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Um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da eternidade, Príncipe da Paz.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

O Brasil que trabalha está cansado de carregar o Brasil de TOLOS nas costas

Alguns leitores me perguntam o que eu penso sobre a tal “refundação” do PSDB. Acho esse assunto chato por uma penca de motivos. O principal deles é que, salvo engano, foi o senador eleito Aécio Neves (MG) quem tocou primeiro no assunto. Quem achar a tal refundação necessária estará com Aécio e com o PSDB de Minas; quem não se encantar com a idéia, com Serra e com o PSDB de São Paulo… De novo isso? Por quanto mais tempo essa falsa clivagem irá fazer mal ao próprio partido e à consolidação de uma oposição consistente ao lulo-petismo — que é bem mais amplo do que o PT?




Eu não sei o que é “refundação”. Como ninguém a definiu até hoje, não sou o único. A mim me parece uma dessas expressões mágicas que, na ambição de ser muita coisa, acaba sendo coisa nenhuma. Aécio já havia lançado, ainda pré-candidato, lá atrás, a tese do “pós-lulismo”. Do modo como o PT conduziu a campanha, centrada inteiramente na figura de Lula, um candidato que se apresentasse como “pós-lulista” seria logo transformado em “antilulista”. Em vez dos 43 milhões, de votos, talvez tivesse 33 milhões…



O que é refundar? Lembro que a palavra foi muito empregada por Tarso Genro logo depois da crise do mensalão. Ele falava em “refundar” o PT. Não que, e percebemos isso depois, a sua moralidade pessoal e sua ética política fossem muito distintas das de seu grupo. É que ele queria aproveitar aquele processo para se livrar de alguns adversários internos. Em vez de “refundação”, que poderia virar uma variante da expiação, o PT fez a coisa certa — do seu exclusivíssimo ponto de vista— e partiu para o ataque. As conseqüências são conhecidas.



Eu estou entre aqueles que acreditam que o PSDB precisa, sim, se orgulhar de seu passado — tem fugido dele nas campanhas eleitorais e na luta parlamentar —, descobrir o eleitor pagador de impostos, uma massa muito mais ampla do que parece, e falar para o eleitorado real, o que está nas ruas, ausente dos manuais “progressistas” de sociologia. Em breve, vocês lerão um texto meu mais alentado a respeito, com mais fôlego.



Isso é “refundação”? Aqui e ali vejo tucanos a afirmar que o partido precisa estar mais presente na sociedade”, voltando a ter capilaridade nos movimentos sociais. Voltando? Já teve algum dia esse tipo de inserção que, no fundo, é o modelo petista de partido? O que os tucanos pretendem? Disputar sindicatos com o PT? Vai perder. Disputar movimentos sociais com o PT? Vai perder. Disputar o “coração progressista” da galera com o PT? Vai perder.



Quem deu duas eleições presidenciais ao PSDB foi o Plano Real, não a tal “inserção na sociedade”. Se, por inserção, for entendido aparelhamento da sociedade pelo partido, podem esquecer: esse não é o PSDB; tal espaço já está devidamente ocupado pelo PT e por esquerdistas menos influentes. Um partido de oposição ao lulo-petismo, qualquer que seja ele, logrará sucesso se aprender a ocupar o espaço que, na democracia brasileira, está vago: o do conservadorismo. Foi a mudança segura, “conservadora”, do Plano Real que levou os tucanos ao poder.





O PT se considera tão por cima da carne seca que se dá ao luxo de nomear a oposição que considera qualificada. Na semana passada, Tarso Genro, agora governador eleito do Rio Grande do Sul — aquele que queria “refundar” o PT e foi tratorado por José Dirceu — afirmou que uma oposição liderada por Aécio seria mais positiva para o governo Dilma e para o Brasil do que uma liderada por José Serra porque o mineiro seria “mais centrista” do que o paulista, que estaria muito “à direita”. Chegou mesmo a flertar com a possibilidade de apoiar Aécio para a presidência do Senado. Na prática, Genro voltou a exercitar o esporte de certas correntes políticas no Brasil: atacar São Paulo.





Segundo Genro, Serra está mais “à direita” do que Aécio, daí porque, entende ele, este é mais qualificado para liderar a oposição do que aquele — oposição que o ex-ministro da Justiça avalia ter sido muito dura, violenta mesmo!!! Como Taro Genro não conseguiu “refundar” o PT, ele agora tenta ajudar a “refundar” o PSDB, com o interesse que um petista de alto coturno tem no fotalecimento da oposição, naturalmente…



Partidos perdem e ganham eleições nas democracias consolidadas. Ninguém fica se refundando a cada vitória ou derrota. O PT, por exemplo, não aceitava composição com partido “burguês” em 1989 — recusou o apoio de Ulysses Guimarães contra Fernando Collor naquele ano… Chegou à situação de hoje, quando faz alianças as mais amplas possíveis, sem “refundar” coisa nenhuma: continua, acredite se quiser, a se dizer um partido socialista e interessado em construir uma alternativa universal ao… capitalismo.



O PSDB não precisa de “refundação” para valorizar sua história, descobrir o brasileiro pagador de impostos e atentar para o fato de que amplas camadas do eleitorado — a provável maioria — cultiva valores conservadores. Serra, Aécio ou J. Pinto Fernandes (o “que ainda não havia entrado na história”, no poema de Drummond) deve comandar esse processo? Sei lá eu. O que sei é que Tarso Genro não chega a ser a pessoa mais indicada para escolher o líder da oposição — e Aécio não tem nada com isso; não creio que a admiração devotada do petista lhe possa ser especialmente útil, diga-se.



Noves fora, uma coisa é certa: um partido de oposição costuma fazer… oposição! E sem pedir desculpas por isso, como se não fosse esse o papel que lhe delegou a democracia.



Por Reinaldo Azevedo

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Para que servem as oposições? Por Reinaldo Azevedo

Caros,


um daqueles textos longos, puxando a orelha das oposições. Vamos lá.



Qual é a melhor hora para se opor ao governo? A resposta é esta: sempre! E refiro-me a qualquer oposição e a qualquer governo. E deixo claro que o exercício do contraditório não quer dizer sabotagem — a exemplo do que fazia o PT no governo FHC. Para ser justo, agiu do mesmo modo em todos os governos, inclusive no do agora aliado nº 1, José Sarney. Para ser legítima, uma oposição não precisa rejeitar tudo o que o adversário propõe, mas uma coisa é certa: se ela abre mão da vigilância, aí está perdida. É o caso de indagar: o que anda fazendo a oposição no Brasil neste momento? Resposta: dando um tiro no próprio pé. Antes que me detenha a esse aspecto em particular, quero trazer algumas coisas à memória.



A Congresso aprovou, finalmente, o regime de partilha para o pré-sal. Partilha por quê? A explicação tosca, infundada, é que o modelo da concessão servia para a exploração nas outras áreas, mas não no pré-sal, que seria, na expressão tolinha de Lula, adotada por Dilma Rousseff na campanha, um “bilhete premiado”. O antigo sistema levou o Brasil perto da auto-suficiência. No governo FHC, a produção de petróleo dobrou — o que desmoraliza o discurso vigarista de sucateamento da Petrobras. A mudança tem muito de preconceito ideológico — e até ele é meio falsificado. O risco da exploração por partilha é todo do Brasil. As empresas que vão atuar na área não têm do que reclamar. Mas não quero me estender nesse aspecto em particular. O fundamental é que o pré-sal foi aprovado, e, sobre a oposição, a gente poderia cantar com Cassiano (lembram-se?): “nem sequer ouvi falar seu nome”… Deixaram a senadora Kátia Abreu (DEM-TO) sozinha, a defender a coisa certa.





Há dois dias, o ministro Guido Mantega veio a público para afirmar que será preciso, sim, cortar verba de obras do PAC porque o cobertor ficou curto. A oposição fez de conta que não ouviu. Curiosamente, quem reagiu foi o já quase ex-chefe do ministro: Luiz Inácio Lula da Silva. Dado o silêncio dos adversários, o PT encontra tempo de ficar brigando consigo mesmo. Os oposicionistas só não ficaram mais mudos do que Dilma… Mantega fala num dia, e Lula o desmente no dia seguinte, quase ao mesmo tempo em que Paulo Bernardo vai à Comissão de Orçamento para anunciar uma superestimação de receita de R$ 12 bilhões — em suma, estamos de volta àquele mesmo corte a que se referia o ministro da Fazenda. Mas o governo ficou lá se dando ao luxo de bater cabeça. Não havia por que temer que a oposição explorasse a questão, certo? Quando menos, Dilma deveria ser cobrada pelo cenário róseo com que acenou às massas.



Os desatinos da política de segurança pública do Rio, se querem saber, pedem também uma crítica — não para crucificar o estado ou a política deste ou daquele. A espantosa quantidade de droga encontrada na Vila Cruzeiro e no Complexo do Alemão — e se deve supor que não se trata da maior parte do estoque — pede que se chame esse governo às falas. O Brasil não produz cocaína — vem quase toda da Bolívia, do “companheiro” Evo Morales. Boa parte daquela maconha tem origem no Paraguai, do “companheiro” Fernando Lugo. Com diria Chico Buarque, o Brasil prefere falar grosso com Washington e fino com essa gente. A Evo, deu uma Petrobras de presente, depois que ele a tomou com homens armados. A Lugo, o reajuste da energia de Itaipu. Nem Bolívia nem Paraguai se organizam minimamente para combater o tráfico em seu país. E, evidentemente, há a responsabilidade do governo brasileiro, que é quem vigia as fronteiras, por onde passam drogas e armas. Mas as oposições se calaram feito múmias, mesmerizadas pelo espetáculo midiático nas favelas.



E mais haveria para falar: o candidato do PSDB, José Serra, propôs a criação do Ministério da Segurança Pública justamente para federalizar uma resposta ao desastre em curso no país, que encontra no Rio apenas a sua expressão mais aguda. Foi duramente combatido por Dilma e pelo governo federal. A solução estaria nas tais Unidades de Polícia Pacificadora, que a petista prometeu estender a todo o país. Na forma aplicada, não são modelo de nada. O Exército só está nos morros em razão da conjugação de várias ineficiências do governo federal e das trapalhadas de Sérgio Cabral. Mas também sobre isso não se dá um pio.



Oposições existem para vigiar, para apontar erros, contradições, para tentar melhorar as propostas apresentadas pelo governo, para confrontar suas teses com as dos adversários, para mobilizar o espírito crítico da população, para fazer o debate. E, pois, não há tema sobre o qual não possa e não deva se pronunciar. Até uma fala mais ou menos acertada dos adversários pode servir ao que chamarei aqui de “CONFRONTO DO ESCLARECIMENTO”. Dilma criticou em entrevista ao Washington Post a abstenção do Brasil na sessão da ONU que condenou a violação aos direitos humanos no Irã. Ela o fez segundo princípios errados: lembrou sua condição de mulher e tachou o apedrejamento de “medieval”. E se fosse por radiação ou injeção letal? E se fosse um homem? A questão, como comentei naquele dia, não está na forma ou no “gênero”… Ora, então as oposições não têm nada com isso de novo? Não vão lembrar da omissão da “candidata” Dilma Rousseff? Não vão puxar as orelhas de Celso Amorim, acusando-o de ter ultrapassado a linha até segundo a opinião de seus aliados? Não! Ninguém dirá nada!



Mais um motivo? Já se conhece a versão preparada pelo governo para implementar o “controle social da mídia”. Na prática, é controle de conteúdo. Um ou outro oposicionistas esboçaram um protesto, mas tudo muito modesto, dada a gravidade da coisa.



Em vez disso…

Em vez disso, o que temos hoje é um DEM conflagrado e um PSDB que promete pequenas emoções. Partido que troca tapas fora do poder não comove nem move ninguém. Lula diria que é mais ou menos como torcidas organizadas do time que está perdendo ficarem se socando na arquibancada. Nem a polícia intervém; elas que se virem. Não! As coisas não vão bem.



Na ausência de Serra, o senador eleito Aécio Neves vai a São Paulo almoçar com quem venceu a eleição: Geraldo Alckmin. No cardápio, certamente esteve o futuro do PSDB. Como capitão de um time dos antigos campinhos de bola, o ex-governador de Minas já reservou um papel para o presidenciável derrotado em 2010: juntar-se a FHC e Tasso para reescrever os fundamentos do tucanato — ou algo assim. Na seqüência, Aécio decidiu se encontrar com parte da direção do DEM, na véspera da reunião da cúpula do partido, que está dividida (ver post na home), para deixar claro com quem está sua interlocução privilegiada.



Em dois dias, a tensão no PSDB e do DEM aumentou em vez de diminuir, e se viu uma clara interferência do líder de um partido em outro — tratado como uma espécie de futuro satélite. Sou aborrecidamente claro: por mim, o PT não teria vencido já em 2002. Vitorioso, considerava importante a sua derrota em 2006 e em 2010… É simples: não compartilho de suas “utopias” (para empregar uma palavra neutra). Acho que, no governo, faz mal para a democracia brasileira. É autoritário. Escrevi milhares de texto explicando por quê. Aécio reúne todas as condições para ser presidente da República — e milhões de eleitores (por enquanto, mineiros) também acham isso. Por que não vencer o PT com Aécio?



Com a clareza e falta de ambigüidade de sempre, digo, no entanto, que realmente não considero que seja esse um bom caminho. Se achasse, estaria aqui aplaudindo. Antes de me atacar, os aecistas fariam melhor para a sua própria causa de ponderassem. Salvo o inesperado, a velha força do destino — e como especular a respeito? —, a desorganizar o edifício petista, essas práticas mais servem o governo do que a oposição.



Observadores atentos já perceberam, a esta altura, que o governo Dilma É O MAIS PAULISTA DE TODOS OS GOVERNOS HAVIDOS EM MUITAS DÉCADAS — se é que não se trata do mais paulista da história: não necessariamente em número de ministros, mas na importância que têm os representantes de São Paulo. Aécio já tem Minas, sabemos. Acreditar que pode haurir algum benefício estimulando a eventual cizânia em São Paulo é um tiro no próprio pé e, ouso dizer, um tiro no peito do PSDB do estado. Se os tucanos não tomarem cuidado, ficam como a Helena do Machado de Assis: “Perdi tudo, Padre Mestre!”



Encerro

Ninguém ainda descobriu papel mais adequado para a oposição do que… opor-se ao governo. Se Aécio quer ser presidente da República — e ele quer e tem condições de sê-lo —, não o será tornando ainda mais frágil e conflagrada uma oposição que mal consegue apontar os descaminhos do governo porque muito ocupada em cuidar de seus adversários internos. Sim, muitos dirão que estou errado e que o caminho é esse. 2002, 2006 e 2010 estão aí para provar. Em 2014, caso Dilma não queira ou não possa ser candidata, o PT virá com Lula de novo, que, atenção!, nos próximos quatro anos, será aquele que foi sem nunca ter ido.



Tucanos — e, agora, até os democratas — estão se tornando especialistas em mostrar como vencer os adversários internos. É uma pena que ainda não tenham encontrado o caminho para vencer os externos. Tenho uma sugestão a lhes fazer; na verdade, uma grande idéia:



QUE TAL SE COMPORTAR COMO OPOSIÇÃO?



Por Reinaldo Azevedo

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Brasil um país que NUNCA vai dar certo

Esse país não é uma nação. É cada um por si. São 190 milhões de gersons. Trabalhar e estudar pra quê? Tudo é possível para os amigos do Rei. Pobre país. O honesto e o batalhador trabalha e paga imposto e o "coitadinho" que não quer levantar cedo, não quer trabalhar nem estudar, recebe a assistência social...

domingo, 19 de setembro de 2010

País dominado por CUPINS por Arnaldo Jabor

TSE retira comentário do Arnaldo Jabor do Site da CBN




Leia o comentário de Dora Kramer, Estadão de Domingo:

'A decisão do TSE que determinou a retirada do comentário de Arnaldo

Jabor do site da CBN, a pedido do presidente 'Lula' até pode ter

amparo na legislação eleitoral, mas fere o preceito constitucional da

liberdade de imprensa.





O que foi que nos aconteceu?

No Brasil, estamos diante de acontecimentos inexplicáveis, ou melhor,

'explicáveis' demais.

Toda a verdade já foi descoberta, todos os crimes provados, todas as

mentiras percebidas.

Tudo já aconteceu e nada acontece. Os culpados estão catalogados,

fichados, e nada rola.

A verdade está na cara, mas a verdade não se impõe. Isto é uma

situação inédita na História brasileira!!!!!!!

Claro que a mentira sempre foi a base do sistema político, infiltrada

no labirinto das oligarquias, mas nunca a verdade foi tão límpida à

nossa frente e, no entanto, tão inútil, impotente, desfigurada!!!!!!!!

Os fatos reais: com a eleição de Lula, uma quadrilha se enfiou no

governo e desviou bilhões de dinheiro público para tomar o Estado e

ficar no poder 20 anos!!!!

Os culpados são todos conhecidos, tudo está decifrado, os cheques

assinados, as contas no estrangeiro, os tapes, as provas irrefutáveis,

mas o governo psicopata de Lula nega e ignora tudo !!!!!

Questionado ou flagrado, o psicopata não se responsabiliza por suas

ações. Sempre se acha inocente ou vítima do mundo, do qual tem de se

vingar. O outro não existe para ele e não sente nem remorso nem

vergonha do que faz !!!!!

Mente compulsivamente, acreditando na própria mentira, para conseguir

poder. Este governo é psicopata!!! Seus membros riem da verdade,

viram-lhe as costas, passam-lhe a mão nas nádegas. A verdade se

encolhe, humilhada, num canto. E o pior é que o Lula, amparado em sua

imagem de 'povo', consegue transformar a Razão em vilã, as provas

contra ele em acusações 'falsas', sua condição de cúmplice e

Comandante em 'vítima'!!!!!

E a população ignorante engole tudo... Como é possível isso?

Simples: o Judiciário paralítico entoca todos os crimes na Fortaleza

da lentidão e da impunidade. Só daqui a dois anos serão julgados os

indiciados - nos comunica o STF.

Os delitos são esquecidos, empacotados, prescrevem. A Lei protege os

crimes e regulamenta a própria desmoralização Jornalistas e formadores

de opinião sentem-se inúteis, pois a indignação ficou supérflua. O que

dizemos não se escreve, o que escrevemos não se finca, tudo quebra

diante do poder da mentira desse governo.

Sei que este é um artigo óbvio, repetitivo, inútil, mas tem de ser escrito...

Está havendo uma desmoralização do pensamento.

Deprimo-me:

Denunciar para quê, se indignar com quê? Fazer o quê?'

A existência dessa estirpe de mentirosos está dissolvendo a nossa

língua. Este neocinismo está a desmoralizar as palavras, os

raciocínios. A língua portuguesa, os textos nos jornais, nos blogs, na

TV, rádio, tudo fica ridículo diante da ditadura do lulo-petismo.

A cada cassado perdoado, a cada negação do óbvio, a cada testemunha,

muda, aumenta a sensação de que as idéias não correspondem mais Aos

fatos!!!!!

Pior: que os fatos não são nada - só valem as versões, as manipulações.

No último ano, tivemos um único momento de verdade, louca, operística,

grotesca, mas maravilhosa, quando o Roberto Jefferson abriu a cortina

do país e deixou-nos ver os intestinos de nossa política.

Depois surgiram dois grandes documentos históricos: o relatório da CPI

dos Correios e o parecer do procurador-geral da república. São

verdades cristalinas, com sol a Pino.

E, no entanto, chegam a ter um sabor quase de 'gafe'.

Lulo-Petistas clamam: 'Como é que a Procuradoria Geral, nomeada pelo

Lula, tem o desplante de ser tão clara! Como que o Osmar Serraglio

pode ser tão explícito, e como o Delcídio Amaral não mentiu em nome do

PT ? Como ousaram ser honestos?'

Sempre que a verdade eclode, reagem.

Quando um juiz condena rápido, é chamado de exibicionista'. Quando

apareceu aquela grana toda no Maranhão (lembram, filhinhos?), a

família Sarney reagiu ofendida com a falta de 'finesse' do governo de

FH, que não teve a delicadeza de avisar que a polícia estava

chegando...

Mas agora é diferente.

As palavras estão sendo esvaziadas de sentido. Assim como o stalinismo

apagava fotos, reescrevia textos para contestar seus crimes, o governo

do Lula está criando uma língua nova, uma neo-língua empobrecedora da

ciência política, uma língua esquemática, dualista, maniqueísta, nos

preparando para o futuro político simplista que está se consolidando

no horizonte.

Toda a complexidade rica do país será transformada em uma massa de

palavras de ordem , de preconceitos ideológicos movidos a dualismos e

oposições, como tendem a fazer o Populismo e o simplismo.

Lula será eleito por uma oposição mecânica entre ricos e pobres,

dividindo o país em 'a favor' do povo e 'contra', recauchutando

significados que não dão mais conta da circularidade do mundo atual.

Teremos o 'sim' e o 'não', teremos a depressão da razão de um lado e a

psicopatia política de outro, teremos a volta da oposição Mundo x

Brasil, nacional x internacional e um voluntarismo que legitima o

governo de um Lula 2 e um Garotinho depois.

Alguns otimistas dizem: 'Não... este maremoto de mentiras nos dará uma

fome de Verdades'!

domingo, 12 de setembro de 2010

Artigo do presidente Fernando Henrique no Estadão

Fernando Henrique vai direto ao ponto em outro artigo antológico:


‘Democracia é o governo das leis, e não das pessoas’

Neste domingo, a inteligência e a dignidade do ex-presidente Fernando

Henrique Cardoso iluminaram a edição dominical do Estadão. Leiam o que

escreveu o chefe de governo que tivemos. Ouçam o que anda dizendo o

chefe de governo que temos. Imaginem o que serão quatro anos com Dilma

Rousseff ouvindo ordens de Lula e ideias sopradas por dirceus,

paloccis, collors e sarneys. Pensem no Brasil. E lutem. Como ensina

FHC, eleição se ganha no dia.



Bom domingo. E boa leitura:





Vivemos uma fase de democracia virtual. Não no sentido da utilização

dos meios eletrônicos e da web como sucedâneos dos processos diretos,

mas no sentido que atribui à palavra “virtual” o dicionário do

Aurélio: algo que existe como faculdade, porém sem exercício ou efeito

atual. Faz tempo que eu insisto: o edifício da democracia, e mesmo o

de muitas instituições econômicas e sociais, está feito no Brasil. A

arquitetura é bela, mas quando alguém bate à porta a monumentalidade

das formas institucionais se desfaz num eco que indica estar a casa

vazia por dentro.



Ainda agora a devassa da privacidade fiscal de tucanos e de outras

pessoas mais mostra a vacuidade das leis diante da prática cotidiana.

Com a maior desfaçatez do mundo, altos funcionários, tentando elidir a

questão política – como se estivessem tratando com um povo de parvos

-, proclamam que “não foi nada, não; apenas um balcão de venda de

dados…” E fica o dito pelo não dito, com a mídia denunciando, os

interessados protestando e buscando socorro no Judiciário, até que o

tempo passe e nada aconteça.



Não tem sido assim com tudo mais? O que aconteceu com o “dossiê”

contra mim e minha mulher feito na Casa Civil da Presidência da

República, misturando dados para fazer crer que também nós nos

fartávamos em usar recursos públicos para fins privados? E os gastos

da atual Presidência não se transformaram em “secretos” em nome da

segurança nacional? E o que aconteceu de prático? Nada. Estamos todos

felizes no embalo de uma sensação de bonança que deriva de uma boa

conjuntura econômica e da solidez das reformas do governo anterior.



No momento do exercício máximo da soberania popular, o desrespeito

ocorre sob a batuta presidencial. Nas democracias é lógico e saudável

que os presidentes e altos dirigentes eleitos tomem partido e se

manifestem em eleições. Mas é escandalosa a reiteração diária de

posturas político-partidárias, dando ao povo a impressão de que o

chefe da Nação é chefe de uma facção em guerra para arrasar as outras

correntes políticas. Há um abismo entre o legítimo apoio aos

partidários e o abuso da utilização do prestígio do presidente, que,

além de pessoal, é também institucional, na pugna política diária.

Chama a atenção que nenhum procurador da República – nem mesmo

candidatos ou partidos – haja pedido o cancelamento das candidaturas

beneficiadas, se não para obtê-lo, ao menos para refrear o abuso. Por

que não se faz? Porque pouco a pouco nos estamos acostumando a que é

assim mesmo.



Na marcha em que vamos, na hipótese de vitória governista – que ainda

dá para evitar – incorremos no risco futuro de vivermos uma simulação

política ao estilo do Partido Revolucionário Institucional (PRI)

mexicano – se o PT conseguir a proeza de ser “hegemônico” – ou do

peronismo, se, mais do que a força de um partido, preponderar a figura

do líder. Dadas as características da cultura política brasileira, de

leniência com a transgressão e criatividade para simular, o jogo

pluripartidário pode ser mantido na aparência, enquanto na essência se

venha a ter um partido para valer e outro(s) para sempre se opor, como

durante o autoritarismo militar.



Pior ainda, com a massificação da propaganda oficial e o caudilhismo

renascente, poderá até haver a anuência do povo e a cumplicidade das

elites para com essa forma de democracia quase plebiscitária.

Aceitação pelas massas na medida em que se beneficiem das políticas

econômico-sociais, e das elites porque estas sabem que nesse tipo de

regime o que vale mesmo é uma boa ligação com quem manda. O “dirigismo

à brasileira”, mesmo na economia, não é tão mau assim para os amigos

do rei ou da rainha.



É isto que está em jogo nas eleições de outubro: que forma de

democracia teremos, oca por dentro ou plena de conteúdo. Tudo o mais

pesará menos. Pode ter havido erros de marketing nas campanhas

oposicionistas, assim como é certo que a oposição se opôs menos do que

devia à usurpação de seus próprios feitos pelos atuais ocupantes do

poder. Esperneou menos diante dos pequenos assassinatos das

instituições que vêm sendo perpetrados há muito tempo, como no caso

das quebras reiteradas de sigilo. Ainda assim, é preciso tentar

impedir que os recursos financeiros, políticos e simbólicos reunidos

no Grupão do Poder em formação tenham força para destruir não apenas

candidaturas, mas um estilo de atuação política que repudia o

personalismo como fundamento da legitimidade do poder e tem a

convicção de que a democracia é o governo das leis, e não das pessoas.



Estamos no século 21, mas há valores e práticas propostos no século 18

que se foram transformando em prática política e que devem ser

resguardados, embora se mostrem insuficientes para motivar as pessoas.

É preciso aumentar a inclusão e ampliar a participação. É positivo se

valer de meios eletrônicos para tomar decisões e validar caminhos. É

inaceitável, porém, a absorção de tudo isso pela “vontade geral”

encapsulada na figura do líder. Isso é qualquer coisa, menos

democracia. Se o fosse, não haveria por que criticar Mussolini em seus

tempos de glória, ou o Getúlio do Estado Novo (que, diga-se, não

exerceu propriamente o personalismo como fator de dominação), e assim

por diante. É disso que se trata no Brasil de hoje: estamos decidindo

se queremos correr o risco de um retrocesso democrático em nome do

personalismo paternal (e, amanhã, quem sabe, maternal). Por mais

restrições que alguém possa ter ao encaminhamento das campanhas ou

mesmo as características pessoais de um ou outro candidato, uma coisa

é certa: o governismo tal como está posto representa um passo atrás no

caminho da institucionalização democrática. Há tempo ainda para

derrotá-lo. Eleição se ganha no dia.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

PT partido da Mentira

Mais uma mentira do PT foi desmascarada hoje. Quando é que o Brasil vai acordar desse pesadelo? É por que o povo é muito MANSO mesmo, senão...
O povo brasileiro parece mulher de malandro...
Vamos à lista de mentiras:
1) Mensalão: "Lula: não sei de nada".
2) Dança no plenário pela absolvição dos mensaleiros.
3) Dossiê contra Serra em 2006.
4) Diversas tentativas de censura à imprensa.
5) Dinheiro na cueca de diversos integrantes do partido.
6) Ligação com as FARC-narcotraficantes.
7) Dilma tenta livrar a barra de Sarney e somem com o video que comprova.
8) PT quebra sigilo do caseiro Francenildo.
9) PT apóia as barbaridades de Chavez, Fidel e do Irã.
10) PT quebra o sigilo de integrantes do PSDB.
Cadê a JUSTIÇA desse país?

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Entrevista de Hausmann na Folha de SP de 30/08/2010

ENTREVISTA RICARDO HAUSMANN




Sucessor não terá a mesma sorte de Lula, diz economista

PROFESSOR DE HARVARD DIZ QUE, APESAR DO CAPITAL POLÍTICO, LULA NÃO FOI CAPAZ DE FAZER REFORMAS SIGNIFICATIVAS COMO AS DE FHC



Scott Eells - 28.jan.09/Bloomberg News



Ricardo Hausmann, diretor do Centro para Desenvolvimento Internacional da Universidade Harvard



ÉRICA FRAGA

DE SÃO PAULO



"A grande sorte do presidente Lula foi ter tido um ótimo antecessor. Mas o próximo presidente do Brasil não terá a mesma sorte."

Com esse comentário, em entrevista à Folha, o economista Ricardo Hausmann, diretor do Centro para o Desenvolvimento Internacional da Universidade Harvard e um dos mais respeitados especialistas em teoria do desenvolvimento econômico, encerrou uma série de críticas ao governo Lula.

Em 2008, ele escreveu o estudo "In search of the chains that hold Brazil back" ("Em busca das correntes que freiam o Brasil"), afirmando que a política de expansão fiscal dos anos recentes, alavancada pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico), é insustentável.

E, segundo ele, pode ter o mesmo efeito "desastroso" para a economia que a política externa de Lula teve para a diplomacia.









FOLHA - Houve avanços desde que o sr. escreveu sobre as barreiras ao crescimento no Brasil em 2008?

RICARDO HAUSMANN - Talvez você se lembre que [no estudo] eu era otimista sobre muitos aspectos estruturais do Brasil. O Brasil tem um setor privado muito forte, tem muito potencial de crescimento do investimento em muitas áreas promissoras.

Mas, nos anos de boom antes da crise de 2008, o Brasil era um dos países que cresciam às menores taxas na América Latina.

Minha avaliação era a de que isso se devia a uma taxa baixa de poupança doméstica, que exigia taxas de juros ridiculamente altas para evitar que a economia tivesse um aquecimento excessivo.

Aí veio a crise e o governo respondeu com políticas anticíclicas. Aumentou significativamente a oferta de crédito via BNDES e Banco do Brasil em um momento em que havia uma parada cardíaca financeira.

Diria que, de forma geral, a crise foi bem administrada. Mas o principal problema com muitos países, e o Brasil é um exemplo, é que, quando as coisas começam a parecer bem, eles se tornam arrogantes. Passam a acreditar num mundo de fantasia.



O que o sr. quer dizer com mundo de fantasia?

Só porque o Brasil teve por um trimestre uma taxa de crescimento acima de 7%, o Brasil agora é a nova China e o Lula é um gênio das finanças, e todos os problemas anteriores não existem mais porque o Brasil é um país diferente.

Há toda uma narrativa que tem sido criada por conta de alguns bons trimestres no Brasil que pode levar a políticas macroeconômicas muito inconvenientes. Essa narrativa é particularmente conveniente na época de eleições.

A primeira coisa que já está acontecendo é que a Selic [taxa de juros básica da economia] está subindo. Se você quisesse que a Selic aumentasse menos, a ideia seria compensar com políticas fiscais e de empréstimo pelo setor público mais estritas.

Porque, de certa forma, o Brasil é um país esquizofrênico. Você tem uma política fiscal em que o BNDES tem o pé no acelerador e o Banco Central tem o pé no freio.

Essas combinações são particularmente perigosas porque deixam a Selic muito alta em um período em que as taxas de juros globais estão muito baixas.

Isso leva os investidores a pegar dinheiro emprestado em dólares, em ienes ou em euros para colocar dinheiro no Brasil, o que gera uma forte apreciação da taxa de juros e a possibilidade de desindustrialização.



Alguns defensores da atuação recente do BNDES citam países da Ásia que atingiram altas taxas de crescimento sustentado por meio de políticas industriais. O que o sr. acha desse paralelo?

Não tenho problemas com políticas que complementam o setor financeiro, viabilizando a disponibilidade de crédito para investimentos em áreas difíceis da economia.

Não sou, de forma alguma, crítico em relação à contribuição potencial do BNDES para o desenvolvimento do país. Mas é uma organização que foi desenvolvida na época da inflação alta para proteger a economia das taxas de juros reais muito altas.

A inflação não é mais um problema no Brasil.

Seria possível que o BNDES mantivesse o foco de sua política em empréstimos para investimentos municipais, investimentos de longo prazo, apoiando pequenas e médias empresas, mas a uma taxa de juros que refletisse a Selic e não a uma taxa de juros que é muito inferior à Selic, que cria a distorção de gerar demanda excessiva pelos fundos que o BNDES tem de gerenciar.



O sr. vê o crescente deficit em conta-corrente do Brasil, em tempos recentes, como um problema?

A deterioração do deficit em conta-corrente indica que a expansão do gasto no Brasil é mais rápida do que a expansão da produção.

O efeito disso é apreciar a taxa de câmbio, desestimulando as atividades exportadoras, para liberar recursos produtivos para atender a esse boom temporário do consumo. Todas as indicações são de que as condições fiscais e a política financeira do setor público são excessivamente expansionistas. Isso vai causar prejuízo para as perspectivas de crescimento de longo prazo do Brasil.





A economia brasileira ainda é bastante fechada ao comércio exterior. Isso limita o crescimento de longo prazo?

Acho que o Brasil tem os produtos com os quais poderia ter uma presença muito maior no comércio internacional. Vocês são gigantes em agricultura, em mineração. Têm uma presença marcante na produção de aeronaves. Há uma atividade industrial vasta que poderia gerar uma presença muito maior. Mas a administração macro no Brasil tem sempre conspirado contra o potencial de longo prazo.



E isso continua acontecendo?

Na minha opinião, está piorando. Quando o Lula foi eleito, em 2002, houve uma crise econômica e ele foi muito cuidadoso ao dar confiança ao setor privado.

Agora, eles começaram a pensar que sabem mais e estão menos dispostos a serem cuidadosos. Estão se tornando mais ideológicos.

Do ponto de vista econômico, as políticas são insustentáveis como as adotadas na diplomacia.

Agora que o Brasil é grande, pode ir para a cama com o Ahmadinejad [Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã] no Irã ou hospedar o Zelaya [Manuel Zelaya, ex-presidente de Honduras deposto em junho de 2009] na sua embaixada em Honduras etc.

É uma atitude de que agora o país é independente, um poder diferente, e, portanto, pode confrontar o senso comum. Esse tipo de arrogância na política externa tem sido desastrosa.

E esse tipo de arrogância tem o perigo de ser igualmente desastrosa para a administração macroeconômica.



As pesquisas de intenção de voto mostram grandes chances de vitória da candidata do presidente Lula. O sr. acha que isso levará a uma continuação dessas políticas que o sr. critica?

Todo mundo sabe que o presidente Lula tem sido superpopular e ele construiu um capital político enorme. Mas esse capital político enorme não se traduziu em nenhuma reforma significativa durante seu segundo mandato [2007-2010].

Ele não tem nada a mostrar em termos de ter resolvido problemas antigos relacionados à baixa taxa de poupança, ao sistema de previdência, à infraestrutura, a ter uma estrutura tributária mais normal e funcional.

Apesar do seu enorme capital político, ele não foi capaz de fazer nenhuma reforma significativa como as feitas pelo antecessor dele.

E, recentemente, ele tem se movido na direção contrária. A grande sorte do presidente Lula foi ter tido um ótimo antecessor [FHC]. Mas o próximo presidente do Brasil não terá a mesma sorte.