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Isaías 9.6.

Um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da eternidade, Príncipe da Paz.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Pedra da Divisa (Pedra da Chita) e a divisa de Minas Gerais e São Paulo

No domingo, dia 17/07/16, eu e meu amigo Adalto Silva, conquistamos mais uma pedra no Sul de Minas Gerais. Dessa vez, alcançamos o topo da pedra ao lado da Pedra da Chita (ponto mais elevado do município de Piranguçu, com 1890 m de altitude). A pedra alcançada é bem de frente ao distrito de Luminosa (município de Brazópolis) e muito perto da Pedra da Chita. Também é próximo da Pedra da Boa Vista e do Pico dos Dias. Nos mapas topográficos do IBGE, a pedra alcançada não tem um nome específico. Ela está ao lado da Pedra da Chita (que é um pouco mais elevada e fica ao norte). Já que ela não tem um nome oficial, poderíamos chamá-la de Pedra da Luminosa (por estar acima do distrito de mesmo nome, apesar de um pouco distante), Pedra da Vila Maria (por ser acessada por essa localidade) ou ainda Pedra da Divisa (por marcar a divisa de estados MG e SP e também de municípios: Brazópolis, Piranguçu e São Bento do Sapucaí). Vou chamá-la de Pedra da Divisa por achar mais apropriado. Sua altitude é de 1850 m, o visual é espetacular (como pode ser percebido nas fotos abaixo), mas chegar até lá é bem difícil.

Para chegar até Pedra da Divisa (sem precisar atravessar propriedades privadas), é preciso seguir a estrada de Piranguçu à Campos do Jordão à direita da Represa de São Bernardo na Vila Maria. 2 km após passar a divisa de estados (MG/SP) - 5 km da barragem da represa - há a antiga estrada (abandonada) que liga a Vila Maria (Piranguçu) a Luminosa (Brazópolis). A entrada dessa estrada é marcada por um portão de ferro, amarelo. A estrada segue entre a mata de araucária montanha acima. Há algumas curvas à esquerda (embora a Pedra da Divisa fique à direita da estrada), subidas e algumas descidas. Não há atalhos. O correto é seguir pela estrada antiga. No meio da estrada, à direita, há uma pequena capela (com o sermão da montanha). Siga em frente. Há um portão vermelho e uma cerca. A estrada vai subir à direita e depois descer à esquerda, até chegar em uma bifurcação. Nessa bifurcação, a estrada que desce vai ao distrito de Luminosa. Siga à direita em uma estrada que sobe com inclinação mais forte e quase que totalmente coberta pelo mato. Lá no alto dessa estrada, há um lugar plano com duas árvores (Pinus Elliottii). Dali já é possível avistar a Pedra da Divisa. Siga à direita até uma região úmida e suba à esquerda. Após atingir um ponto mais elevado, há a trilha que leva até uma mata. Depois da mata começa a subida (ataque final) que culmina já quase no topo da Pedra da Divisa, bem em frente à Pedra da Chita.

Desde o portão amarelo até o topo da Pedra da Divisa são 5,62 km. O tempo gasto para percorrer todo esse trajeto sem longas paradas será de duas a três horas, dependendo do condicionamento físico de quem sobe (gastamos 1h55m). A descida é um pouco mais rápida (gastamos 1h33m). Do ponto de saída (portão amarelo) até o topo da Pedra da Divisa são 489 m de desnível. Comparando com a vizinha Pedra da Boa Vista, a subida é menos íngreme, porém, com uma distância percorrida muito maior.

Tabela comparativa
Pedra da Boa Vista 1800m (esquerda) e Pedra da Chita - 1890 m (direita)

 Pedra do Baú (São Bento do Sapucaí)

Luminosa entre as montanhas

Minas Gerais é demais...

 Pico dos Dias e Pedra da Boa Vista

 Zoom no distrito de Luminosa

 Visual do Pico dos Marins

Lago da Represa U.H.S. Bernardo (Vila Maria)

Topo da Pedra da Chita e as montanhas de Itajubá

Neblina e o topo da Pedra Aguda, chegando na represa da Vila Maria

Pedra da Divisa e Pedra da Chita à nordeste

Início da caminhada. Carros baixos não passam na estrada da Vila Maria para Luminosa. Recomendado deixar o carro próximo do portão amarelo.

Subida leve por entre a mata. Estrada estreita, mas bem demarcada. Observe uma cruz (Cruz do Mudo) à direita da estrada. Depois siga subindo.

 Atravesse um portão de ferro, vermelho. Há uma subida no meio da mata e depois uma descida à direita, até chegar em uma bifurcação. Suba à direita (subida um pouco mais forte em meio à mata)

Depois que sair da mata, há uma estrada pedregosa que sobe até chegar em um platô com duas árvores Pinus Elliotti. Depois há uma descida, passa por um lugar pantanosa e volta a subir. Tem uma mata e depois da mata, o ataque final escalando entre as pedras.

Finalmente chegamos ao topo da Pedra da Divisa. Observe a Pedra da Chita (mais alta) na direção nordeste. À esquerda da Pedra da Chita está a Pedra da Boa Vista e o Pico dos Dias.

sábado, 16 de julho de 2016

Pedra da Boa Vista em Piranguçu (1800 m de altitude)

Nesse mês de Julho estive novamente na Pedra da Boa Vista em Piranguçu, aqui no Sul de Minas Gerias. Trata-se de uma das mais elevadas montanhas da região. Foram 2 horas e 40 minutos de subida e 2 horas de descida.

Importante ressaltar que quando estive na Pedra da Boa Vista pela primeira vez em maio de 2012, as pessoas a chamavam de Pedra da Chita. Aliás, até hoje há uma confusão, inclusive entre moradores de bairros próximos a essas montanhas. Na verdade a Pedra da Chita fica atrás da Pedra da Boa Vista, indo na direção do estado de São Paulo. A Pedra da Chita tem altitude de 1890 m. Trata-se do ponto mais elevado do município de Piranguçu fazendo divisa com São Bento do Sapucaí (SP).

A Pedra da Boa Vista fica no município de Piranguçu (segundo ponto mais elevado do município). De lá é possível avistar várias montanhas importantes da região como a própria Pedra da Chita, a Pedra do Baú, o Pico dos Dias (Brazópolis), a Pedra Aguda (Itajubá), a Pedra Branca (Pedralva), o Pico dos Marins entre outras.

A subida na Pedra da Chita é bastante complicada. É preciso chegar no bairro de São Bernardo (próximo à Usina de São Bernardo) até uma fazenda onde se planta banana. Após passar pela última casa à esquerda do caminho, segue-se pela estrada até encontrar uma árvore grande à esquerda. Há uma bifurcação. Deve-se tomar o caminho da direita, atravessar uma ponte de madeira e subir por uma estrada à direita, atravessar o riacho e subir em direção ao bananal. No final da estrada no meio do bananal, deve-se subir pelo pasto em direção a algumas árvores muito altas. De lá em diante basta seguir por trilhas até atravessar um casa de madeira. Mais acima, há outra casa de madeira (bem pequena). Seguindo a trilha, é possível avistar o topo da Pedra da Boa Vista (à esquerda).

A trilha é bem demarcada até uma fonte de água. Daí em diante não há trilha bem definida. É preciso avançar sobre o mato (às vezes alto). O ideal é caminhar pela esquerda (parte de trás da Pedra) até atingir o topo.

Não é uma caminhada para quem não tem preparo físico. O esforço é muito grande e deve-se estar preparado para quase 3 horas de subida intensa. Mas o visual lá de cima compensa (como é possível visualizar pelas fotos abaixo).

Quase chegando no Topo
 Altitude registrada no GPS (1800 m)
 Visual das Montanhas de Minas Gerais
 Montanhas ao redor de Piranguçu
 Montanhas de Itajubá e Piranguçu e o alto do cruzeirinho
 Visual da Pedra do Baú (estado de São Paulo)
 Pedra da Chita bem atrás da Pedra da Boa Vista e as montanhas de Campos do Jordão

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Estradas que ligam Itajubá a Campos do Jordão pela Vila Maria

Nessas férias de Julho, fiz uma viagem a Campos do Jordão, passando pela Vila Maria (Piranguçu).
No trajeto da ida, para conhecer um novo caminho, resolvi passar pela estrada do bairro Centro (Piranguçu). Por esse caminho, as distâncias importantes ficam assim:
1) De Itajubá até a Represa da Vila Maria (Piranguçu) são 33 km. Há alguns trechos na subida da serra que estão complicados de subir por causa das pedras. Mas de forma geral, a estrada é muito boa.
2) Da Represa da Vila Maria até a entrada do Bairro Centro são 9 km. Dali até o Bairro Centro é apenas mais 1 km. As paisagens são lindas. Muita floresta de araucárias.
3) Da entrada do Bairro Centro até a Minalba já em Campos do Jordão são 10 km. Nesse trecho há alguns buracos na estrada, mas nada que atrapalhe a viagem.
Da Minalba até Campos do Jordão, a estrada é asfaltada. Portanto, por esse caminho são 34 km de terra (de Piranguçu até a Minalba).
4) Da Minalba até Campos do Jordão (Capivari) são 7 km.
Assim, o trajeto todo de Itajubá a Campos do Jordão pela Represa da Vila Maria e pelo Bairro Centro são somente 60 km, sendo quase a metade asfaltados (26 km).

Na volta, o trajeto percorrido foi um pouco diferente.
1) Saindo do Jaguaribe em Campos do Jordão na BR 383 em direção à Pedra do Baú, até a entrada para Piranguçu (sinalizada com uma placa) são 14 km de asfalto, em meio a uma mata fechada. Passa-se pela Vila Campista (10 km do Jaguaribe em Campos do Jordão).
2) Da entrada na estrada de terra em direção a Piranguçu, são 6 km até o bairro o Serrano e mais 2 km adiante, chega-se à divisa de São Paulo com Minas Gerais (São Bento do Sapucaí-Piranguçu).
3) A barragem de Vila Maria fica 3 km após a divisa de estados e a Igreja do bairro a apenas 1 km.
4) 2 km descendo a partir da barragem, chega-se à entrada da Fazenda Cachoeirinha e mais 2 km adiante na tubulação que desce da represa (Fazenda Nuvem Branca).
5) 6 km abaixo da tubulação, chega-se ao trevo que dá acesso à Usina de São Bernardo.
6) Até a cidade de Piranguçu são mais 3 km.
Portanto, de Campos do Jordão (Jaguaribe) até Piranguçu por esse caminho são apenas 38 km, sendo somente 24 km de terra. Muito triste saber que somente 24 km de asfalto poderiam fazer uma enorme diferença ao povo de Piranguçu, Itajubá e outras cidades e até hoje, nenhum político foi capaz de levar essa obra adiante.
7) De Piranguçu ao trevo do Jardim das Colinas (entroncamento com a BR 459) são 13 km de asfalto novo. Até o centro de Itajubá mais 5 km.

De forma resumida, pode-se dizer que as distâncias entre Itajubá e Campos do Jordão são:
Pela estrada do Bairro Centro = 60 km. Pela estrada da Vila Maria (lado direito da barragem) = 56 km.

Trevo do Bairro Centro
 Trevo da Minalba
 Visual da Minalba (subindo para Campos do Jordão)
 Divisa de estados
 Chegando na Vila Maria
 Serrano ainda no estado de São Paulo
 Quase na Vila Maria
 Lago da Vila Maria
 Trevo da Vila Maria
 Os dois caminhos para Campos do Jordão (o da esquerda é o caminho da ida, o da direita o da volta)
 Visual de Itajubá na descida da serra
 
 Visual da Pedra da Boa Vista (Piranguçu)
 Visual da Pedra da Chita (piranguçu)



quinta-feira, 7 de julho de 2016

Pedra Amarela (Junho de 2016)

Aqui seguem mais algumas fotos da Pedra Amarela no final de Junho de 2016 (25/06/16).








quarta-feira, 22 de junho de 2016

London is incredible!!!

Nesse post, pretendo apresentar a continuidade da minha viagem à Europa. Dessa vez, o foco é a Inglaterra, depois de ter conhecido a França (post anterior).

Dia 4: Canterbury 
No 4º dia da viagem à Europa, após atravessar o Canal da Mancha, chega-se ao porto de Dover e seus penhascos brancos (white cliffs of Dover). Foi preciso atrasar o relógio em uma hora (a França estava no horário de verão).

Após passar pelo porto, há uma subida em direção ao planalto da ilha britânica pela Dover Road (A2). Um susto, afinal, a mão de direção na Inglaterra é invertida. Muito estranho ver os veículos vindo pelo lado esquerdo. Pior é que mesmo após três dias em terras britânicas, ainda não tinha me acostumado.

Quarenta minutos depois de deixar o porto de Dover, chegamos a Canterbury. Uma cidade espetacular, com aproximadamente 50 mil habitantes, mas muito movimentada. Trata-se de uma cidade histórica no condado de Kent que já foi capital dos Celtas e dos Jutos. Cidade com atrativos turísticos como a muralha construída pelos romanos, a Catedral, universidades e o Canterbury Gardens, um jardim florido e tranquilo na beira do Rio Great Stour.

Os habitantes de Canterbury são muito receptivos. Foi nessa cidade acolhedora que fomos melhor recebidos em toda a viagem. Na lanchonete, no supermercado, no banco, nas barracas de souvenir e em todos os lugares visitados, as pessoas sempre nos receberam com educação e respeito. Parece mesmo uma cidade preparada para receber turistas.

Ao entrar na lanchonete para fazer uma refeição (fast food para não perder muito tempo), foi possível constatar porque a melhor música do mundo é a inglesa. Um presente dos céus! Tocava no sistema de som da lanchonete, sintonizado na rádio local, uma das minhas músicas prediletas: Shout - Tears for Fears. Foi só o começo. A Inglaterra vive a música em todos os lugares.

Nas ruas de Canterbury pode-se perceber o dia a dia da cidade com muitas crianças e adolescentes indo para a escola (com uniformes impecáveis). Todos muito bem vestidos para se proteger do clima ligeiramente frio da primavera inglesa (em torno de 15º C).

Não poderia deixar de registrar duas enormes diferenças em relação ao Brasil. Em primeiro lugar, a tranquilidade com que as pessoas andam nas ruas, sem medo de assalto ou quaisquer tipos de crimes. Aliás, registre-se, não me lembro de ter visto policiais nas ruas (nem na França, nem na Inglaterra). Os guias explicaram que o crime é muito raro e quando acontecem, têm punição severa (pensando nisso, a gente conclui que passou da hora de acabar com a impunidade no Brasil, não é mesmo?). Como escrito no post anterior, nada como andar sem medo pelas ruas (uma verdadeira sensação de liberdade, cantada por Paulo Ricardo do RPM, na linda música de Caetano - London, London). Outra diferença percebida em relação ao Brasil é a falta de burocracia (burrocracia brasileira). Precisei trocar uma nota de 50 Libras (que já estava fora de circulação na Inglaterra). A atendente da lanchonete me disse que poderia trocar em qualquer banco. Atravessei a rua e entrei em uma agência do Lloyds. Para começar, entrar em um banco sem guardas na porta e sem porta giratória, é surreal. O atendente foi gentil e trocou a nota antiga por uma nova, sem sequer me solicitar documentos e mesmo não sendo cliente do banco (mais uma vez, partem do princípio que todos são honestos e punem os fora da lei. Bem diferente do Brasil, não é?). Pra quê atrapalhar a vida de quem é correto, não é mesmo?

Infelizmente, já passava de 17h e era preciso seguir viagem em direção à Londres. O ônibus tomou a estrada rumo à capital inglesa e algumas horas depois, estávamos entrando na cidade. Impressionante como os ingleses souberam criar uma cidade gigantesca, preservando ao máximo a natureza. Parecia uma cidade no meio de uma floresta (que chamam de woods). As estradas são de um asfalto impecável, com 4 a 5 pistas em cada sentido (uma infraestrutura de dar inveja a qualquer brasileiro que trafega por estradas estatais e mal cuidadas por aqui).

Pouco tempo depois, chegávamos a Colliers Wood (em South Wimbledon), sul da capital inglesa, onde fica o Hotel Premier Inn. Pelas ruas já era possível avistar os ônibus vermelhos de dois andares, as casas e os estabelecimentos comerciais típicos da Inglaterra. Caía uma chuva fina e fria (também típica de Londres).

O Hotel Premier Inn nos surpreendeu. Muito confortável e com instalações modernas. O café do hotel era melhor que o do hotel da França, mas bem longe da variedade dos hotéis brasileiros. Alguns atendentes do hotel eram simpáticos (inclusive nos emprestaram adaptadores para conectar cabos de celulares e notebook). Outros nem tanto. Pelo cansaço do dia, pelo clima (garoa) e pelas distâncias em relação a pontos turísticos da capital inglesa, já não dava para fazer muita coisa a não ser descansar para aproveitar os dias seguintes. Antes, porém, resolvemos ir a um Supermercado bem próximo do hotel o M&S (Mark and Spencer).

Novamente nos surpreendemos com a praticidade e organização dos ingleses. Um supermercado imenso, com muita variedade (pena que não tivemos tempo de visitar supermercados na França). Lá pudemos encontrar vários produtos que por sua semelhança com os do Brasil, não correríamos risco de provar e não gostar (leite, iogurtes, queijos e pães). Mas o mais interessante foi comprar um pote com salada de frutas (algumas conhecidas como maçã, morango, uvas e outras como blueberries). O pote com a salada de frutas vem com uma colher descartável e com as frutas cortadas e na medida certa. Simples, prático, higiênico e funcional. Muito interessante também poder pagar sua compra em uma máquina de autoatendimento. Você mesmo passa os produtos pela leitora de código de barras, deposita as moedas ou notas e recebe o troco, sem espera, sem fila, sem estresse (seria bom que os brasileiros se dedicassem mais aos estudos e ao empreendedorismo. Os trabalhos repetitivos tendem a desaparecer, como foi possível perceber na Inglaterra).

Ah, estava me esquecendo de comentar sobre as moedas inglesas (pence). Elas confundem bastante, pois, não têm números como é comum em vários países. Elas têm cores, formatos e tamanhos diferentes e seu valor vem escrito em letras muito pequenas. Algumas vezes foi preciso pedir ajuda para entender...

Surpreendente também é a saída do supermercado (pelo menos foi assim nesse M&S de Colliers Wood e também em um outro supermercado em Canterbury). A saída é por dentro da loja. Ou seja, depois de pagar pelas compras, o cliente passa novamente pelas gôndolas antes de deixar o estabelecimento. Ninguém ousa, porém, levar produtos pelos quais não pagou. Ah, como eu gostaria que o Brasil fosse um pouco mais parecido com a Inglaterra, pelo menos nesse aspecto.

Dia 5: Londres é deslumbrante
Logo pela manhã, saímos para um city tour por Londres. Depois de enfrentar um trânsito pesado e lento (quase uma hora depois), chegamos ao centro de Londres. Primeiro fomos conhecer a famosa City. Trata-se do centro financeiro mais importante da Europa e talvez do mundo. A concentração de bancos e instituições financeiras na City leva uma multidão de executivos engravatados pelas ruas. Alguns chegam ao trabalho de bicicleta, outros de metrô e talvez apenas uma minoria de carro.

Atravessar o Rio Tâmisa pela London Bridge é muito interessante. Afinal, o visual da Tower Bridge ao longe e da Catedral de São Paulo é espetacular. Hora para uma pausa para muitas fotos.

O city tour continuou por points como Trafalgar Square, Piccadilly Circus e proximidades do Green Park e Hyde Park, além é claro do Big Ben e a Abadia de Westminster. O último ponto do city tour foi o Palácio de Buckingham. Eram 11 horas da manhã e iria acontecer a troca da guarda. O lugar estava lotado de gente de todos os lugares do mundo. Nesse momento deu para perceber o porquê da devoção dos britânicos pela família Real. Todos aqueles que gostam e estudam/trabalham com marketing precisam conhecer Londres. Em todo lugar, em qualquer situação, os ícones que lembram o Reino Unido estão à vista. Um show de marketing turístico. Impossível sair de Londres e não se lembrar da bandeira britânica, da cabine telefônica, dos cabs (táxis) ou do double decker red bus (ônibus duplo). Com certeza os britânicos já perceberam há muito tempo que tratar bem os turistas e valorizar os símbolos nacionais gera empregos e aumenta sua prosperidade.

Terminada a troca da guarda no Palácio de Buckingham, era chegada a hora de caminhar pelo centro de Londres. Não podia faltar uma visita e a foto próximo a estátua do Viscount Montgomery de Alamein (o general Montgomery da 2ª Guerra Mundial).

Uma paradinha para o lanche e o próximo ponto seria o passeio na London Eye. Que visual espetacular da cidade de Londres. Lá do alto tem-se uma visão ampla dos mais importantes pontos turísticos de Londres, sem contar a beleza do Rio Tâmisa. Londres nos presenteou com dias ensolarados e relativamente quentes (o padrão de Londres é dias frios, nublados ou com chuva). Com o sol, o visual do alto da London Eye ficou ainda mais bacana.

Atravessamos de volta a Ponte de Westminster e fizemos uma pausa para descanso no Whitehall Garden (an ideal place to sit awhile and enjoy the colourful spring flowers - lugar ideal para descansar e curtir as flores coloridas da primavera). Refeitos, partimos em direção à Trafalgar Square (não muito longe dali). Depois de algumas compras em lojas próximas à Trafalgar, nos surpreendemos com uma música (rock´n´roll, como convém à Londres) que vinha do outro lado da rua. Uma pequena multidão acompanhava alguns garotos (suponho entre dezoito e vinte e poucos anos) exibindo sua performance com bateria, guitarra e tudo o que têm direito. Muito bom! Tanto que foram aplaudidos entusiasticamente ao terminar a música.

Na Trafalgar Square havia centenas de pessoas conversando, fotografando ou simplesmente curtindo o ambiente londrino de sol meio tímido. Uma passadinha no National Gallery (entrada gratuita) e suas obras fantásticas e seguimos em direção à Piccadilly Circus. O Museu é fantástico, mas a experiência em Paris mostrava que com pouco tempo, talvez o contato com as pessoas valesse mais que ver as obras de arte do National Gallery.

Na Piccadilly Circus encontramos todo o grupo que fazia parte da excursão. Junto ao guia, o grupo decidiu ir a pé ao Soho (bairro boêmio de Londres). Preferimos continuar nas proximidades da Piccadilly, visitar lojas, tomar um café e curtir o coração londrino. Pouco depois de 18h, reencontramos o grupo e voltamos ao Hotel. Era hora de descansar e rever as centenas de fotos tiradas durante o dia.

Dia 5: Madame Tussauds, Tower Bridge e Abbey Road
Depois de vários dias de viagem, esse foi o primeiro dia em que acordamos um pouco mais tarde (por volta de 8h). Após o café, partimos em direção ao metrô, estação Colliers Wood (10 minutos a pé do hotel). Para utilizar o metrô por todo o dia pagamos em torno de 10 Libras por pessoa (um pouco mais que R$ 50).

O metrô de Londres é dividido em várias linhas. Colliers Wood fica na linha preta (Nothern Line). Para chegar à estação Baker Street (próxima ao Madame Tussauds) foi preciso trocar de linha (da preta para a marrom - Bakerloo Line) na estação Embankment. Quase 1 hora depois, chegamos a Baker Street. O museu é bem interessante, pois, há muitas réplicas de famosos em tamanho real. Lá estão os esportistas (Pelé estava lá), os cientistas (Einstein), os políticos (David Cameron e Obama), os atores, os cantores (Freddie Mercury) e grupos musicais (Beatles), além é claro da família real. Bem interessante, mas o ambiente escuro e fechado, me fez pensar nos parques que poderia estar visitando naquele momento.

De volta ao metrô e depois de trocar de linhas (apesar de muito bem servida de metrô, os pontos turísticos da cidade normalmente ficam em linhas diferentes), chegamos à estação Tower Hill. Hora de comer alguma coisa, pois já passava de 13h. Em seguida fomos à beira do Tâmisa ver a linda Tower Bridge. Apesar da possibilidade de fazer um passeio de barco, não havia tempo para isso. Depois de atravessar a Tower Bridge e tirar algumas fotos, voltamos ao metrô. A Sarah queria conhecer a famosa Abbey Road. Para chegar à estação St. John´s Wood tivemos que voltar todo o trajeto novamente (em direção ao norte) na Jubilee Line (linha cinza), que estava bem próximo de Baker Street.

Alguns quarteirões da estação St. John´s, chegamos à famosa Abbey Road, que estava lotada. Muitos fãs e curiosos tiravam fotos e atravessavam a famosa rua dos Beatles. Na volta, novamente de metrô, uma paradinha na também famosa estação King´s Cross (título da música do Pet Shop Boys) e fomos novamente à Piccadilly Circus. Mais compras no coração londrino e hora do café da tarde. Voltamos ao hotel para preparar para o último dia da viagem.

Dia 6: Big Ben, Westminster Abbey e Victoria Tower Gardens
O sábado seria o último dia da viagem. Acordamos logo cedo e novamente encaminhamos para a estação de metrô Colliers Wood para seguir rumo ao Big Ben. Precisávamos voltar àquele lugar mágico para mais fotos e curtir o restinho da nossa estada em Londres. Depois de fotos junto à estátua de Winston Churchill no Parliament Square Garden, seguimos em direção ao Victoria Tower Gardens um jardim muito limpo e tranquilo à beira do Rio Tâmisa, com o visual da Abadia de Westminster, o Big Ben e a London Eye, todos bastante próximos. Depois de algumas horas de tranquilidade nesse lugar fantástico, havia chegado a hora da volta. Novamente tomamos o metrô na Westminster station (Jubilee Line) e em Waterloo (uma estação depois), estávamos de volta à Nothern Line, indo em direção ao sul de Londres. Quarenta minutos depois já estávamos em Colliers Wood.
Depois de uma pausa para um almoço no KFC próximo ao hotel, estávamos de volta para fazer as malas e o check-out.

Algumas horas depois já estávamos no transfer de volta ao aeroporto de Heathrow. Gastamos quase uma hora até chegar ao aeroporto. Apesar de ser sábado à tarde, a distância era considerável e na parte final do trajeto havia um congestionamento (um carro com defeito foi suficiente para travar as pistas na proximidade do aeroporto). No trajeto até lá vimos parques, campos de golfe e atravessamos novamente o Tâmisa.

Algumas horas depois, estávamos à bordo do voo da British Airways de volta para São Paulo. Depois de quase 11 horas de voo, havia um misto de alegria por estar sobrevoando o Brasil, especialmente o Sul de Minas (4 horas da madrugada de domingo, dia 29/05/16), e ao mesmo tempo de tristeza por ter terminado essa viagem fantástica que vai deixar muitas saudades.

Não poderia deixar de registrar aqui meu agradecimento a Deus por ter cuidado de cada detalhe dessa viagem que significou uma experiência fantástica a todos nós. A você que teve paciência de ler todo esse longo post, um conselho. Não deixe de conhecer a Europa, especialmente a Inglaterra. Não é à toa que eles têm fama de um povo organizado, inteligente, educado e moderno. London is incredible!!!

Big Ben e a London Eye ao fundo

Abadia de Westminster

Palácio de Buckingham

London Eye

Piccadilly Circus

Tower Bridge

Whitehall Gardens

Canterbury Gardens

St. James Park