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domingo, 15 de janeiro de 2023

Quem disse que Itajubá não tem lugar para diversão?

 Se você é itajubense ou convive com itajubenses, já deve ter ouvida a famosa frase: "Itajubá não tem nada para fazer", ou ainda: "a cidade x é muito melhor que Itajubá".

Em primeiro lugar, é importante colocar que não existe cidade perfeita. Umas são movimentadas e cheias de atrações, mas perigosas e até violentas (caso de muitas metrópoles brasileiras) ou com um trânsito estressante. Outras são calmas demais e parecem não ter atrativos, principalmente para a juventude.

Itajubá é uma cidade média (em torno de 100 mil habitantes) e, claro, tem seus pontos negativos: trânsito confuso, falta de um shopping center (inacreditável) e poucas opções de transporte público; mas certamente é uma cidade interessante: o parque municipal é um point imperdível.

Agora, se você gosta de aventura, contato com a natureza, aí sim, há muitas opções. Tem as elevadas montanhas e o visual deslumbrante: Pedra do Rio Manso (1.910 m de altitude, ponto mais elevado do município), Pedra Amarela (Torre da Panorama FM, 1.750 m), Pedra da Estância (1.640 m) e a Pedra Aguda (1.570 m). Tem o Mirante das Torres de TV. Há também as cachoeiras: cachoeira da Serra dos Toledos, do Poço Fundo, do Desfiladeiro, do Dique (na estrada da Serra dos Toledos), da Peroba, dos Pilões (após o bairro Rio Manso) e da Estância. Algumas dessas atrações são mostradas nas fotos a seguir. 

Alguns vídeos das montanhas de Itajubá e região podem ser vistos no canal do youtube: https://www.youtube.com/channel/UCkKIFRHmgpmCZ7fSMu9fRQw


Visual de Itajubá, a partir da Pedra Amarela
                                            
Cachoeira da Serra dos Toledos

Estrada da Peroba

Após o Por do Sol na subida da Peroba

Estrada rural da Capetinga em direção a São José do Alegre

Vista da Pedra Aguda, antes do sol nascer (a partir de Piranguçu).

Vista da Pedra Aguda e Pico do Galo (a partir do bairro da Ilha).

Montanhas de Itajubá na neblina (vista de Piranguçu).

Pedra do Rio Manso (ponto mais elevado do município).

Visual do Parque Municipal de Itajubá.

Pedra Vermelha (vista da Pedra Aguda).

Centro da cidade visto do Mirante das Torres de TV.

Visual da cidade de Itajubá, a partir do alto da Morada do Sol.

Visual da cidade de Itajubá, a partir da Pedra Amarela.

Pedra da Estância vista da subida da Pedra Amarela.

Vista parcial de Itajubá, vista do alto do Parque Municipal.

Sol antes de se por sobre as montanhas de Itajubá.

Sol nascendo na Pedra Amarela (vista da subida da Pedra da Estância).

Visual de Itajubá (vista da Pedra Aguda).

Pedra do Rio Manso (vista do bairro do Rio Manso).

Centro de Itajubá (vista da Pedra Aguda).

Mar de montanhas visto da Pedra Aguda.


quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

São Thomé das Letras - Minas Gerais

Esse post vai contar um pouco da minha experiência da viagem de Itajubá à São Thomé das Letras nesse começo de 2018 (dias 8, 9 e 10 de janeiro).
Saímos de Itajubá por volta de 9:40h e estava chovendo. No caminho por diversas vezes a chuva engrossou. Até a entrada de Caxambu foram 100 km (passando por Maria da Fé, Cristina e São Lourenço). Ao meio dia chegamos em Cruzília (129 km de Itajubá). Daí em diante seria por estrada de terra. Uma parada para almoço e logo seguimos rumo à São Thomé das Letras.

Em uma estrada de terra batida quase sem buracos, apesar da chuva, alguns quilômetros após sair de Cruzília, nos deparamos com uma igreja belíssima no alto de uma colina. Logo mais adiante chegamos em uma bifurcação. À esquerda iríamos direto para São Thomé, mas o objetivo era chegar na Pousada Muro de Pedra em Sobradinho (distrito de São Thomé), por isso pegamos a estrada à direita. Depois de muitas subidas e descidas e de paradas para fotos em meio às montanhas, chegamos em mais um trevo: à esquerda a estrada para São Thomé e à direita já avistamos o portal de Sobradinho.

36 km depois de Cruzília chegamos na pousada Muro de Pedra às 13:30h. Ou seja, 165 km de Itajubá e um pouco mais de 3 horas depois de sair de Itajubá. Da pousada até o trevo de Sobradinho (trevo do João Cota) são aproximadamente 8 km. Na volta resolvemos ir por outra estrada e passar por Águas de Contendas. Saímos da Pousada por volta de 10:40h e chegamos em casa de volta às 15:50h, com parada em São Lourenço para almoço e fotos na Maria Fumaça.

O caminho até Águas de Contendas (Conceição do Rio Verde) é bem pior que a estrada de São Thomé a Cruzília ou a Baependi. A estrada de aproximadamente 24 km do trevo próximo da cachoeira Véu da Noiva até Conceição do Rio Verde é cheio de subidas, pedras, buracos e alguns atoleiros. Trata-se de uma região pouco habitada, com sinalização precária e onde o sinal de celular não chega. Portanto, existe um grande risco de se perder, que foi o que nos aconteceu quando já estávamos bem próximos de Águas de Contendas. Muitas bifurcações que confundem.

Só para registro, de Sobradinho até o trevo perto do Camping do Jhony são 16 km. Dali até o trevo da Cachoeira Véu da Noiva são aproximadamente 10 km. Portanto, de Sobradinho até São Thomé são 19 km e até Águas de Contendas 50 km.

São Thomé das Letras é uma cidade bastante pequena e com a infraestrutura precária. A maior parte das ruas são de pedras irregulares que proporcionam muitos solavancos aos passageiros dos carros. O ideal mesmo é ir com um carro de suspensão elevada. Em torno da praça principal há inúmeros restaurantes e cafés, bancos e um supermercado. 

A Igreja Matriz apesar de muito bonita não está em um bom estado de conservação. Imperdível mesmo é a Igreja de Pedra próxima à rodoviária da cidade.

Para se alcançar o Cruzeiro e a Casa de Pedra no ponto mais elevado da cidade, há a opção de ir de carro até mais próximo (com muitos solavancos) ou a pé a partir da praça principal. Até lá o turista enfrenta uma caminhada leve de aproximadamente 15 minutos (ruim para pessoas sem preparo físico ou problemas de locomoção). O visual do lugar, por outro lado, é espetacular.

Desse ponto elevado avistam-se em 360º as montanhas e vales do Sul de Minas Gerais, em um espetáculo único, principalmente do por do sol (que em Janeiro acontece próximo de 19:50h). É possível avistar para o lado leste, o Pico do Papagaio em Aiuruoca, para o Sul a Pedra Branca (Pedralva/Conceição das Pedras), para o sudeste a Serra das Agulhas Negras e Serra Fina (Itamonte/Passa Quatro) e para oeste e norte as ondulações montanhosas que seguem a Fernão Dias.

Outros ponto visitado que merece destaque é o Pico do Gavião (1400m). A estrada de Sobradinho até próximo do Pico é razoável até a igrejinha amarela (já no alto da serra). Dali em diante, carro comum não chega e é preciso pegar trilhas (com pedras de tamanho e cores diferentes, especialmente brancas e amarelas). O visual é espetacular. Imagino que deva ser fantástico se acampar por ali.

A Cachoeira de Sobradinho é espetacular. Nunca tinha vista uma cachoeira de águas tão límpidas e cristalinas. As pedras são thomé que cobrem o leito do rio (estreito e de baixa profundidade) faz parecer que são várias piscinas naturais. Excelente para banho. Visitamos ainda a Cachoeira da Lua (pequena, mas com um poço grande para banho) e a Cachoeira do Flávio (grande volume de água e propícia para banho).

Infelizmente, o pequeno tempo de visita não nos permitiu visitar outras inúmeras atrações de São Thomé das Letras, como as grutas e as outras diversas cachoeiras e montanhas. Para quem deseja fazer um passeio de pouco luxo e muita aventura, ar puro, misticismo (não é minha praia) e as famosas comida e conversa mineira, São Thomé é uma ótima escolha.

Seguem algumas fotos:

Visual das montanhas do Sul de Minas

 Pedra da Bruxa

 Cachoeira do Flávio

Cachoeira de Sobradinho 

Igreja de Pedra 

Por do Sol em São Thomé das Letras 

 Flor selvagem próximo ao Pico do Gavião

Cruzeiro de São Thomé

 Igreja Matriz de São Thomé das Letras

 Placa próximo a Cachoeira do Flávio

Visual do Pico do Papagaio (Aiuruoca) 

Trevo do Sobradinho (à esquerda, caminho para Cruzília) 

Visual da Pedra Branca (Pedralva/Conceição das Pedras) 

Trevo do Camping do Jhony (À esquerda, caminho de Sobradinho. À direita, Cachoeira do Flávio). 

Casa de Pedra (ponto de observação do Por do Sol)

terça-feira, 25 de julho de 2017

Por do Sol na Pedra Amarela e Pedrão em Julho de 2017

O mês de Julho é especialmente bonito nos arredores de Itajubá. O céu azul e o vento frio de inverno deixam a paisagem das montanhas mineiras linda. O por do sol é um espetáculo à parte. Nesse post coloco algumas fotos do Pedrão (entre Maria da Fé e Pedralva) e da Pedra Amarela (em Itajubá na divisa com Delfim Moreira, na serra da Água Limpa).

 Ipê amarelo começando a florir e a Serra da Pedra Amarela.

 Araucária e o mar de montanhas de Itajubá.

Por do Sol nas montanhas de Itajubá e a Araucária.

 Paineira na subida da Pedra Amarela.

 Sucessão de montanhas.

 Montanhas e araucária.

 Pico dos Marins despontando atrás da serra.

 Alinhamento do Pico dos Dias e da Pedra Aguda.

 Sol no final da tarde de Itajubá.

 Vale do Rio Claro (Delfim Moreira).

 Lua na mata atrás da Prefeitura de Itajubá.

 Por do Sol no Pedrão.

 Bandeira de Minas Gerais e a Serra da Pedra Branca.

 Bromélia no alto do Pedrão.

 Por do Sol nas montanhas do Sul de Minas.

 Árvore no Pedrão.

 Serra da Pedra Branca vista do Pedrão.

Visual do Pico dos Marins e da Pedra do Rio Manso.

 Itajubá escondida nas montanhas.

Pedra Amarela e a Pedra do São João (primeiro plano).