Visitantes

Eu amo montanhas

Eu amo montanhas
Montanhas...

Welcome to Vinicius Montgomery Blog

Você é sempre bem-vindo. Deixe seus comentários, críticas construtivas e sugestões. Volte sempre. Muito Obrigado.



You´re always welcome. Let your comments, positive critics and suggestions. Please come back soon. Thank you very much!

Pesquisar este blog

Isaías 9.6.

Um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da eternidade, Príncipe da Paz.
Mostrando postagens com marcador Sul de Minas Gerais.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sul de Minas Gerais.. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 2 de maio de 2017

Pico do Itaguaré

No feriado da sexta feira da paixão de Cristo resolvemos encarar a subida do Pico do Itaguaré. Saindo de Itajubá por volta de 5h30 da manhã, por volta de 7h estávamos no acampamento base do Itaguaré. O caminho seguido foi o de Delfim Moreira e Marmelópolis. Após passar por Marmelópolis seguimos por estrada de terra até um cruzamento. Hávia três caminhos possíveis. Um morador local nos orientou seguir pelo caminho do meio. Cruzamos uma ponte e viramos à direita (o caminho da esquerda após a ponte levaria à Pousada Maeda. Existe uma sinalização precária, mas após a Igreja do bairro é preciso virar a direita. 8 km após esse bairro se chega ao acampamento base (distante aproximadamente 70 km de Itajubá).

A caminhada rumo ao Itaguaré inclui a travessia de um ribeirão de águas cristalinas dentro de uma mata nativa bastante fechada. 25 minutos depois do início da caminhada, atravessamos o ribeirão pela terceira e última vez. Quem for subir o Itaguaré precisa aproveitar para abastecer de água nesse ponto. Um pouco mais de meia hora mata adentro (cerca de 1 hora de caminhada desde do acampamento base) chega-se a uma pedra enorme no meio do caminho. Uma pausa para o descanso e para observar como a natureza é preservada nesse lugar. Subimos por mais 1 hora por dentro da mata. A trilha em alguns pontos apresentava degraus elevados (como aqueles encontrados na mata que sobe para a Pedra Aguda de Itajubá). Após um pouco mais de 2 horas de caminhada mata adentro, chega-se a um paredão de Pedra. É preciso subir esse paredão pela sua direita se agarrando às fendas (subida pesada e relativamente perigosa). Depois de superado o paredão, chega-se a uma planície cheio de pedras e já com um visual incrível tanto do lado do Vale do Paraíba, quanto das montanhas de Minas Gerais. Apesar de encontrar muita neblina, foi possível ver a imponência da Serra Fina à esquerda.

Entre as duas montanhas de pedras que formam a base da formação rochosa do Itaguaré há lugar para acampamentos. Nesse momento, paramos para descansar após 2 horas e 40 minutos de subida. Precisamos esperar um certo tempo, pois, a neblina cobria completamente o cume do Itaguaré. Um grupo chegou para acampanhar e como a neblina tinha se reduzido, resolvemos ir ao ataque final. Mais 1 hora de subida por meio das pedras. Embora haja tótens de pedra que ajudam a marcar a trilha, por alguns momentos nos sentimos perdidos.

Finalmente, após 3h45 (descontando as paradas), chegamos ao topo do Itaguaré. O céu estava nublado, mas foi possível contemplar a beleza do lugar, parte do Vale do Paraíba e as montanhas mineiras que formam um mar de montanhas. Para acessar o livro do Itaguaré seria preciso passar pela pedra que serve de passarela em meio a um abismo inacreditável. Estávamos em 4, mas apenas o amigo Adalto resolveu se arriscar. Ele chegou até o livro. Eu e os outros dois do grupo ficamos ali na parte mais plana para alimentar e fotografar. Deu para perceber a enorme coragem daqueles que fazem a travessia Itaguaré-Marins. O pico dos Marins e Marinzinho ficavam bem ali, imponentes, mas o caminho pedregoso e acidentado parecia bem árduo para transpor.

Depois de mais de 1 hora de fotos e conversas com algumas pessoas que ali encontramos, resolvemos iniciar a descida. Já com as pernas cansadas e com muito pouca água, a descida parece ser bem pior que a subida. As 3h17 de descida até o acampamento base pareciam infinitas. Era preciso transpor o labirinto até o riacho da base do Itaguaré. Passado o riacho e a base onde se acampa, iniciamos a descida do paredão de pedra. A dificuldade era bem maior e o risco de queda iminente. Era preciso cuidado para não escorregar. Um acidente ali seria pra lá de complicado. A única forma de resgate parece ser o helicóptero.

Chegada a mata, a dificuldade continuava grande, afinal, seria preciso transpor os degraus da trilha em meio a mata. No caminho encontramos muitos outros aventureiros subindo a mata do Itaguaré. Exaustos e já completamente sem água, chegamos no riacho. Foi a chance de se refrescar e recompor as energias para o fim da trilha. Por volta de 4 horas da tarde, finalmente chegamos no acampamento base. Foi um alívio geral poder sentar, descansar um pouco e voltar para casa.

Essa grande aventura e o saborear das fotos gera uma sensação de conquista indescritível. O lugar é alto demais e a vista linda, mas o esforço é grande demais. Não é recomendado para quem está sem preparo físico. Não se deve deixar de levar bastante água e alguma coisa para comer. Não se pode descuidar do sol (é preciso protetor solar).

 Base do Itaguaré
 Adalto no topo do Itaguaré
 A face norte do Itaguaré
 A Serra Fina envolta nas nuvens
 O lado paulista da Serra
 A fenda para o abismo
 Marins à esquerda e Marinzinho à direita
 Os quatro aventureiros
Flor da montanha

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Pedra da Divisa (Pedra da Chita) e a divisa de Minas Gerais e São Paulo

No domingo, dia 17/07/16, eu e meu amigo Adalto Silva, conquistamos mais uma pedra no Sul de Minas Gerais. Dessa vez, alcançamos o topo da pedra ao lado da Pedra da Chita (ponto mais elevado do município de Piranguçu, com 1890 m de altitude). A pedra alcançada é bem de frente ao distrito de Luminosa (município de Brazópolis) e muito perto da Pedra da Chita. Também é próximo da Pedra da Boa Vista e do Pico dos Dias. Nos mapas topográficos do IBGE, a pedra alcançada não tem um nome específico. Ela está ao lado da Pedra da Chita (que é um pouco mais elevada e fica ao norte). Já que ela não tem um nome oficial, poderíamos chamá-la de Pedra da Luminosa (por estar acima do distrito de mesmo nome, apesar de um pouco distante), Pedra da Vila Maria (por ser acessada por essa localidade) ou ainda Pedra da Divisa (por marcar a divisa de estados MG e SP e também de municípios: Brazópolis, Piranguçu e São Bento do Sapucaí). Vou chamá-la de Pedra da Divisa por achar mais apropriado. Sua altitude é de 1850 m, o visual é espetacular (como pode ser percebido nas fotos abaixo), mas chegar até lá é bem difícil.

Para chegar até Pedra da Divisa (sem precisar atravessar propriedades privadas), é preciso seguir a estrada de Piranguçu à Campos do Jordão à direita da Represa de São Bernardo na Vila Maria. 2 km após passar a divisa de estados (MG/SP) - 5 km da barragem da represa - há a antiga estrada (abandonada) que liga a Vila Maria (Piranguçu) a Luminosa (Brazópolis). A entrada dessa estrada é marcada por um portão de ferro, amarelo. A estrada segue entre a mata de araucária montanha acima. Há algumas curvas à esquerda (embora a Pedra da Divisa fique à direita da estrada), subidas e algumas descidas. Não há atalhos. O correto é seguir pela estrada antiga. No meio da estrada, à direita, há uma pequena capela (com o sermão da montanha). Siga em frente. Há um portão vermelho e uma cerca. A estrada vai subir à direita e depois descer à esquerda, até chegar em uma bifurcação. Nessa bifurcação, a estrada que desce vai ao distrito de Luminosa. Siga à direita em uma estrada que sobe com inclinação mais forte e quase que totalmente coberta pelo mato. Lá no alto dessa estrada, há um lugar plano com duas árvores (Pinus Elliottii). Dali já é possível avistar a Pedra da Divisa. Siga à direita até uma região úmida e suba à esquerda. Após atingir um ponto mais elevado, há a trilha que leva até uma mata. Depois da mata começa a subida (ataque final) que culmina já quase no topo da Pedra da Divisa, bem em frente à Pedra da Chita.

Desde o portão amarelo até o topo da Pedra da Divisa são 5,62 km. O tempo gasto para percorrer todo esse trajeto sem longas paradas será de duas a três horas, dependendo do condicionamento físico de quem sobe (gastamos 1h55m). A descida é um pouco mais rápida (gastamos 1h33m). Do ponto de saída (portão amarelo) até o topo da Pedra da Divisa são 489 m de desnível. Comparando com a vizinha Pedra da Boa Vista, a subida é menos íngreme, porém, com uma distância percorrida muito maior.

Tabela comparativa
Pedra da Boa Vista 1800m (esquerda) e Pedra da Chita - 1890 m (direita)

 Pedra do Baú (São Bento do Sapucaí)

Luminosa entre as montanhas

Minas Gerais é demais...

 Pico dos Dias e Pedra da Boa Vista

 Zoom no distrito de Luminosa

 Visual do Pico dos Marins

Lago da Represa U.H.S. Bernardo (Vila Maria)

Topo da Pedra da Chita e as montanhas de Itajubá

Neblina e o topo da Pedra Aguda, chegando na represa da Vila Maria

Pedra da Divisa e Pedra da Chita à nordeste

Início da caminhada. Carros baixos não passam na estrada da Vila Maria para Luminosa. Recomendado deixar o carro próximo do portão amarelo.

Subida leve por entre a mata. Estrada estreita, mas bem demarcada. Observe uma cruz (Cruz do Mudo) à direita da estrada. Depois siga subindo.

 Atravesse um portão de ferro, vermelho. Há uma subida no meio da mata e depois uma descida à direita, até chegar em uma bifurcação. Suba à direita (subida um pouco mais forte em meio à mata)

Depois que sair da mata, há uma estrada pedregosa que sobe até chegar em um platô com duas árvores Pinus Elliotti. Depois há uma descida, passa por um lugar pantanosa e volta a subir. Tem uma mata e depois da mata, o ataque final escalando entre as pedras.

Finalmente chegamos ao topo da Pedra da Divisa. Observe a Pedra da Chita (mais alta) na direção nordeste. À esquerda da Pedra da Chita está a Pedra da Boa Vista e o Pico dos Dias.

sábado, 1 de agosto de 2015

Lua cheia em Itajubá

A lua cheia do final de Julho/2015 (Blue moon) está demais. Esse post é para compartilhar essa maravilha.






sábado, 23 de novembro de 2013