TSE retira comentário do Arnaldo Jabor do Site da CBN
Leia o comentário de Dora Kramer, Estadão de Domingo:
'A decisão do TSE que determinou a retirada do comentário de Arnaldo
Jabor do site da CBN, a pedido do presidente 'Lula' até pode ter
amparo na legislação eleitoral, mas fere o preceito constitucional da
liberdade de imprensa.
O que foi que nos aconteceu?
No Brasil, estamos diante de acontecimentos inexplicáveis, ou melhor,
'explicáveis' demais.
Toda a verdade já foi descoberta, todos os crimes provados, todas as
mentiras percebidas.
Tudo já aconteceu e nada acontece. Os culpados estão catalogados,
fichados, e nada rola.
A verdade está na cara, mas a verdade não se impõe. Isto é uma
situação inédita na História brasileira!!!!!!!
Claro que a mentira sempre foi a base do sistema político, infiltrada
no labirinto das oligarquias, mas nunca a verdade foi tão límpida à
nossa frente e, no entanto, tão inútil, impotente, desfigurada!!!!!!!!
Os fatos reais: com a eleição de Lula, uma quadrilha se enfiou no
governo e desviou bilhões de dinheiro público para tomar o Estado e
ficar no poder 20 anos!!!!
Os culpados são todos conhecidos, tudo está decifrado, os cheques
assinados, as contas no estrangeiro, os tapes, as provas irrefutáveis,
mas o governo psicopata de Lula nega e ignora tudo !!!!!
Questionado ou flagrado, o psicopata não se responsabiliza por suas
ações. Sempre se acha inocente ou vítima do mundo, do qual tem de se
vingar. O outro não existe para ele e não sente nem remorso nem
vergonha do que faz !!!!!
Mente compulsivamente, acreditando na própria mentira, para conseguir
poder. Este governo é psicopata!!! Seus membros riem da verdade,
viram-lhe as costas, passam-lhe a mão nas nádegas. A verdade se
encolhe, humilhada, num canto. E o pior é que o Lula, amparado em sua
imagem de 'povo', consegue transformar a Razão em vilã, as provas
contra ele em acusações 'falsas', sua condição de cúmplice e
Comandante em 'vítima'!!!!!
E a população ignorante engole tudo... Como é possível isso?
Simples: o Judiciário paralítico entoca todos os crimes na Fortaleza
da lentidão e da impunidade. Só daqui a dois anos serão julgados os
indiciados - nos comunica o STF.
Os delitos são esquecidos, empacotados, prescrevem. A Lei protege os
crimes e regulamenta a própria desmoralização Jornalistas e formadores
de opinião sentem-se inúteis, pois a indignação ficou supérflua. O que
dizemos não se escreve, o que escrevemos não se finca, tudo quebra
diante do poder da mentira desse governo.
Sei que este é um artigo óbvio, repetitivo, inútil, mas tem de ser escrito...
Está havendo uma desmoralização do pensamento.
Deprimo-me:
Denunciar para quê, se indignar com quê? Fazer o quê?'
A existência dessa estirpe de mentirosos está dissolvendo a nossa
língua. Este neocinismo está a desmoralizar as palavras, os
raciocínios. A língua portuguesa, os textos nos jornais, nos blogs, na
TV, rádio, tudo fica ridículo diante da ditadura do lulo-petismo.
A cada cassado perdoado, a cada negação do óbvio, a cada testemunha,
muda, aumenta a sensação de que as idéias não correspondem mais Aos
fatos!!!!!
Pior: que os fatos não são nada - só valem as versões, as manipulações.
No último ano, tivemos um único momento de verdade, louca, operística,
grotesca, mas maravilhosa, quando o Roberto Jefferson abriu a cortina
do país e deixou-nos ver os intestinos de nossa política.
Depois surgiram dois grandes documentos históricos: o relatório da CPI
dos Correios e o parecer do procurador-geral da república. São
verdades cristalinas, com sol a Pino.
E, no entanto, chegam a ter um sabor quase de 'gafe'.
Lulo-Petistas clamam: 'Como é que a Procuradoria Geral, nomeada pelo
Lula, tem o desplante de ser tão clara! Como que o Osmar Serraglio
pode ser tão explícito, e como o Delcídio Amaral não mentiu em nome do
PT ? Como ousaram ser honestos?'
Sempre que a verdade eclode, reagem.
Quando um juiz condena rápido, é chamado de exibicionista'. Quando
apareceu aquela grana toda no Maranhão (lembram, filhinhos?), a
família Sarney reagiu ofendida com a falta de 'finesse' do governo de
FH, que não teve a delicadeza de avisar que a polícia estava
chegando...
Mas agora é diferente.
As palavras estão sendo esvaziadas de sentido. Assim como o stalinismo
apagava fotos, reescrevia textos para contestar seus crimes, o governo
do Lula está criando uma língua nova, uma neo-língua empobrecedora da
ciência política, uma língua esquemática, dualista, maniqueísta, nos
preparando para o futuro político simplista que está se consolidando
no horizonte.
Toda a complexidade rica do país será transformada em uma massa de
palavras de ordem , de preconceitos ideológicos movidos a dualismos e
oposições, como tendem a fazer o Populismo e o simplismo.
Lula será eleito por uma oposição mecânica entre ricos e pobres,
dividindo o país em 'a favor' do povo e 'contra', recauchutando
significados que não dão mais conta da circularidade do mundo atual.
Teremos o 'sim' e o 'não', teremos a depressão da razão de um lado e a
psicopatia política de outro, teremos a volta da oposição Mundo x
Brasil, nacional x internacional e um voluntarismo que legitima o
governo de um Lula 2 e um Garotinho depois.
Alguns otimistas dizem: 'Não... este maremoto de mentiras nos dará uma
fome de Verdades'!
Essa página é um espaço para que eu possa divulgar o meu trabalho, minhas opiniões sobre diversos assuntos (principalmente economia e política) e as belezas do Sul de Minas, com suas montanhas e cachoeiras. O significado do nome Montgomery é "além da montanha" e de Miranda é "digno de admiração". Não deve ser coincidência, portanto, que eu goste tanto de subir montanhas e admirar o horizonte.
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Isaías 9.6.
Um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da eternidade, Príncipe da Paz.
domingo, 19 de setembro de 2010
domingo, 12 de setembro de 2010
Artigo do presidente Fernando Henrique no Estadão
Fernando Henrique vai direto ao ponto em outro artigo antológico:
‘Democracia é o governo das leis, e não das pessoas’
Neste domingo, a inteligência e a dignidade do ex-presidente Fernando
Henrique Cardoso iluminaram a edição dominical do Estadão. Leiam o que
escreveu o chefe de governo que tivemos. Ouçam o que anda dizendo o
chefe de governo que temos. Imaginem o que serão quatro anos com Dilma
Rousseff ouvindo ordens de Lula e ideias sopradas por dirceus,
paloccis, collors e sarneys. Pensem no Brasil. E lutem. Como ensina
FHC, eleição se ganha no dia.
Bom domingo. E boa leitura:
Vivemos uma fase de democracia virtual. Não no sentido da utilização
dos meios eletrônicos e da web como sucedâneos dos processos diretos,
mas no sentido que atribui à palavra “virtual” o dicionário do
Aurélio: algo que existe como faculdade, porém sem exercício ou efeito
atual. Faz tempo que eu insisto: o edifício da democracia, e mesmo o
de muitas instituições econômicas e sociais, está feito no Brasil. A
arquitetura é bela, mas quando alguém bate à porta a monumentalidade
das formas institucionais se desfaz num eco que indica estar a casa
vazia por dentro.
Ainda agora a devassa da privacidade fiscal de tucanos e de outras
pessoas mais mostra a vacuidade das leis diante da prática cotidiana.
Com a maior desfaçatez do mundo, altos funcionários, tentando elidir a
questão política – como se estivessem tratando com um povo de parvos
-, proclamam que “não foi nada, não; apenas um balcão de venda de
dados…” E fica o dito pelo não dito, com a mídia denunciando, os
interessados protestando e buscando socorro no Judiciário, até que o
tempo passe e nada aconteça.
Não tem sido assim com tudo mais? O que aconteceu com o “dossiê”
contra mim e minha mulher feito na Casa Civil da Presidência da
República, misturando dados para fazer crer que também nós nos
fartávamos em usar recursos públicos para fins privados? E os gastos
da atual Presidência não se transformaram em “secretos” em nome da
segurança nacional? E o que aconteceu de prático? Nada. Estamos todos
felizes no embalo de uma sensação de bonança que deriva de uma boa
conjuntura econômica e da solidez das reformas do governo anterior.
No momento do exercício máximo da soberania popular, o desrespeito
ocorre sob a batuta presidencial. Nas democracias é lógico e saudável
que os presidentes e altos dirigentes eleitos tomem partido e se
manifestem em eleições. Mas é escandalosa a reiteração diária de
posturas político-partidárias, dando ao povo a impressão de que o
chefe da Nação é chefe de uma facção em guerra para arrasar as outras
correntes políticas. Há um abismo entre o legítimo apoio aos
partidários e o abuso da utilização do prestígio do presidente, que,
além de pessoal, é também institucional, na pugna política diária.
Chama a atenção que nenhum procurador da República – nem mesmo
candidatos ou partidos – haja pedido o cancelamento das candidaturas
beneficiadas, se não para obtê-lo, ao menos para refrear o abuso. Por
que não se faz? Porque pouco a pouco nos estamos acostumando a que é
assim mesmo.
Na marcha em que vamos, na hipótese de vitória governista – que ainda
dá para evitar – incorremos no risco futuro de vivermos uma simulação
política ao estilo do Partido Revolucionário Institucional (PRI)
mexicano – se o PT conseguir a proeza de ser “hegemônico” – ou do
peronismo, se, mais do que a força de um partido, preponderar a figura
do líder. Dadas as características da cultura política brasileira, de
leniência com a transgressão e criatividade para simular, o jogo
pluripartidário pode ser mantido na aparência, enquanto na essência se
venha a ter um partido para valer e outro(s) para sempre se opor, como
durante o autoritarismo militar.
Pior ainda, com a massificação da propaganda oficial e o caudilhismo
renascente, poderá até haver a anuência do povo e a cumplicidade das
elites para com essa forma de democracia quase plebiscitária.
Aceitação pelas massas na medida em que se beneficiem das políticas
econômico-sociais, e das elites porque estas sabem que nesse tipo de
regime o que vale mesmo é uma boa ligação com quem manda. O “dirigismo
à brasileira”, mesmo na economia, não é tão mau assim para os amigos
do rei ou da rainha.
É isto que está em jogo nas eleições de outubro: que forma de
democracia teremos, oca por dentro ou plena de conteúdo. Tudo o mais
pesará menos. Pode ter havido erros de marketing nas campanhas
oposicionistas, assim como é certo que a oposição se opôs menos do que
devia à usurpação de seus próprios feitos pelos atuais ocupantes do
poder. Esperneou menos diante dos pequenos assassinatos das
instituições que vêm sendo perpetrados há muito tempo, como no caso
das quebras reiteradas de sigilo. Ainda assim, é preciso tentar
impedir que os recursos financeiros, políticos e simbólicos reunidos
no Grupão do Poder em formação tenham força para destruir não apenas
candidaturas, mas um estilo de atuação política que repudia o
personalismo como fundamento da legitimidade do poder e tem a
convicção de que a democracia é o governo das leis, e não das pessoas.
Estamos no século 21, mas há valores e práticas propostos no século 18
que se foram transformando em prática política e que devem ser
resguardados, embora se mostrem insuficientes para motivar as pessoas.
É preciso aumentar a inclusão e ampliar a participação. É positivo se
valer de meios eletrônicos para tomar decisões e validar caminhos. É
inaceitável, porém, a absorção de tudo isso pela “vontade geral”
encapsulada na figura do líder. Isso é qualquer coisa, menos
democracia. Se o fosse, não haveria por que criticar Mussolini em seus
tempos de glória, ou o Getúlio do Estado Novo (que, diga-se, não
exerceu propriamente o personalismo como fator de dominação), e assim
por diante. É disso que se trata no Brasil de hoje: estamos decidindo
se queremos correr o risco de um retrocesso democrático em nome do
personalismo paternal (e, amanhã, quem sabe, maternal). Por mais
restrições que alguém possa ter ao encaminhamento das campanhas ou
mesmo as características pessoais de um ou outro candidato, uma coisa
é certa: o governismo tal como está posto representa um passo atrás no
caminho da institucionalização democrática. Há tempo ainda para
derrotá-lo. Eleição se ganha no dia.
‘Democracia é o governo das leis, e não das pessoas’
Neste domingo, a inteligência e a dignidade do ex-presidente Fernando
Henrique Cardoso iluminaram a edição dominical do Estadão. Leiam o que
escreveu o chefe de governo que tivemos. Ouçam o que anda dizendo o
chefe de governo que temos. Imaginem o que serão quatro anos com Dilma
Rousseff ouvindo ordens de Lula e ideias sopradas por dirceus,
paloccis, collors e sarneys. Pensem no Brasil. E lutem. Como ensina
FHC, eleição se ganha no dia.
Bom domingo. E boa leitura:
Vivemos uma fase de democracia virtual. Não no sentido da utilização
dos meios eletrônicos e da web como sucedâneos dos processos diretos,
mas no sentido que atribui à palavra “virtual” o dicionário do
Aurélio: algo que existe como faculdade, porém sem exercício ou efeito
atual. Faz tempo que eu insisto: o edifício da democracia, e mesmo o
de muitas instituições econômicas e sociais, está feito no Brasil. A
arquitetura é bela, mas quando alguém bate à porta a monumentalidade
das formas institucionais se desfaz num eco que indica estar a casa
vazia por dentro.
Ainda agora a devassa da privacidade fiscal de tucanos e de outras
pessoas mais mostra a vacuidade das leis diante da prática cotidiana.
Com a maior desfaçatez do mundo, altos funcionários, tentando elidir a
questão política – como se estivessem tratando com um povo de parvos
-, proclamam que “não foi nada, não; apenas um balcão de venda de
dados…” E fica o dito pelo não dito, com a mídia denunciando, os
interessados protestando e buscando socorro no Judiciário, até que o
tempo passe e nada aconteça.
Não tem sido assim com tudo mais? O que aconteceu com o “dossiê”
contra mim e minha mulher feito na Casa Civil da Presidência da
República, misturando dados para fazer crer que também nós nos
fartávamos em usar recursos públicos para fins privados? E os gastos
da atual Presidência não se transformaram em “secretos” em nome da
segurança nacional? E o que aconteceu de prático? Nada. Estamos todos
felizes no embalo de uma sensação de bonança que deriva de uma boa
conjuntura econômica e da solidez das reformas do governo anterior.
No momento do exercício máximo da soberania popular, o desrespeito
ocorre sob a batuta presidencial. Nas democracias é lógico e saudável
que os presidentes e altos dirigentes eleitos tomem partido e se
manifestem em eleições. Mas é escandalosa a reiteração diária de
posturas político-partidárias, dando ao povo a impressão de que o
chefe da Nação é chefe de uma facção em guerra para arrasar as outras
correntes políticas. Há um abismo entre o legítimo apoio aos
partidários e o abuso da utilização do prestígio do presidente, que,
além de pessoal, é também institucional, na pugna política diária.
Chama a atenção que nenhum procurador da República – nem mesmo
candidatos ou partidos – haja pedido o cancelamento das candidaturas
beneficiadas, se não para obtê-lo, ao menos para refrear o abuso. Por
que não se faz? Porque pouco a pouco nos estamos acostumando a que é
assim mesmo.
Na marcha em que vamos, na hipótese de vitória governista – que ainda
dá para evitar – incorremos no risco futuro de vivermos uma simulação
política ao estilo do Partido Revolucionário Institucional (PRI)
mexicano – se o PT conseguir a proeza de ser “hegemônico” – ou do
peronismo, se, mais do que a força de um partido, preponderar a figura
do líder. Dadas as características da cultura política brasileira, de
leniência com a transgressão e criatividade para simular, o jogo
pluripartidário pode ser mantido na aparência, enquanto na essência se
venha a ter um partido para valer e outro(s) para sempre se opor, como
durante o autoritarismo militar.
Pior ainda, com a massificação da propaganda oficial e o caudilhismo
renascente, poderá até haver a anuência do povo e a cumplicidade das
elites para com essa forma de democracia quase plebiscitária.
Aceitação pelas massas na medida em que se beneficiem das políticas
econômico-sociais, e das elites porque estas sabem que nesse tipo de
regime o que vale mesmo é uma boa ligação com quem manda. O “dirigismo
à brasileira”, mesmo na economia, não é tão mau assim para os amigos
do rei ou da rainha.
É isto que está em jogo nas eleições de outubro: que forma de
democracia teremos, oca por dentro ou plena de conteúdo. Tudo o mais
pesará menos. Pode ter havido erros de marketing nas campanhas
oposicionistas, assim como é certo que a oposição se opôs menos do que
devia à usurpação de seus próprios feitos pelos atuais ocupantes do
poder. Esperneou menos diante dos pequenos assassinatos das
instituições que vêm sendo perpetrados há muito tempo, como no caso
das quebras reiteradas de sigilo. Ainda assim, é preciso tentar
impedir que os recursos financeiros, políticos e simbólicos reunidos
no Grupão do Poder em formação tenham força para destruir não apenas
candidaturas, mas um estilo de atuação política que repudia o
personalismo como fundamento da legitimidade do poder e tem a
convicção de que a democracia é o governo das leis, e não das pessoas.
Estamos no século 21, mas há valores e práticas propostos no século 18
que se foram transformando em prática política e que devem ser
resguardados, embora se mostrem insuficientes para motivar as pessoas.
É preciso aumentar a inclusão e ampliar a participação. É positivo se
valer de meios eletrônicos para tomar decisões e validar caminhos. É
inaceitável, porém, a absorção de tudo isso pela “vontade geral”
encapsulada na figura do líder. Isso é qualquer coisa, menos
democracia. Se o fosse, não haveria por que criticar Mussolini em seus
tempos de glória, ou o Getúlio do Estado Novo (que, diga-se, não
exerceu propriamente o personalismo como fator de dominação), e assim
por diante. É disso que se trata no Brasil de hoje: estamos decidindo
se queremos correr o risco de um retrocesso democrático em nome do
personalismo paternal (e, amanhã, quem sabe, maternal). Por mais
restrições que alguém possa ter ao encaminhamento das campanhas ou
mesmo as características pessoais de um ou outro candidato, uma coisa
é certa: o governismo tal como está posto representa um passo atrás no
caminho da institucionalização democrática. Há tempo ainda para
derrotá-lo. Eleição se ganha no dia.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
PT partido da Mentira
Mais uma mentira do PT foi desmascarada hoje. Quando é que o Brasil vai acordar desse pesadelo? É por que o povo é muito MANSO mesmo, senão...
O povo brasileiro parece mulher de malandro...
Vamos à lista de mentiras:
1) Mensalão: "Lula: não sei de nada".
2) Dança no plenário pela absolvição dos mensaleiros.
3) Dossiê contra Serra em 2006.
4) Diversas tentativas de censura à imprensa.
5) Dinheiro na cueca de diversos integrantes do partido.
6) Ligação com as FARC-narcotraficantes.
7) Dilma tenta livrar a barra de Sarney e somem com o video que comprova.
8) PT quebra sigilo do caseiro Francenildo.
9) PT apóia as barbaridades de Chavez, Fidel e do Irã.
10) PT quebra o sigilo de integrantes do PSDB.
Cadê a JUSTIÇA desse país?
O povo brasileiro parece mulher de malandro...
Vamos à lista de mentiras:
1) Mensalão: "Lula: não sei de nada".
2) Dança no plenário pela absolvição dos mensaleiros.
3) Dossiê contra Serra em 2006.
4) Diversas tentativas de censura à imprensa.
5) Dinheiro na cueca de diversos integrantes do partido.
6) Ligação com as FARC-narcotraficantes.
7) Dilma tenta livrar a barra de Sarney e somem com o video que comprova.
8) PT quebra sigilo do caseiro Francenildo.
9) PT apóia as barbaridades de Chavez, Fidel e do Irã.
10) PT quebra o sigilo de integrantes do PSDB.
Cadê a JUSTIÇA desse país?
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Entrevista de Hausmann na Folha de SP de 30/08/2010
ENTREVISTA RICARDO HAUSMANN
Sucessor não terá a mesma sorte de Lula, diz economista
PROFESSOR DE HARVARD DIZ QUE, APESAR DO CAPITAL POLÍTICO, LULA NÃO FOI CAPAZ DE FAZER REFORMAS SIGNIFICATIVAS COMO AS DE FHC
Scott Eells - 28.jan.09/Bloomberg News
Ricardo Hausmann, diretor do Centro para Desenvolvimento Internacional da Universidade Harvard
ÉRICA FRAGA
DE SÃO PAULO
"A grande sorte do presidente Lula foi ter tido um ótimo antecessor. Mas o próximo presidente do Brasil não terá a mesma sorte."
Com esse comentário, em entrevista à Folha, o economista Ricardo Hausmann, diretor do Centro para o Desenvolvimento Internacional da Universidade Harvard e um dos mais respeitados especialistas em teoria do desenvolvimento econômico, encerrou uma série de críticas ao governo Lula.
Em 2008, ele escreveu o estudo "In search of the chains that hold Brazil back" ("Em busca das correntes que freiam o Brasil"), afirmando que a política de expansão fiscal dos anos recentes, alavancada pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico), é insustentável.
E, segundo ele, pode ter o mesmo efeito "desastroso" para a economia que a política externa de Lula teve para a diplomacia.
FOLHA - Houve avanços desde que o sr. escreveu sobre as barreiras ao crescimento no Brasil em 2008?
RICARDO HAUSMANN - Talvez você se lembre que [no estudo] eu era otimista sobre muitos aspectos estruturais do Brasil. O Brasil tem um setor privado muito forte, tem muito potencial de crescimento do investimento em muitas áreas promissoras.
Mas, nos anos de boom antes da crise de 2008, o Brasil era um dos países que cresciam às menores taxas na América Latina.
Minha avaliação era a de que isso se devia a uma taxa baixa de poupança doméstica, que exigia taxas de juros ridiculamente altas para evitar que a economia tivesse um aquecimento excessivo.
Aí veio a crise e o governo respondeu com políticas anticíclicas. Aumentou significativamente a oferta de crédito via BNDES e Banco do Brasil em um momento em que havia uma parada cardíaca financeira.
Diria que, de forma geral, a crise foi bem administrada. Mas o principal problema com muitos países, e o Brasil é um exemplo, é que, quando as coisas começam a parecer bem, eles se tornam arrogantes. Passam a acreditar num mundo de fantasia.
O que o sr. quer dizer com mundo de fantasia?
Só porque o Brasil teve por um trimestre uma taxa de crescimento acima de 7%, o Brasil agora é a nova China e o Lula é um gênio das finanças, e todos os problemas anteriores não existem mais porque o Brasil é um país diferente.
Há toda uma narrativa que tem sido criada por conta de alguns bons trimestres no Brasil que pode levar a políticas macroeconômicas muito inconvenientes. Essa narrativa é particularmente conveniente na época de eleições.
A primeira coisa que já está acontecendo é que a Selic [taxa de juros básica da economia] está subindo. Se você quisesse que a Selic aumentasse menos, a ideia seria compensar com políticas fiscais e de empréstimo pelo setor público mais estritas.
Porque, de certa forma, o Brasil é um país esquizofrênico. Você tem uma política fiscal em que o BNDES tem o pé no acelerador e o Banco Central tem o pé no freio.
Essas combinações são particularmente perigosas porque deixam a Selic muito alta em um período em que as taxas de juros globais estão muito baixas.
Isso leva os investidores a pegar dinheiro emprestado em dólares, em ienes ou em euros para colocar dinheiro no Brasil, o que gera uma forte apreciação da taxa de juros e a possibilidade de desindustrialização.
Alguns defensores da atuação recente do BNDES citam países da Ásia que atingiram altas taxas de crescimento sustentado por meio de políticas industriais. O que o sr. acha desse paralelo?
Não tenho problemas com políticas que complementam o setor financeiro, viabilizando a disponibilidade de crédito para investimentos em áreas difíceis da economia.
Não sou, de forma alguma, crítico em relação à contribuição potencial do BNDES para o desenvolvimento do país. Mas é uma organização que foi desenvolvida na época da inflação alta para proteger a economia das taxas de juros reais muito altas.
A inflação não é mais um problema no Brasil.
Seria possível que o BNDES mantivesse o foco de sua política em empréstimos para investimentos municipais, investimentos de longo prazo, apoiando pequenas e médias empresas, mas a uma taxa de juros que refletisse a Selic e não a uma taxa de juros que é muito inferior à Selic, que cria a distorção de gerar demanda excessiva pelos fundos que o BNDES tem de gerenciar.
O sr. vê o crescente deficit em conta-corrente do Brasil, em tempos recentes, como um problema?
A deterioração do deficit em conta-corrente indica que a expansão do gasto no Brasil é mais rápida do que a expansão da produção.
O efeito disso é apreciar a taxa de câmbio, desestimulando as atividades exportadoras, para liberar recursos produtivos para atender a esse boom temporário do consumo. Todas as indicações são de que as condições fiscais e a política financeira do setor público são excessivamente expansionistas. Isso vai causar prejuízo para as perspectivas de crescimento de longo prazo do Brasil.
A economia brasileira ainda é bastante fechada ao comércio exterior. Isso limita o crescimento de longo prazo?
Acho que o Brasil tem os produtos com os quais poderia ter uma presença muito maior no comércio internacional. Vocês são gigantes em agricultura, em mineração. Têm uma presença marcante na produção de aeronaves. Há uma atividade industrial vasta que poderia gerar uma presença muito maior. Mas a administração macro no Brasil tem sempre conspirado contra o potencial de longo prazo.
E isso continua acontecendo?
Na minha opinião, está piorando. Quando o Lula foi eleito, em 2002, houve uma crise econômica e ele foi muito cuidadoso ao dar confiança ao setor privado.
Agora, eles começaram a pensar que sabem mais e estão menos dispostos a serem cuidadosos. Estão se tornando mais ideológicos.
Do ponto de vista econômico, as políticas são insustentáveis como as adotadas na diplomacia.
Agora que o Brasil é grande, pode ir para a cama com o Ahmadinejad [Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã] no Irã ou hospedar o Zelaya [Manuel Zelaya, ex-presidente de Honduras deposto em junho de 2009] na sua embaixada em Honduras etc.
É uma atitude de que agora o país é independente, um poder diferente, e, portanto, pode confrontar o senso comum. Esse tipo de arrogância na política externa tem sido desastrosa.
E esse tipo de arrogância tem o perigo de ser igualmente desastrosa para a administração macroeconômica.
As pesquisas de intenção de voto mostram grandes chances de vitória da candidata do presidente Lula. O sr. acha que isso levará a uma continuação dessas políticas que o sr. critica?
Todo mundo sabe que o presidente Lula tem sido superpopular e ele construiu um capital político enorme. Mas esse capital político enorme não se traduziu em nenhuma reforma significativa durante seu segundo mandato [2007-2010].
Ele não tem nada a mostrar em termos de ter resolvido problemas antigos relacionados à baixa taxa de poupança, ao sistema de previdência, à infraestrutura, a ter uma estrutura tributária mais normal e funcional.
Apesar do seu enorme capital político, ele não foi capaz de fazer nenhuma reforma significativa como as feitas pelo antecessor dele.
E, recentemente, ele tem se movido na direção contrária. A grande sorte do presidente Lula foi ter tido um ótimo antecessor [FHC]. Mas o próximo presidente do Brasil não terá a mesma sorte.
Sucessor não terá a mesma sorte de Lula, diz economista
PROFESSOR DE HARVARD DIZ QUE, APESAR DO CAPITAL POLÍTICO, LULA NÃO FOI CAPAZ DE FAZER REFORMAS SIGNIFICATIVAS COMO AS DE FHC
Scott Eells - 28.jan.09/Bloomberg News
Ricardo Hausmann, diretor do Centro para Desenvolvimento Internacional da Universidade Harvard
ÉRICA FRAGA
DE SÃO PAULO
"A grande sorte do presidente Lula foi ter tido um ótimo antecessor. Mas o próximo presidente do Brasil não terá a mesma sorte."
Com esse comentário, em entrevista à Folha, o economista Ricardo Hausmann, diretor do Centro para o Desenvolvimento Internacional da Universidade Harvard e um dos mais respeitados especialistas em teoria do desenvolvimento econômico, encerrou uma série de críticas ao governo Lula.
Em 2008, ele escreveu o estudo "In search of the chains that hold Brazil back" ("Em busca das correntes que freiam o Brasil"), afirmando que a política de expansão fiscal dos anos recentes, alavancada pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico), é insustentável.
E, segundo ele, pode ter o mesmo efeito "desastroso" para a economia que a política externa de Lula teve para a diplomacia.
FOLHA - Houve avanços desde que o sr. escreveu sobre as barreiras ao crescimento no Brasil em 2008?
RICARDO HAUSMANN - Talvez você se lembre que [no estudo] eu era otimista sobre muitos aspectos estruturais do Brasil. O Brasil tem um setor privado muito forte, tem muito potencial de crescimento do investimento em muitas áreas promissoras.
Mas, nos anos de boom antes da crise de 2008, o Brasil era um dos países que cresciam às menores taxas na América Latina.
Minha avaliação era a de que isso se devia a uma taxa baixa de poupança doméstica, que exigia taxas de juros ridiculamente altas para evitar que a economia tivesse um aquecimento excessivo.
Aí veio a crise e o governo respondeu com políticas anticíclicas. Aumentou significativamente a oferta de crédito via BNDES e Banco do Brasil em um momento em que havia uma parada cardíaca financeira.
Diria que, de forma geral, a crise foi bem administrada. Mas o principal problema com muitos países, e o Brasil é um exemplo, é que, quando as coisas começam a parecer bem, eles se tornam arrogantes. Passam a acreditar num mundo de fantasia.
O que o sr. quer dizer com mundo de fantasia?
Só porque o Brasil teve por um trimestre uma taxa de crescimento acima de 7%, o Brasil agora é a nova China e o Lula é um gênio das finanças, e todos os problemas anteriores não existem mais porque o Brasil é um país diferente.
Há toda uma narrativa que tem sido criada por conta de alguns bons trimestres no Brasil que pode levar a políticas macroeconômicas muito inconvenientes. Essa narrativa é particularmente conveniente na época de eleições.
A primeira coisa que já está acontecendo é que a Selic [taxa de juros básica da economia] está subindo. Se você quisesse que a Selic aumentasse menos, a ideia seria compensar com políticas fiscais e de empréstimo pelo setor público mais estritas.
Porque, de certa forma, o Brasil é um país esquizofrênico. Você tem uma política fiscal em que o BNDES tem o pé no acelerador e o Banco Central tem o pé no freio.
Essas combinações são particularmente perigosas porque deixam a Selic muito alta em um período em que as taxas de juros globais estão muito baixas.
Isso leva os investidores a pegar dinheiro emprestado em dólares, em ienes ou em euros para colocar dinheiro no Brasil, o que gera uma forte apreciação da taxa de juros e a possibilidade de desindustrialização.
Alguns defensores da atuação recente do BNDES citam países da Ásia que atingiram altas taxas de crescimento sustentado por meio de políticas industriais. O que o sr. acha desse paralelo?
Não tenho problemas com políticas que complementam o setor financeiro, viabilizando a disponibilidade de crédito para investimentos em áreas difíceis da economia.
Não sou, de forma alguma, crítico em relação à contribuição potencial do BNDES para o desenvolvimento do país. Mas é uma organização que foi desenvolvida na época da inflação alta para proteger a economia das taxas de juros reais muito altas.
A inflação não é mais um problema no Brasil.
Seria possível que o BNDES mantivesse o foco de sua política em empréstimos para investimentos municipais, investimentos de longo prazo, apoiando pequenas e médias empresas, mas a uma taxa de juros que refletisse a Selic e não a uma taxa de juros que é muito inferior à Selic, que cria a distorção de gerar demanda excessiva pelos fundos que o BNDES tem de gerenciar.
O sr. vê o crescente deficit em conta-corrente do Brasil, em tempos recentes, como um problema?
A deterioração do deficit em conta-corrente indica que a expansão do gasto no Brasil é mais rápida do que a expansão da produção.
O efeito disso é apreciar a taxa de câmbio, desestimulando as atividades exportadoras, para liberar recursos produtivos para atender a esse boom temporário do consumo. Todas as indicações são de que as condições fiscais e a política financeira do setor público são excessivamente expansionistas. Isso vai causar prejuízo para as perspectivas de crescimento de longo prazo do Brasil.
A economia brasileira ainda é bastante fechada ao comércio exterior. Isso limita o crescimento de longo prazo?
Acho que o Brasil tem os produtos com os quais poderia ter uma presença muito maior no comércio internacional. Vocês são gigantes em agricultura, em mineração. Têm uma presença marcante na produção de aeronaves. Há uma atividade industrial vasta que poderia gerar uma presença muito maior. Mas a administração macro no Brasil tem sempre conspirado contra o potencial de longo prazo.
E isso continua acontecendo?
Na minha opinião, está piorando. Quando o Lula foi eleito, em 2002, houve uma crise econômica e ele foi muito cuidadoso ao dar confiança ao setor privado.
Agora, eles começaram a pensar que sabem mais e estão menos dispostos a serem cuidadosos. Estão se tornando mais ideológicos.
Do ponto de vista econômico, as políticas são insustentáveis como as adotadas na diplomacia.
Agora que o Brasil é grande, pode ir para a cama com o Ahmadinejad [Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã] no Irã ou hospedar o Zelaya [Manuel Zelaya, ex-presidente de Honduras deposto em junho de 2009] na sua embaixada em Honduras etc.
É uma atitude de que agora o país é independente, um poder diferente, e, portanto, pode confrontar o senso comum. Esse tipo de arrogância na política externa tem sido desastrosa.
E esse tipo de arrogância tem o perigo de ser igualmente desastrosa para a administração macroeconômica.
As pesquisas de intenção de voto mostram grandes chances de vitória da candidata do presidente Lula. O sr. acha que isso levará a uma continuação dessas políticas que o sr. critica?
Todo mundo sabe que o presidente Lula tem sido superpopular e ele construiu um capital político enorme. Mas esse capital político enorme não se traduziu em nenhuma reforma significativa durante seu segundo mandato [2007-2010].
Ele não tem nada a mostrar em termos de ter resolvido problemas antigos relacionados à baixa taxa de poupança, ao sistema de previdência, à infraestrutura, a ter uma estrutura tributária mais normal e funcional.
Apesar do seu enorme capital político, ele não foi capaz de fazer nenhuma reforma significativa como as feitas pelo antecessor dele.
E, recentemente, ele tem se movido na direção contrária. A grande sorte do presidente Lula foi ter tido um ótimo antecessor [FHC]. Mas o próximo presidente do Brasil não terá a mesma sorte.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
O custo oculto de Lula
O custo oculto do governo Lula
Maílson da Nóbrega. Revista Veja 11/08/2010.
Aos olhos da opinião pública, Lula é um grande presidente. Sob democracia, nenhum desfrutou de tanta popularidade. É difícil encontrar no mundo quem o iguale nesse aspecto. A avaliação pode ser outra, todavia, se considerada a herança que lega aos sucessores.
Lula poderia ter sido um desastre se seguisse o ideário econômico equivocado do seu partido, que ele próprio professava. Integraria o rol dos populistas latino-americanos que infelicitaram seus países: Perón, Allende e Chávez, para citar os mais nefastos.
Por sorte dele – e do Brasil -, virou presidente quando já existiam os incentivos a gestão macroeconômica responsável: democracia, liberdade de imprensa, estabilidade, intolerância à inflação, previsibilidade da política econômica e maior inserção do país na economia mundial.
Lula chegou ao poder livre de boa parte de sua visão anticapitalista. Politicamente amadurecido e dotado de extraordinária intuição, renunciou às obtusas idéias da plataforma eleitoral de 2001, que o PT lançou em Olinda (“A ruptura necessária”).
Sua corajosa decisão de manter a política econômica associou-se a uma capacidade de comunicação extraordinária e a uma desfaçatez sem limites. Convenceu as massas de que tudo foi obra dele e desacreditou antecessores.
Lula não enfrentou as crises amargadas pelos que governaram entre 1974 e 2002. Justamente a partir de 2003, a economia mundial viveria uma fase áurea. A China passaria a demandar as commodities nas quais o Brasil é competitivo. Quando veio a crise de 2008, o país estava preparado.
Ocorre que o desenvolvimento é um processo permanente, e não o efeito temporário de esforços precedentes. Há que avançar sempre na construção de instituições e em outras ações para melhorar o ambiente que leva à inovação e aos ganhos de produtividade. São medidas complexas, que demoram a frutificar.
Na perspectiva de futuro, Lula é um fracasso. A situação fiscal piorou. O consumo do governo passou de 4,2% para 8,8% do PIB, enquanto os investimentos e inversões financeiras subiram apenas de 0,4% para 1,6% do PIB, e mesmo assim por causa basicamente do suprimento de recursos ao BNDES para subsidiar grupos empresariais. A carga tributária passou de 32% para 36% do PIB e sua qualidade se deteriorou.
O regime de exploração do pré-sal pode mudar por razões ideológicas. O custo será menor eficiência no seu aproveitamento, elevação do potencial de corrupção e pulverização dos recursos entre estados e municípios. A estatização foi retomada. A ressurreição da Telebrás, sem sentido, pode causar mais desperdícios.
A burocracia piorou. Surgiram milhares de normas confusas e conflitantes, de agências reguladoras entregues a militantes e afilhados políticos, nem sempre com as qualificações necessárias. A ANVISA primou em obrar regras para consumidores supostamente imbecis.
O deficiente sistema de transportes virou obstáculo à operação da logística, o que reduz a competitividade. O PAC serve mais para comícios eleitorais do que como saída para os problemas de infraestrutura: representa mero 0,6% do PIB, ou pouco mais de 10% das necessidades.
Ficaram na retórica as reformas para elevar o potencial de crescimento, particularmente a tributária, a trabalhista e a previdenciária. Dada a incapacidade de liderar uma solução para a bagunça do ICMS, os exportadores acumulam mais de 30 bilhões de reais de créditos tributários.
Na política externa, a ideologia e a busca de um protagonismo delirante prevaleceram sobre as tradições de competência do Itamaraty. O governo apoiou notórios ditadores, reeditou fracassadas iniciativas do governo Geisel e colheu derrotas em indicações para organizações internacionais.
No campo ético, a herança nada tem de edificante. A corrupção alcançou níveis inéditos, como no esquema do “mensalão”. Na deliberada transgressão da Lei Eleitoral, Lula parece dizer que o crime compensa, lamentável atitude de um chefe de governo popular, que deveria dar bons exemplos. Essas e outras ações constituem um custo oculto, de ordem moral, social e econômica. O grande público não o perceberá. Bons estudos poderão, entretanto, registrar a autoria dos respectivos erros e omissões: Lula.
Maílson da Nóbrega. Revista Veja 11/08/2010.
Aos olhos da opinião pública, Lula é um grande presidente. Sob democracia, nenhum desfrutou de tanta popularidade. É difícil encontrar no mundo quem o iguale nesse aspecto. A avaliação pode ser outra, todavia, se considerada a herança que lega aos sucessores.
Lula poderia ter sido um desastre se seguisse o ideário econômico equivocado do seu partido, que ele próprio professava. Integraria o rol dos populistas latino-americanos que infelicitaram seus países: Perón, Allende e Chávez, para citar os mais nefastos.
Por sorte dele – e do Brasil -, virou presidente quando já existiam os incentivos a gestão macroeconômica responsável: democracia, liberdade de imprensa, estabilidade, intolerância à inflação, previsibilidade da política econômica e maior inserção do país na economia mundial.
Lula chegou ao poder livre de boa parte de sua visão anticapitalista. Politicamente amadurecido e dotado de extraordinária intuição, renunciou às obtusas idéias da plataforma eleitoral de 2001, que o PT lançou em Olinda (“A ruptura necessária”).
Sua corajosa decisão de manter a política econômica associou-se a uma capacidade de comunicação extraordinária e a uma desfaçatez sem limites. Convenceu as massas de que tudo foi obra dele e desacreditou antecessores.
Lula não enfrentou as crises amargadas pelos que governaram entre 1974 e 2002. Justamente a partir de 2003, a economia mundial viveria uma fase áurea. A China passaria a demandar as commodities nas quais o Brasil é competitivo. Quando veio a crise de 2008, o país estava preparado.
Ocorre que o desenvolvimento é um processo permanente, e não o efeito temporário de esforços precedentes. Há que avançar sempre na construção de instituições e em outras ações para melhorar o ambiente que leva à inovação e aos ganhos de produtividade. São medidas complexas, que demoram a frutificar.
Na perspectiva de futuro, Lula é um fracasso. A situação fiscal piorou. O consumo do governo passou de 4,2% para 8,8% do PIB, enquanto os investimentos e inversões financeiras subiram apenas de 0,4% para 1,6% do PIB, e mesmo assim por causa basicamente do suprimento de recursos ao BNDES para subsidiar grupos empresariais. A carga tributária passou de 32% para 36% do PIB e sua qualidade se deteriorou.
O regime de exploração do pré-sal pode mudar por razões ideológicas. O custo será menor eficiência no seu aproveitamento, elevação do potencial de corrupção e pulverização dos recursos entre estados e municípios. A estatização foi retomada. A ressurreição da Telebrás, sem sentido, pode causar mais desperdícios.
A burocracia piorou. Surgiram milhares de normas confusas e conflitantes, de agências reguladoras entregues a militantes e afilhados políticos, nem sempre com as qualificações necessárias. A ANVISA primou em obrar regras para consumidores supostamente imbecis.
O deficiente sistema de transportes virou obstáculo à operação da logística, o que reduz a competitividade. O PAC serve mais para comícios eleitorais do que como saída para os problemas de infraestrutura: representa mero 0,6% do PIB, ou pouco mais de 10% das necessidades.
Ficaram na retórica as reformas para elevar o potencial de crescimento, particularmente a tributária, a trabalhista e a previdenciária. Dada a incapacidade de liderar uma solução para a bagunça do ICMS, os exportadores acumulam mais de 30 bilhões de reais de créditos tributários.
Na política externa, a ideologia e a busca de um protagonismo delirante prevaleceram sobre as tradições de competência do Itamaraty. O governo apoiou notórios ditadores, reeditou fracassadas iniciativas do governo Geisel e colheu derrotas em indicações para organizações internacionais.
No campo ético, a herança nada tem de edificante. A corrupção alcançou níveis inéditos, como no esquema do “mensalão”. Na deliberada transgressão da Lei Eleitoral, Lula parece dizer que o crime compensa, lamentável atitude de um chefe de governo popular, que deveria dar bons exemplos. Essas e outras ações constituem um custo oculto, de ordem moral, social e econômica. O grande público não o perceberá. Bons estudos poderão, entretanto, registrar a autoria dos respectivos erros e omissões: Lula.
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terça-feira, 27 de julho de 2010
Inacreditável
É impressionante como em linha reta Itajubá é próximo de Campos do Jordão. Quando se sobe a Pedra Aguda em Itajubá, se avistam construções em Campos do Jordão. Por outro lado, quando se está no Pico do Itapeva (Campos do Jordão - Pinda) se avista a Pedra Aguda (em Itajubá) e por incrível que pareça, até a Pedra Branca (entre Pedralva e Conceição das Pedras).
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Dilma cara de pau
Declarar que a carga tributária no Brasil é média é sinal de incompetência, de desconhecimento ou de cara de pau mesmo. Essa gente do PT acostumada a ganhar cargos públicos com salários altíssimos e trabalhar pouco não sabe mesmo o que é carga tributária. Carga tributária nos olhos do outros é refresco.
Vai acordar cedo, trabalhar o dia todo para saber o que é carga tributária.
Vai acordar cedo, trabalhar o dia todo para saber o que é carga tributária.
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