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Isaías 9.6.

Um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da eternidade, Príncipe da Paz.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2023

Os 4 pontos mais elevados de Itajubá, Sul de Minas Gerais

 Nesse post vamos compartilhar um pouca da experiência de quem já fez mais de 100 trilhas pelas montanhas do Sul de Minas. Vamos começar por Itajubá. Os quatro pontos mais elevados do município são, pela ordem:

1) Pedra de Santa Rita do Rio Manso (bairro Rio Manso ou Lourenço Velho): 1.910 m.

2) Pedra Amarela / Torre do Chico (bairro do Cantagalo): 1.750 m.

3) Pedra da Estância (bairro da Estância): 1.650 m.

4) Pedra Aguda (bairro da Anhumas): 1.570 m.

Pedra do Rio Manso


A Pedra do Rio Manso fica na divisa dos municípios de Itajubá e Delfim Moreira, sendo o ponto culminante do município de Itajubá, com 1.910 m. A Pedra pode ser acessada pelo bairro do Rio Manso, com um desnível de mais de 900 metros. Uma subida bastante puxada, que exige preparo físico e muito cuidado (há diversos pontos onde existe o risco de quedas, além de uma boa parte da trilha se fazer em meio à mata fechada). Em média são 3 horas de subida, a partir da primeira porteira após o riacho. Uma boa parte da caminhada é feita por uma estrada pouco conservada. Outra parte da caminhada é por meio de uma trilha íngrime no meio da mata (há risco de quedas, picadas de inseto, fisgadas de espinhos e arranhões). No topo da Pedra há dois mirantes. Um voltado para o noroeste (lado de Maria da Fé e do bairro Rio Manso) e outro para o sudoeste (lado de Itajubá). Do alto da Pedra é possível avistar a cidade de Itajubá, as pedras de Piranguçu (Pedra da Chita, Pedra da Boa Vista e Pedra da Divisa), Brazópolis (Pico dos Dias), Sapucaí-Mirim (Pedra Bonita/Campestre), São Bento do Sapucaí (Pedra do Baú) e Gonçalves/Cambuí (Pedra de São Domingos), além da Pedra Aguda (Itajubá), Pedrão e Pedra Branca (Pedralva), Pedra Riscada (Cristina), Marins e Marinzinho (Marmelópolis) e Itaguaré (Passa Quatro).

Uma alternativa para o acesso ao topo da Pedra do Rio Manso é a subida pelo bairro da Peroba. A subida se faz pela crista do maciço da Peroba (alto da Peroba) e depois pela mata quase intocada nos contrafortes da Pedra do Rio Manso. Como a mata entre o Maciço da Peroba e a Pedra do Rio Manso é muito densa e muito pouco explorada pelo homem, há muitos riscos (de se perder na mata, de ser picado por cobra e insetos). Na trilha há um trecho muito úmido, com árvores imensas caídas e apodrecidas pelo tempo. A única vantagem em relação à trilha tradicional é o menor desnível.

A sensação de superar tantos obstáculos na subida e sentir o vento gelado soprando lá no topo é única. Apesar da imensidão à sua frente, os sons da natureza e a distância da civilização tem um quê de solidão, quebrada é claro pelos companheiros de trilha, que sempre oferecem um café ou algo para comer, enquanto se esticam as pernas, afinal, a descida também não é fácil.

Pedra Amarela - Torre do Chico



A Pedra Amarela, também na divisa com Delfim Moreira, a 1.750 m, tem o mirante da Água Limpa (para o lado de Delfim) e o cume na Torre da Rádio Panorama FM (Torre do Chico). Dos pontos mais elevados do município de Itajubá, esse é o que apresenta menos obstáculos. Há uma estrada estreita e íngrime que sobe de baixo do bairro Cantagalo até o topo da Torre (não é possível subir com carro comum e com moto de baixa cilindrada). Há diversas porteiras no caminho e gado por todo lado. Toda a subida se faz em torno de 1h30. O visual da subida já é especial, com muitas araucárias e a Pedra da Estância de frente. Lá no Mirante, avista-se a Água Limpa, o Biguá, as montanhas de Delfim Moreira e Wenceslau, além das terras altas do Charco, a divisa com Campos do Jordão e a Pedra do Baú e as pedras de Piranguçu (ao sul). No sentido oposto está o Rio Claro e a ponta do Pico dos Marins. Do mirante da Torre do Chico avistam-se o Pedrão, a Pedra Branca e a Pedra Riscada, além da cidade de Itajubá e o vale do Sapucaí. A estrada na crista da montanha é muito arborizada e cheia de pássaros cantando.

Pedra da Estância


A Pedra da Estância no bairro de mesmo nome é a menos badalada das pedras de Itajubá, apesar da proximidade com a Cachoeira da Estância. Com 1.650 m de altitude, seu mirante fica abaixo do ponto mais elevado. A subida se faz por uma trilha que tem mata muito fechada e que não raramente se obstrui pela queda de galhos e árvores de espinho. O visual é muito bonito, especialmente nos dias de céu azul. De frente se avista as costas da Pedra Aguda à noroeste e a Pedra Amarela à nordeste. À leste ficam os picos do Marins e Marinzinho e ao norte o Pedrão e o Pico da Bandeira (Maria da Fé). A subida leva em torno de 1h40. Da Pedra da Estância não se avista a cidade de Itajubá, exceto pelo bairro Santa Rosa. Em compensação avista-se boa parte do vale do Sapucaí em direção à Piranguinho e Santa Rita do Sapucaí. A Pedra Vermelha fica pequena vista lá de cima e ao sul/sudoeste é possível ver as pedras de Piranguçu e o Pico dos Dias.

Pedra Aguda


A pedra mais badalada da cidade de Itajubá. Seus 1.570 m são vistos de praticamente de toda a cidade. Imponente ao lado do Pico do Galo, a Pedra Aguda tem o formato de uma pirâmide. Pode ser vista de alguns pontos de Campos do Jordão e da BR 459 a partir do bairro Pinhal Redondo. Ah, do Pico dos Marins é possível avistar a Pedra Aguda e da subida da Pedra Amarela, há um ponto em que a Pedra Aguda se alinha com o Pico dos Dias. Das montanhas de Maria da Fé é possível avistá-la brilhando no final da tarde e das pedras de Piranguçu, se destacando no amanhecer. Aliás, o Pôr do Sol e o cair da noite na Pedra Aguda é fenomenal. A subida até o topo se faz em 1h50 (desde a estrada do bairro Anhumas).

As quatro Pedras mais importantes do município de Itajubá permitem uma caminhada perfeita para os amantes do trekking e do hiking. Sempre é importante lembrar dos riscos dessas subidas (há perigos de queda, de picadas de insetos) e da necessidade de preparo físico, do uso de protetor solar e de se levar água para todo o percurso. Também não faz sentido deixar lixo ou fazer fogueiras nesses lugares tão especiais, que deveriam ser preservados para as gerações futuras. As fotos e vídeos desses lugares são um aperitivo para quem deseja se aventurar a subir e um refrigério para quem deseja apenas curtir esses lugares sensacionais.

Para ver alguns vídeos, acesse: https://www.youtube.com/channel/UCkKIFRHmgpmCZ7fSMu9fRQw


Pedra 

domingo, 15 de janeiro de 2023

Quem disse que Itajubá não tem lugar para diversão?

 Se você é itajubense ou convive com itajubenses, já deve ter ouvida a famosa frase: "Itajubá não tem nada para fazer", ou ainda: "a cidade x é muito melhor que Itajubá".

Em primeiro lugar, é importante colocar que não existe cidade perfeita. Umas são movimentadas e cheias de atrações, mas perigosas e até violentas (caso de muitas metrópoles brasileiras) ou com um trânsito estressante. Outras são calmas demais e parecem não ter atrativos, principalmente para a juventude.

Itajubá é uma cidade média (em torno de 100 mil habitantes) e, claro, tem seus pontos negativos: trânsito confuso, falta de um shopping center (inacreditável) e poucas opções de transporte público; mas certamente é uma cidade interessante: o parque municipal é um point imperdível.

Agora, se você gosta de aventura, contato com a natureza, aí sim, há muitas opções. Tem as elevadas montanhas e o visual deslumbrante: Pedra do Rio Manso (1.910 m de altitude, ponto mais elevado do município), Pedra Amarela (Torre da Panorama FM, 1.750 m), Pedra da Estância (1.640 m) e a Pedra Aguda (1.570 m). Tem o Mirante das Torres de TV. Há também as cachoeiras: cachoeira da Serra dos Toledos, do Poço Fundo, do Desfiladeiro, do Dique (na estrada da Serra dos Toledos), da Peroba, dos Pilões (após o bairro Rio Manso) e da Estância. Algumas dessas atrações são mostradas nas fotos a seguir. 

Alguns vídeos das montanhas de Itajubá e região podem ser vistos no canal do youtube: https://www.youtube.com/channel/UCkKIFRHmgpmCZ7fSMu9fRQw


Visual de Itajubá, a partir da Pedra Amarela
                                            
Cachoeira da Serra dos Toledos

Estrada da Peroba

Após o Por do Sol na subida da Peroba

Estrada rural da Capetinga em direção a São José do Alegre

Vista da Pedra Aguda, antes do sol nascer (a partir de Piranguçu).

Vista da Pedra Aguda e Pico do Galo (a partir do bairro da Ilha).

Montanhas de Itajubá na neblina (vista de Piranguçu).

Pedra do Rio Manso (ponto mais elevado do município).

Visual do Parque Municipal de Itajubá.

Pedra Vermelha (vista da Pedra Aguda).

Centro da cidade visto do Mirante das Torres de TV.

Visual da cidade de Itajubá, a partir do alto da Morada do Sol.

Visual da cidade de Itajubá, a partir da Pedra Amarela.

Pedra da Estância vista da subida da Pedra Amarela.

Vista parcial de Itajubá, vista do alto do Parque Municipal.

Sol antes de se por sobre as montanhas de Itajubá.

Sol nascendo na Pedra Amarela (vista da subida da Pedra da Estância).

Visual de Itajubá (vista da Pedra Aguda).

Pedra do Rio Manso (vista do bairro do Rio Manso).

Centro de Itajubá (vista da Pedra Aguda).

Mar de montanhas visto da Pedra Aguda.


domingo, 31 de julho de 2022

Pedra do Rio Manso e Mirante do Penhasco

 Esse post vem contar mostrar um pouco dos dados geográficos da Pedra de Santa Rita do Rio Manso (ou Pedra do Rio Manso). Trata-se do ponto mais elevado do município de Itajubá com 1.910 m de altitude, na divisa com o município de Delfim Moreira. Sua subida pode ser feita pelos bairros da Peroba, do Rio Manso e do Rio Claro (Delfim Moreira). A subida pela Peroba é de menor desnível, mas a trilha após Pico da Peroba (alto da Peroba) é em mata muito fechada e pouco definida (fácil de se perder).

A subida pelo bairro Rio Manso é a mais complicada, com mais de 900 m de desnível (desde o bairro) e mais de 4,5 km de subida. O visual é excelente. É possível avistar montanhas ao Sul (Itajubá, Piranguçu, Brazópolis, Sapucaí Mirim, São Bento do Sapucaí-SP), Leste e Norte, conforme mostram as fotos.

Na subida pela mata fechada, quase já no topo tem o Mirante do Penhasco: uma pedra que se equilibra entre a mata e as outras pedras, com visual fantástico e na beira do abismo. Depois de atingir o ponto mais alto, há uma leve descida em uma trilha de bambuzinho e chega-se ao Mirante Norte, com visual para as montanhas de Maria da Fé, Cristina, Dom Viçoso, Pico dos Marins. Ali é impressionante o penhasco do lado do Mirante. Na trilha, após a área de acampamento, tem o Mirante Sul. Este é mais amplo e tem a visão da cidade de Itajubá e as pedras na divisa de estado.



Visual da esquerda para a direita: Pedra Bonita (Gonçalves/Sapucaí Mirim), Pedra Aguda (Itajubá), Pico dos Dias (Brazópolis), Pico do Galo (Itajubá), Pico do Machadão (Paraisópolis) e Pedra de São Domingos (Cambuí).

Visual da esquerda para a direita: Pedra Amarela (Itajubá), Pedra do Baú (São Bento do Sapucaí), Pedra da Chita e Pedra da Boa Vista (Piranguçu), Pedra Bonita (Gonçalves/Sapucaí Mirim) e Pedra Aguda (Itajubá).


Mirante do Penhasco.


Visual norte, a partir do Mirante Sul.


Visual de Itajubá (Mirante Sul).


Visual da Pedra Branca (Mirante Sul).


Mirante do Penhasco.


Abismo visto do Mirante Norte.


Subida desde o bairro Rio Manso.


Vista da Pedra, a partir da subida. Mirante norte à esquerda e sul à direita.


sábado, 23 de julho de 2022

Cruzeiro da Boa Vista

 O Cruzeiro da Boa Vista se localiza a 1.675 m de altitude na Serra da Boa Vista. O Cruzeiro fica a 3,75 km do bairro da Usina em Piranguçu, com desnível de 630 metros.

O visual é deslumbrante. É possível avistar o Pico dos Marins, Marinzinho e Itaguaré. Também se avista a Serra da Pedra Branca, o Pedrão, a Pedra Aguda, a Pedra Amarela e a Pedra do Rio Manso, além das cidades de Itajubá e Piranguçu.


Cruzeiro da Boa Vista


Visual do Pico do Itaguaré, Marinzinho e Marins.


Tracking da subida (em verde o Cruzeiro).


Visual da Pedra Aguda, Pedra Amarela e Pedra do Rio Manso.

Pedra da Piedade, Pedrão e Pedra Branca.

segunda-feira, 23 de maio de 2022

De Itajubá a Virgínia por estradas de Terra

 Nesse post vou contar mais duas opções de estrada entre Itajubá e Virgínia. Na viagem de ida, pegamos o trecho de asfalto em direção a Maria da Fé. No trevo das Posses entramos aí. A partir do bairro das Posses, a estrada é de terra, mas de boa qualidade. Até mesmo na descida para Pintos Negreiros, a estrada é muito boa. São paisagens espetaculares de montanhas por todos os lados e na descida para Pintos Negreiros é possível avistar o vale do Rio Verde. De Itajubá a Pintos Negreiros foram 42 km. Mais 9 km e já estávamos em Dom Viçoso. Alguns trechos com pedras, mas a estrada ainda é boa.

Fomos informados que a estrada que liga Dom Viçoso a Virgínia teve uma ponte que caiu. Tivemos que ir até o bairro Bocaina (asfalto) e dali pegamos outra estrada de terra (com alguns trechos ruins) até a entrada de Virgínia. Foram mais 17 km do bairro Bocaina a Virgínia. No total 77 km entre Itajubá e Virgínia por esse trecho, com paisagens deslumbrantes.

Na volta, subimos pelo vale do Sertãozinho a partir do Hotel Fazenda Vale da Mantiqueira. A estrada estava supreendemente boa. Do hotel até o alto da serra foram 9 km de estrada muito boa, apesar de ser de terra. Estrada bem melhor que a outra opção a MG-350 (Virgínia-Marmelópolis). Depois de atingir o alto da serra, alguns quilômetros abaixo é possível chegar à Estrada Elevada, antes de descer pelo bairro Correias. Alguns quilômetros mais e chegamos ao trevo do Mogiano, já na beira do Rio Lourenço Velho, que aliás, é um espetáculo à parte. Talvez um dos rios mais lindos do Brasil, com suas múltiplas corredeiras em direção a Itajubá.

Depois de atravessada a ponte do Lourenço Velho, há a estrada da Barra (Delfim Moreira). A estrada é bem pior (cheia de pedras e buracos). A Barra é quase como uma pequena cidade. Ali há duas opções até Itajubá: pela estrada do Rio Claro ou pelo Rio Manso. Optamos pelo Rio Manso, já no município de Itajubá. O rio Lourenço Velho segue dando show ao lado da estrada, que é muito ruim (pedras e buracos). Da Barra até o Rio Manso são 9,5 km e do Rio Manso até o Ano Bom, quando se encontra o asfalto entre Maria da Fé e Itajubá são 8,5 km. Enfim do Hotel até Itajubá são apenas 53 km. A estrada não é boa em um longo trecho entre o Ano Bom e o trevo do Mogiano-Correiras, mas as paisagens são espetaculares. Confira algumas imagens.


Subindo a Serra
Visual da Pedra do Rio Manso - Mata de cima (Maria da Fé)
Visual do Itaguaré, Marinzinho e Marins, antes de começar a descer para Pintos Negreiros.
Visual da Serra de Pintos Negreiros da Estrada Elevada.
Trecho da Estrada Elevada.
Trevo do Campo Feio.
Cachoeira da Barra.
Visual de Virgínia.
Estrada Elevada.
Casarão antigo do outro lado do rio no Rio Manso.
Visual da Pedra do Rio Manso (Correias).