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Isaías 9.6.

Um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da eternidade, Príncipe da Paz.

quarta-feira, 1 de maio de 2019

Pedra Riscada, Cristina-MG

A Pedra Riscada é um dos pontos mais elevados da micro-região de Itajubá. Localiza-se no município de Cristina (aproximadamente 40 km de Itajubá). A Pedra Riscada fica no Bairro da Paciência, com 1953 m de altitude. Do alto da Pedra Riscada é possível se avistar diversas cidades ou parte dessas (Cristina, Maria da Fé, Itajubá, Carmo de Minas e outras), além do Pico dos Marins, Pico do Itaguaré, Pedra do Rio Manso, Pedra Branca, Pico da Bandeira (Maria da Fé) e outros.

 Subida da Pedra Riscada

 Neblina nos vales...

Cerca nas alturas das montanhas mineiras... 

 Ponta da Pico do Itaguaré

Montanhas de Minas... 

Serra da Pedra Branca 

Pedra do Rio Manso (ponto mais elevado do município de Itajubá) 

Bandeira mineira nas alturas... 

Silhueta da Pedra Aguda (Itajubá). 

Bairro da Peroba em Itajubá

O bairro rural da Peroba, no município de Itajubá, fica no meio da Serra da Mantiqueira. Nas encostas da Pedra de Santa Rita (Rio Manso). Do centro da cidade até o bairro da Peroba são 18 km (do centro da cidade até o bairro da Serra dos Toledos são 12 km). O caminho até lá segue paralelo ao Ribeirão José Pereira, com diversas corredeiras e cachoeiras no caminho, como a Cachoeira do Corredor e do Dique.

Apesar da estrada apresentar alguns trechos cheios de buracos e pedras, é um passeio interessante e divertido, principalmente para fotografar o por do sol, conforme as fotos aqui mostram.

Cerca na estrada da Peroba

 Céu alaranjado após o Por do Sol no caminho da Peroba

 Montanhas no vale do Rio Lourenço Velho

Montanhas do Sul de Minas 

 Visual das montanhas acima do Ano Bom

Sol se põe na estrada da Peroba

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Itajubá a Paraty (Trindade-RJ) - BR459

Esse post é para descrever um pouco da experiência da nossa viagem recente a Paraty (Trindade-RJ).
Para começar, a saída de Itajubá aconteceu às 7h10 de uma manhã de céu azul e sol quente no dia 28/01/19. Apesar de alguns trechos de asfalto ruim (remendos, buracos e ondulações) entre a Ponte Santo Antônio e a Barreira (Delfim Moreira), a BR459 a partir da divisa MG/SP tem asfalto novo até chegar na Dutra (Lorena). Alguns minutos na Dutra (BR116) até o trevo de Cunha, em Guaratinguetá, e seguimos pela estrada SP-171, que é muito boa até Cunha. Embora a estrada seja pista única para ida e volta, o asfalto é de boa qualidade, tem acostamento e bem sinalizada.

Depois de 2 horas de viagem, chegamos a Cunha (133 km de Itajubá). Uma parada para esticar as pernas e seguimos em direção à Serra do Mar. Lindas paisagens, com muita araucária, riachos, animais, montanhas e matas. No alto da Serra, a 19 km de Cunha, encontra-se a entrada, à esquerda, para a Pedra da Macela. São aproximadamente 30 minutos de Cunha até essa entrada. Até a Pedra da Macela são 4 km de estrada cascalhada e mais 2 km de caminhada (40 minutos de subida). São 2h30 de Itajubá até a entrada da Pedra da Macela.

Alguns quilômetros a mais (4 km acima) e chega-se à divisa de estado SP-RJ. O ponto de referência na divisa de estado é o Hotel Fazenda Uemura. Ainda na BR459, agora já no estado do Rio (RJ-165), a pista passa a ter um piso de blocos cimento, de boa qualidade. A estrada ainda é de boa qualidade, com alguns pontos de parada e visual deslumbrante do mar e da mata atlântica preservada. A medida que a estrada vai serpenteando a serra, há muitas curvas perigosas que exige muita atenção do motorista e freios revisados.

O problema da estrada Cunha-Paraty ocorre quando já se está bem próximo de Paraty. A mais ou menos 12 km de Paraty, a estrada fica muito ruim. Há trechos de curvas muito fechadas, desmoronamentos e pista que só passa um carro por vez. No dia da viagem havia bastante movimento tanto de descida quanto de subida. Carros de motor mais fraco, com certeza terão muita dificuldade de subir. Subir ou descer em dias de chuva certamente é muito arriscado.

Quando se aproximava de 10h, chegamos a Paraty (3 horas de viagem de Itajubá). A distância de Itajubá até a Praia do Pontal em Paraty (próximo ao Centro Histórico) é de 180 km. Uma viagem relativamente tranquila. O Centro Histórico de Paraty é bem interessante de se visitar pelas construções de estilo português e ruas de pedra (muito ruim para andar de carro, moto, bike e até a pé). Vale pela sensação de voltar uns 200 anos no tempo. No mais, Paraty é uma cidade com praias maravilhosas.

Seguimos viagem rumo à Trindade, já quase na divisa com SP, pela Rio-Santos (BR101). Pouco mais de 20 km na Rio-Santos, chega-se ao trevo de Trindade, à esquerda de quem vem de Paraty. Muito cuidado para não perder essa entrada que é bem mal sinalizada. Depois de algumas subidas íngremes e descidas perigosas, chegamos a Trindade (212 km de Itajubá, 2h30 de viagem).

Trindade tem praias deslumbrantes (Praias de Cepilho, do Meio e Piscina Natural são as melhores). Ambiente preservado e águas límpidas. Porém, a infraestrutura do lugar deixa bem a desejar. Em época de temporada, a infraestrutura não comporta a quantidade de gente. Fica difícil para estacionar e se alimentar. Fila pra todo lado.

Na volta, resolvemos passar em Ubatuba (61 km de Trindade, 1h de viagem). Depois da divisa com SP, a BR101 fica com piso bastante ruim. Longas descidas e paisagens deslumbrantes. Várias praias até o trevo de Ubatuba.

A seguir algumas paisagens de Trindade.

Enseada da Praia do Meio.

Ponta Cabeça de Índio - Divisa RJ/SP.

Praia do Cachadaço.

Praia do Cepilho no final da tarde.

Pedras da Praia do Meio

Praia Piscina Natural

Praia do Meio

Praia dos Ranchos ou de Fora

Sol nasce na Praia do Cepilho

Sol nascendo


sábado, 21 de julho de 2018

Itajubá - Campos do Jordão: Vila Maria x Luminosa

Meus caros leitores. Esse post é para contar um pouco da viagem de Itajubá a Campos do Jordão por estrada de terra.
Esse ano fui pela Vila Maria (Piranguçu) e retornei por Luminosa (Brazópolis). Dependendo de onde partir e de onde chegar, a estrada de Itajubá, passando por Piranguçu, Vila Maria, Campista e Campos do Jordão tem uma extensão entre 55 km e 60 km. Com 23 km de terra. São 12 km de terra entre Piranguçu e a Vila Maria (represa) e mais 11 km até a estrada asfaltada entre Campos do Jordão e São Bento do Sapucaí. Do trevo onde a estrada de terra termina até a entrada para a Pedra do Baú são apenas 4 km. Praticamente a mesma distância entre o trevo da Pedra do Baú e a entrada para Luminosa.

Para aventuras de Turismo nas Pedras, nas Cachoeiras e nas fazendas de Piranguçu, uma boa dia é consultar Piranguçu Ecoturismo (https://www.facebook.com/Pirangu%C3%A7u-Ecoturismo-754067124738444/?).

Do trevo da estrada de Luminosa até o vilarejo são 14 km de estrada de terra, bastante conservada. De Luminosa até Brazópolis são mais 16 km. Ou seja, de Itajubá até Campos do Jordão, passando por Brazópolis, Luminosa, Campista fica entre 78 km e 83 km, dependendo da referência inicial e final. O caminho por Luminosa, partindo de Itajubá é cerca de 23 km mais distante.

Em ambos os caminhos o visual e as paisagens são fantásticas. Vale muito a pena para quem não tem pressa para chegar. Com poucos trechos de pedras e buracos, as estradas, apesar de ser de terra, estão bem conservadas.

Restam ainda mais dois ou três caminhos entre Itajubá e Campos do Jordão. A estrada do Charco que sai no Horto Florestal (esse caminho eu nunca fiz). Segundo informações são 15 km do Charco até o Horto. Logo, de Itajubá a Campos do Jordão pelo Charco fica mais ou menos a 65 km. São 40 km de Itajubá ao Charco, passando por Wenceslau Braz, 15 km até o Horto e mais 10 km do Horto até Campos do Jordão. De Wenceslau Braz até o Horto, a estrada é de terra, com trechos ruins entre o Charco e o Horto.

Existe ainda a estrada que passa pela Vila Maria, mas segue à esquerda da represa, passando pelo bairro Centro, Fazenda Minalba até Campos do Jordão e o caminho que passa pelos Freires, Pedra Mármore, Fazenda Minalba, até Campos. Todos esses caminhos com paisagens deslumbrantes.

Pontos negativos da viagem. Passaram a cobrar (R$ 20 por carro + R$ 10 por pessoa) para visitar o Pico do Itapeva. Nem os lugares abertos tem mais como visitar. Cercaram tudo com arame e muro. Um absurdo. No Parque Felícia Leirner também começaram a cobra R$ 10 por pessoa. A visita na Pedra do Baú também é R$ 10 por pessoa.

A seguir algumas fotos desse caminho.

Vista da Pedra do Baú no entardecer do Parque Felícia Leirner

 Por do Sol no Parque Felícia Leirner

 Flores no viveiro do Horto Florestal

 Riachos do Horto Florestal - Bacia do Rio Sapucaí

 Visual de Itajubá, chegando na Vila Maria

 Visual do Vale de Lumunosa

 Visual das Montanhas no Parque Maria Leirner

 Descendo para Luminosa

 Visual das Montanhas mineiras, da Pedra do Baú

Visual de São José dos Campos, a partir do Parque do Pico do Itapeva

sexta-feira, 8 de junho de 2018

New York City

The dream came true...

Finalmente, o sonho de conhecer os Estados Unidos se tornou realidade. Em 27/Mai/18, cheguei ao Aeroporto JFK em New York.

A hospedagem no The Manhattan Times Square Hotel foi acertada. Hotel próximo da Times Square e de todo o seu agito e bem próximo das estações de metrô (subway).

Apesar de alguns poucos contratempos com a língua (incrível a variedade de sotaques) e da chuva em dois dias da viagem (nos dias de chuva, o ideal é ir às compras), o viagem foi espetacular. Recomendo a todos que puderem conhecer essa cidade NYC.

Os melhores passeios foram a Brooklyn Bridge e os arredores do DUMBO e o Central Park que suas muitas opções de lazer e descanso. Também foi fantástico a visita ao One World Observatory e ao Top of the Rock. Ver a cidade imensa do alto é legal demais.

O ponto negativo fica para a Estátua da Liberdade. A estátua é um ícone mundial e imperdível, mas as filhas para entrar na barca (Vessel) é desanimadora. Mas pelo menos o Battery Park é bem legal.

Também é bom que se prepare para os elevados custos da alimentação em NYC. Um café da manhã para três não sai por menos de US$ 30.

Uma pena que poucos países do mundo desfrutam da liberdade que se vê, se sente e se respira nos Estados Unidos. Para deixar registrado o que está na alma americana, segue a frase de Benjamin Franklin próxima a barca que leva à Estátua da Liberdade: "Where Liberty is, there is my country".

Seguem algumas fotos dessa viagem espetacular.

Battery Park e o visual da Estátua da Liberdade.

 Bethesda Terrace

Brooklyn Bridge 

 Bow Bridge - Central Park

Columbus Avenue - Upper West Side

Dalehead Arc - Central Park

National flag

Grand Central Terminal

Bethesda Fountain - Central Park

Manhattan Bridge

Statue of Liberty

Flatiron Building

terça-feira, 6 de março de 2018

Baixa produtividade da economia brasileira e o caminho para a prosperidade


A produtividade é considerada uma das variáveis mais importantes nos estudos de economia (a ciência da escassez). Ela é definida como a relação entre o valor dos produtos e serviços produzidos em um processo produtivo, e os insumos (matérias-primas, mão de obra, energia e outros) utilizados na produção. Em outras palavras, a produtividade é a medida da competência de uma organização em transformar insumos em bens finais que atendam às necessidades de seus clientes. Essa transformação decorre do encadeamento de atividades que modificam e recombinam materiais, alteram suas propriedades e incrementam o valor de seu subproduto. Logo, sem transformação não seria possível agregar valor ao produto, que é imprescindível para atrair a atenção do consumidor. Afinal, ele paga um preço pelo bem adquirido, em troca do valor daquilo que resolve o seu problema ou satisfaz sua necessidade. Como os consumidores são diferentes e apresentam diferentes necessidades e desejos, o valor atribuído aos bens que consomem difere de consumidor para consumidor. É exatamente essa subjetividade na atribuição de valor que estimulou o economista austríaco Carl Menger a desenvolver a Teoria da Utilidade Marginal. Nessa teoria, Menger explica que o valor dos bens não depende da complexidade de sua produção ou da quantidade de insumos utilizados para tanto, mas sim da utilidade atribuída ao bem pelo comprador final.

Por outro lado, ao se analisar o processo de transformação de uma organização, é possível observar que além das atividades que transformam insumos, há também aquelas que, apesar de gerarem custos, não agregam valor. São atividades como o set up de máquinas, o transporte de materiais e a manutenção dos estoques, que embora sejam inerentes ao processo produtivo, não produzem transformação. Cabe então à gestão da organização, repensar e remodelar o processo produtivo, ou aplicar novas tecnologias (a automação, por exemplo) a fim de minimizar ou eliminar essas atividades, o que garante o aumento da produtividade do processo. É certo, entretanto, que os ganhos de produtividade das organizações trazem uma gama de benefícios para empresas, consumidores e a sociedade em geral. Para a organização, esses ganhos resultam na expansão do lucro, uma vez que processos de maior produtividade utilizam menor quantidade de insumos (custos) para a mesma produção (faturamento), ou obtêm maior produção, para um menor ingresso de insumos. Esses lucros, oriundos da produção mais eficiente, frequentemente são reinvestidos na ampliação da produção, na sofisticação do processo de produção, na criação de novos produtos ou na busca de novos mercados, o que gera maior concorrência entre empresas. É aí que o consumidor se beneficia; por poder contar com uma maior oferta e variedade de produtos, além da maior qualidade e do menor preço encontrado.

As demais empresas também se beneficiam pelo maior poder aquisitivo do consumidor, diante de preços mais acessíveis; resultado da combinação de maior eficiência produtiva e concorrência. Quando isso ocorre, há um aumento geral do nível de renda da economia do país e o aumento da qualidade de vida é sentido em todas as classes sociais, especialmente naquelas de menor renda. Porém, nas sociedades e nos setores onde há maior intervenção estatal, a redução dos preços não é experimentada e não há sequer estímulo para que se busque o aumento de produtividade. Pelo contrário, passa valer mais a pena tentar algum tipo de proteção estatal (protecionismo) que signifique vantagem competitiva em relação à concorrência interna e externa. Toda e qualquer disposição para a inovação e a excelência dão espaço para a letargia. O ímpeto empreendedor perde espaço para a indolência e a dependência do Estado.

Para que os benefícios da maior produtividade resultem em aumento da renda e maior qualidade de vida, é importante, portanto, que o empreendedor tenha liberdade para empregar a tecnologia que julgar mais adequada, para contratar a mão de obra mais produtiva pelo menor custo, e para buscar as parcerias que considerar necessárias. Assim, torna-se possível reduzir custos e dividir com a sociedade os ganhos de produtividade, em um cenário de concorrência aberta. Naturalmente, haverá empresas com diferentes níveis de eficiência no processo de transformação de insumos, conforme a competência de sua gestão e o maior ou menor grau de sofisticação desse processo. Inevitável, portanto, que as empresas menos eficientes, sem a artificial proteção do Estado, percam espaço para aquelas que utilizem recursos escassos de forma mais competente. Assim, a falência de empresas menos eficientes não somente é algo natural, como desejável, uma vez que possibilitaria a transferência de recursos para empreendimentos mais saudáveis e promissores.
É nesse contexto que os autores de economia neoclássica colocam o aumento da produtividade como a única fonte de crescimento da renda per capita e prosperidade no longo prazo. A expansão na geração de caixa dos empreendimentos mais produtivos estimula novos investimentos, que realimentam o ciclo virtuoso do desenvolvimento da economia. Sendo, portanto, a produtividade tão importante para a exuberância de uma economia, como é possível medi-la e quais fatores a influenciam? A medida usualmente utilizada para calcular a produtividade de uma economia é a Produtividade Total dos Fatores (PTF). Em economias onde há o emprego de novas tecnologias, atuação competente da gestão para tornar os processos mais inteligentes ou a utilização de insumos de melhor qualidade, a PTF é alavancada. Ocorre que avanços na PTF e no estoque de capital físico (máquinas e equipamentos) aumentam a produtividade do trabalho (valor produzido por trabalhador). Isto é, se a mão de obra capacitada encontra condições de trabalho que a permite fazer mais com menos insumos, a produtividade aumenta e o valor por trabalhador avança, espalhando prosperidade na economia.

Em contrapartida, são muitos os fatores que reduzem a produtividade de uma economia, minando o crescimento da prosperidade. Para começar, quando o ambiente econômico de negócios é hostil, há redução do nível de investimento e da diversificação de atividades produtivas. O excesso de burocracia e a tributação desmedida também são prejudiciais, pois, aumentam o custo de operação e o risco do negócio. Aliás, o Brasil é um dos poucos países do mundo em que a expansão comercial é temida pelo empresário, pois, ninguém em sã consciência gostaria de mudar de regime tributário e passar a pagar uma maior alíquota de impostos. Tudo isso para manter uma máquina estatal inchada, ineficiente e perdulária. Na prática, o leviatã estatal, com seu insaciável apetite por taxar, acaba por sufocar o setor produtivo. Gerar riqueza e progredir torna-se uma atividade tão regulada que faz parecer indesejada. Não por acaso, o país perde posições em rankings mundiais de competitividade. Produzir com baixo custo e alta qualidade diante da profusão de regras, papéis, taxas, licenças, carimbos e alvarás, é quase inexequível.

Como seria possível ter segurança para investir, se os legisladores primam por criar leis excessivamente intrusivas e de interpretação dúbia? Como ter segurança jurídica para empreender se predomina o ativismo jurídico e até o nosso passado é considerado incerto? Negócios saudáveis são projetados para durar, mas o ambiente jurídico kafkaniano do Brasil dificulta o planejamento estratégico. Sem um mínimo de clareza a respeito da projeção de cenários futuros, o risco de inovar, buscar novas soluções para os problemas e idealizar novos negócios é proibitivo. É exatamente pela falta de espaço para o processo natural de destruição criativa que as empresas nacionais se tornam presas fáceis para a concorrência internacional, que encontra muito mais liberdade para experimentar, cooperar e prosperar. O Estado com seu dirigismo constitucional e a política de campeões nacionais apenas reforça a dependência dos subsídios estatais ao invés de estimular a concorrência e garantir o direito de propriedade. Ganham as grandes empresas e os setores oligopolizados, que contam com o capital barato do BNDES. Perdem os contribuintes e os pequenos negócios que não conseguem créditos para modernização e ampliação da produção.

Outro aspecto que dificulta o aumento da produtividade no Brasil é a qualificação da mão de obra. Apesar da recente expansão do acesso à educação, a qualidade do ensino brasileiro medido pelo Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA) continua abaixo do que seria razoável em ciências, matemática e leitura. Parece não haver preocupação alguma em preparar a mão de obra para as reais necessidades do mercado de trabalho. Conteúdos genéricos, humanistas e até ideológicos prevalecem sobre o ensino de lógica, de comunicação escrita ou de ciências. Por isso, um enorme contingente de talentos, que poderia estar colaborando para alavancar a prosperidade do país, com a criação de novos negócios e de empreendimentos que transformem problemas em oportunidades, é seduzido pela cultura do funcionalismo público. Todos em busca de estabilidade no emprego, salários acima da média do mercado e aposentadorias especiais; privilégios que concentram renda e inflam a bomba fiscal, prestes a estourar.

Mesmo com investimentos da ordem de 5% do PIB em educação, praticamente a mesma média de investimentos dos países da OCDE (países ricos), o Brasil continua colhendo resultados muito aquém do que seria necessário para um salto de produtividade. O empresário Flávio Rocha, presidente da Riachuelo e líder do movimento Brasil 200, costuma dizer que a educação do Brasil forma perdedores. São profissionais sem o conhecimento mínimo básico de empreendedorismo, de economia e de visão de mundo, e, portanto, muito longe da necessidade atual das empresas, imersas em um cenário de concorrência cada vez mais acirrada. Além disso, muitos profissionais de melhor formação acabam sendo alocados em serviços tradicionais, de baixo conteúdo tecnológico e em setores menos dinâmicos da economia. É o que os pesquisadores do IBRE (Instituto Brasileiro de Economia), no livro Anatomia da Produtividade no Brasil, chamam de baixa taxa de conversão da escolaridade em produtividade.

As deficiências da infraestrutura de produção, transporte e armazenamento também concorrem para a baixa produtividade da economia brasileira. Nenhum outro país de dimensões continentais depende tanto do transporte rodoviário para a conexão de produtores e consumidores como o Brasil. Não faz sentido escoar a enorme produção agropecuária de exportação através de rodovias estreitas, esburacadas e vulneráveis à pilhagem. Perde-se tempo, aumentam os custos e os riscos de acidentes. Tudo isso porque o Estado se recusa a abrir mão da execução e da gestão de obras e estruturas de produção e transporte, que a iniciativa privada faria melhor e mais em conta. O país paga um alto preço em termos de geração de empregos e carestia por insistir na predominância estatal, que ainda traz como corolário o elevado nível de corrupção. São obstáculos engendrados pela ideologia socialista que aprisiona uma das economias de maior potencial do planeta aos caprichos de políticos e burocratas de plantão.

Por fim, a produtividade da economia depende ainda de sua capacidade de integração à economia internacional e da participação de empresas em cadeias produtivas globais. Barreiras protecionistas contra o comércio exterior, restrições aos investimentos e à atuação de profissionais estrangeiros, e a legislação trabalhista paternalista dificultam a divisão de trabalho e a especialização da mão de obra. Na Teoria das Vantagens Comparativas, o economista inglês David Ricardo mostra que não faz sentido um país querer produzir tudo o que consome, ainda que isso seja possível. Como o tempo e os recursos são escassos, focar na produção de bens nos quais o país é mais eficiente, maximiza seus ganhos e os excedentes gerados podem ser usados na aquisição dos demais bens, que de outra forma, seriam produzidos a custos mais elevados e com qualidade inferior aos importados.

Portanto, se o objetivo da nação é proporcionar aos seus cidadãos um maior nível de qualidade de vida, maior conforto material e uma existência mais saudável, é preciso urgentemente abandonar a mentalidade anticapitalista e valorizar a liberdade de ação dos agentes econômicos. Esses são requisitos fundamentais para disseminar a prosperidade, pois, somente o aumento da produtividade faz destravar o ciclo virtuoso da economia. Se isso ocorrer, as empresas se tornam mais lucrativas, os trabalhadores são mais bem remunerados, as condições de trabalho são aprimoradas, os consumidores passam a ter mais opções de bens de qualidade superior e preços baixos e, independente das escolhas individuais, o bem-estar social deixa de ser uma utopia para se tornar uma realidade permanente ao alcance de todos.

Fatores indispensáveis à prosperidade das Nações


O escocês Adam Smith, reconhecido como um dos economistas mais brilhantes de todos os tempos, é considerado o pai da economia moderna e o mais importante teórico do liberalismo econômico. Sua principal obra “Uma Investigação sobre a Natureza e as Causas da Riqueza das Nações”, composta por cinco livros, publicados entre 1776 e 1789, se propõe a investigar os processos que levam alguns países a se desenvolver mais rapidamente que outros. A Riqueza das Nações analisa as relações comerciais que ocorrem nas sociedades e questões como o valor dos produtos, a divisão do trabalho, a acumulação de capital e a distribuição de renda, entre outras. Através de vasto material empírico, Smith propõe que as relações de troca, que embasam o crescimento econômico das nações, ocorrem de forma natural, sem a necessidade de intervenção estatal. Assim, o processo de geração de riqueza depende fundamentalmente das decisões individuais dos agentes econômicos, que buscam maximizar a utilidade de seus recursos escassos. Fazem isso através de trocas espontâneas, o que aumenta o bem estar individual, além de criar oportunidades para novos empreendimentos.

Outros filósofos como Montesquieu e Max Weber também se preocuparam com os diferentes níveis de desenvolvimento das nações. As explicações por eles encontradas, como a geografia, a religião e a ética dos povos, entretanto, não se firmaram como padrões entre as nações que fracassam ou que são bem sucedidas. Por outro lado, os estudos dos economistas Douglass North e Ronald Coase destacam as Instituições criadas por uma nação como fator determinante do desenvolvimento econômico. A análise dos acontecimentos históricos que levaram à criação dos países, hoje conhecidos, deram aos economistas Daron Acemoglu e James Robinson a convicção de que as instituições de uma nação, de fato, representam um papel indispensável no caminho do desenvolvimento.

Em 2012, Acemoglu e Robinson, professores do MIT e da Universidade de Chicago, respectivamente, publicaram o livro “Por Que as Nações Fracassam”. O tema central dessa obra é o mesmo que tem intrigado filósofos e economistas por séculos. Afinal, quais seriam os fatores responsáveis pela prosperidade de uma nação? Os economistas argumentam que as Instituições constituídas pelas sociedades são muito mais relevantes para explicar o acúmulo de riqueza que a abundância de recursos naturais, o clima favorável ou a determinação de seus cidadãos. Em uma análise da história política e econômica de várias nações, os autores dividem os países em dois grupos: aqueles que possuem instituições econômicas e políticas ditas inclusivas e os que possuem instituições extrativistas. O surgimento de instituições de um tipo ou de outro depende dos costumes e da cultura de cada povo, mas é influenciado por fatores críticos como guerras, epidemias (caso da peste negra na Eurásia), rupturas sociais ou outros fatores que podem, definitivamente, transformar a sorte de uma nação.

As instituições políticas chamadas de inclusivas são aquelas que não limitam o poder político a um grupo dominante, mas permitem a constante renovação de lideranças que representem as diferentes aspirações da população, sem restringir a formação de oposição ao poder constituído democraticamente. A existência dessas é que acaba gerando oportunidades econômicas aos diferentes segmentos da população, destravando o mecanismo de criação e de distribuição da riqueza gerada. Já nas nações de instituições extrativistas um grupo domina o poder político e dele extrai vantagens econômicas, concentrando poder e renda. Nesse caso, as novas lideranças e os novos negócios que surgem são rapidamente sufocados para garantir a manutenção do status quo, mantendo a economia estagnada e a renda altamente concentrada.
Ao se analisar os diferentes níveis de desenvolvimento alcançado pelas nações, entretanto, três fatores comuns parecem ser decisivos na transição para um maior nível de desenvolvimento. São eles: a liberdade de ação para que os agentes privados criem produtos, serviços e soluções para os problemas da sociedade; a existência de livre concorrência nos mercados; e um sistema jurídico eficiente que garanta estabilidade de regras e minimize os riscos de investimentos produtivos.

A liberdade econômica permite que empreendedores busquem recursos para solucionar os problemas da sociedade e criem novos produtos e serviços que satisfaçam as necessidades de mercado. Ao assim procederem, os empreendedores promovem a divisão do trabalho e tornam a produção mais eficiente, trazendo benefícios para toda a sociedade. Empregos são criados, novas tecnologias são desenvolvidas e o ciclo virtuoso de geração de riqueza começa a transcorrer. Infelizmente, em muitas nações, o poder político acaba deliberadamente restringindo a liberdade econômica para evitar que sua hegemonia seja ameaçada. Para isso lançam mão do aparato estatal para criar regulamentações e toda sorte de obstáculos burocráticos que dificultem a inovação, com consequências econômicas e sociais desastrosas para a sociedade.

Diante da importância econômica da liberdade de iniciativa, a Heritage Foundation, organização não governamental norte americana, criou em 1995, o índice de Liberdade Econômica. Na composição desse índice fatores como o respeito ao direito de propriedade, nível de gastos governamentais, restrições ao comércio internacional e aos investimentos, dificuldade de contratação de mão de obra entre outros são considerados. Não chega a surpreender, portanto, que os países melhor classificados no Ranking de Liberdade Econômica são também os que apresentam os melhores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH). Ou seja, a relação entre esses indicadores mostra que a liberdade de iniciativa é decisiva para a geração de negócios que movimentam a economia, além de melhorar a qualidade de vida de toda a população de um país.

No que diz respeito às estruturas de mercados, países onde predominam a livre concorrência e a inexistência de barreiras ao comércio internacional são mais desenvolvidos. Isso ocorre porque é a concorrência que estimula a busca pelo aumento de eficiência produtiva e inovação, que por sua vez atraem novos investimentos. O processo de criação de negócios começa quando empreendedores identificam demandas não satisfeitas por produtos, serviços ou por soluções dos problemas da sociedade. Produzir para atender a demanda requer investimentos em insumos, máquinas, equipamentos e também nas habilidades técnicas e gerenciais da equipe de trabalho. Tudo isso acaba por definir o custo de produção das organizações. Entretanto, é o ambiente de livre concorrência que exige esforço do empreendedor para inovar nos métodos de produção, buscar parcerias ou aumentar a capacitação da equipe de trabalho a fim de minimizar seu custo. Ao reduzir os custos de produção, os lucros aumentam e os investimentos crescem. Mas os lucros em alta também atraem novos concorrentes, ainda mais eficientes. O ciclo virtuoso de investimentos, busca de eficiência e geração de riqueza se estabelece. O consumidor final se beneficia por ter acesso a produtos mais baratos e de maior qualidade (resultado da inovação). Afinal, é ele quem tem o poder de escolher qual empresa merece sua confiança e seu dinheiro.

Países onde a concorrência é limitada por restrições governamentais e normas protecionistas premiam empresas ineficientes em detrimento de seus cidadãos, que acabam por adquirir produtos mais caros e de qualidade inferior. A renda média da população se reduz, o poder aquisitivo é rebaixado e o consumo agregado diminui. O ciclo vicioso que aniquila as possibilidades de desenvolvimento econômico toma espaço. As vendas caem, os investimentos despencam e o desemprego se eleva. As empresas protegidas da livre concorrência se acomodam e deixam de inovar, apesar dos elevados lucros auferidos. É comum nesse caso que surja o nefasto capitalismo de compadrio. Os detentores do poder recebem apoio financeiro dos empresários para continuarem no poder e em troca, garantem a estes a proteção contra a concorrência de novos entrantes ou de empresas estrangeiras. A estagnação econômica sobrevém. O poder e a renda se concentram nas mãos da elite política e empresarial.

O terceiro fator decisivo para elevar o nível de desenvolvimento econômico é o ambiente jurídico existente. As normas e regras que regem o convívio social entre cidadãos e empresas precisam ser consistentes e isentas de dubiedade de interpretação. Quando o sistema jurídico é ágil para interpretar e colocar em prática leis que respeitem os princípios de direito à vida e o direito de propriedade, há segurança jurídica. Os riscos de investir e empreender passam a ser conhecidos e mensuráveis por parte do empreendedor. O cenário econômico torna-se estável e estimula o processo de criação de novos negócios, que gera empregos, multiplica a renda e torna o país mais próspero.

O Brasil, apesar de todo o seu enorme potencial de crescimento econômico, tem experimentado décadas de crescimento medíocre. A Constituição de 1988 e suas subsequentes modificações, de forma geral, ampliaram o grau de intervenção estatal na economia. Não há liberdade de iniciativa. O excesso de burocracia e de tributação sobre os empreendimentos torna muito arriscado e pouco lucrativo iniciar atividades produtivas. Há restrições às importações e ao investimento estrangeiro. Os mercados são excessivamente regulados e protegidos da livre concorrência. Há preconceito contra o lucro e pressão contra as inovações disruptivas, especialmente aquelas que vêm do exterior, com o argumento insustentável de proteger os empregos nacionais. O ambiente jurídico é instável, confuso e pouco confiável. Empreender e desenvolver atividades produtivas tem se tornado um verdadeiro desafio à razão, tamanho as dificuldades encontradas.

Diversos países de potencial econômico mais modesto que o Brasil estão sendo capazes de transpor a fronteira do desenvolvimento. Eles se juntam ao nível de prosperidade material dos Estados Unidos, Europa e Japão, melhorando a qualidade de vida de suas populações. Não fazem nada de especial para tanto, a não ser aplicar a fórmula que junta liberdade, concorrência e sistema jurídico confiável. Falta ao Brasil coragem política para enfrentar as corporações públicas e privadas que se beneficiam do ambiente extremamente regulado, burocrático e sem concorrência, e que por isso, concentram poder e renda. Falta romper de forma definitiva com a ideologia socialista do atraso que tem mantido esse imenso país preso ao passado. Se o vento liberal que traz ideias de Smith, Mises, Rothbard, Bastiat, Friedman e tantos outros alcançar o Brasil a partir de 2018, a população experimentará transformações econômicas e sociais inimagináveis. Os agentes econômicos ligados ao setor produtivo veriam as oportunidades se multiplicarem diante dos próprios olhos. A qualidade de vida daria um salto e o sonho de transformar o país do futuro em um país de ordem e progresso se materializaria.