sobre o qual fazem suas contas - a despesa total de governo - também aumentou em termos do PIB, ou seja, está pesando muito mais sobre as costas dos que pagam impostos para assegurar a máquina pública. A carga de impostos no Brasil avançou mais do que em qualquer outro país do mundo, em cerca de 7 pontos percentuais, com isso fazendo recuar a eficiência geral da economia em 3,5%. Ou seja, um ano inteiro de crescimento econômico foi perdido para sustentar o avanço do estado. Com esta política de alto gasto público, o Brasil está literalmente enxugando gelo. Enquanto a máquina pública é reajustada e "estimulada", o incentivo come a competitividade privada. Noves fora, andamos para trás. Esta é a raiz do baixo desempenho do PIB na gestão Dilma, herdeira de um Estado pesado e ineficiente, criado e alimentado ao amparo das leis.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

De Itajubá a Campos do Jordão, pelo vale da Luminosa em Brazópolis





Entre Itajubá e Campos do Jordão há várias estradas rurais desconhecidas pela maioria das pessoas. Há uma estrada de terra entre o Charco (bairro rural de Wenceslau Brás-MG) e o Parque Estadual de Campos do Jordão. Outro caminho é pelo bairro dos Borges (Piranguçu-MG) saindo na Fazenda Minalba já em Campos do Jordão. Outro caminho é pela Vila Maria (Piranguçu). Ao chegar na represa da Cemig, há dois caminhos até chegar a Campos do Jordão, tanto pelo lado direito, quanto pelo lado esquerdo da represa. Mas um outro caminho muito interessante é o que sobe a serra do bairro Luminosa em Brazópolis-MG. São 30km entre Itajubá e Brazópolis. Entre Brazópolis e o bairro Luminosa são 15km e entre Luminosa e o asfalto que liga São Bento do Sapucaí a Campos do Jordão são outros 15km. Ao chegar no asfalto são mais 18km até Campos do Jordão. Da entrada para a estrada rural que desce pelo vale de Luminosa e a entrada da Pedra do Baú são 5km (de asfalto) e mais 6km até a Pedra (de visual espetacular). Existem outras dezenas de estradas de terra entre vários bairros das cidades do Sul de Minas e a divisa com São Paulo. Vale a pena conhecer e tirar belas fotos, respirar o ar puro da Mantiqueira e conversar com a gente hospitaleira do Sul de Minas.

sábado, 14 de julho de 2012

Pedra do Rio Manso - Itajubá-MG - 14.07.2012







Hoje, pela terceira vez, estive no ponto mais elevado do município de Itajubá (1.900m de altitude), no sul de Minas Gerais, com três grandes amigos: Adalto, Dênis e Jeremias. Levamos 3h40m para subir e 2h30m para descer. A mata estava muito fechada. Parece que fazia um bom tempo que ninguém subia lá. O bambuzinho, vegetação típica de lugares elevados do Sul de Minas, cresceu muito e entrelaçou na trilha, dificultando sobremaneira a passagem. O visual da Pedra do Rio Manso é fantástico. Avistam-se várias montanhas do Sul de Minas e a cidade de Itajubá.