ENTREVISTA RICARDO HAUSMANN
Sucessor não terá a mesma sorte de Lula, diz economista
PROFESSOR DE HARVARD DIZ QUE, APESAR DO CAPITAL POLÍTICO, LULA NÃO FOI CAPAZ DE FAZER REFORMAS SIGNIFICATIVAS COMO AS DE FHC
Scott Eells - 28.jan.09/Bloomberg News
Ricardo Hausmann, diretor do Centro para Desenvolvimento Internacional da Universidade Harvard
ÉRICA FRAGA
DE SÃO PAULO
"A grande sorte do presidente Lula foi ter tido um ótimo antecessor. Mas o próximo presidente do Brasil não terá a mesma sorte."
Com esse comentário, em entrevista à Folha, o economista Ricardo Hausmann, diretor do Centro para o Desenvolvimento Internacional da Universidade Harvard e um dos mais respeitados especialistas em teoria do desenvolvimento econômico, encerrou uma série de críticas ao governo Lula.
Em 2008, ele escreveu o estudo "In search of the chains that hold Brazil back" ("Em busca das correntes que freiam o Brasil"), afirmando que a política de expansão fiscal dos anos recentes, alavancada pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico), é insustentável.
E, segundo ele, pode ter o mesmo efeito "desastroso" para a economia que a política externa de Lula teve para a diplomacia.
FOLHA - Houve avanços desde que o sr. escreveu sobre as barreiras ao crescimento no Brasil em 2008?
RICARDO HAUSMANN - Talvez você se lembre que [no estudo] eu era otimista sobre muitos aspectos estruturais do Brasil. O Brasil tem um setor privado muito forte, tem muito potencial de crescimento do investimento em muitas áreas promissoras.
Mas, nos anos de boom antes da crise de 2008, o Brasil era um dos países que cresciam às menores taxas na América Latina.
Minha avaliação era a de que isso se devia a uma taxa baixa de poupança doméstica, que exigia taxas de juros ridiculamente altas para evitar que a economia tivesse um aquecimento excessivo.
Aí veio a crise e o governo respondeu com políticas anticíclicas. Aumentou significativamente a oferta de crédito via BNDES e Banco do Brasil em um momento em que havia uma parada cardíaca financeira.
Diria que, de forma geral, a crise foi bem administrada. Mas o principal problema com muitos países, e o Brasil é um exemplo, é que, quando as coisas começam a parecer bem, eles se tornam arrogantes. Passam a acreditar num mundo de fantasia.
O que o sr. quer dizer com mundo de fantasia?
Só porque o Brasil teve por um trimestre uma taxa de crescimento acima de 7%, o Brasil agora é a nova China e o Lula é um gênio das finanças, e todos os problemas anteriores não existem mais porque o Brasil é um país diferente.
Há toda uma narrativa que tem sido criada por conta de alguns bons trimestres no Brasil que pode levar a políticas macroeconômicas muito inconvenientes. Essa narrativa é particularmente conveniente na época de eleições.
A primeira coisa que já está acontecendo é que a Selic [taxa de juros básica da economia] está subindo. Se você quisesse que a Selic aumentasse menos, a ideia seria compensar com políticas fiscais e de empréstimo pelo setor público mais estritas.
Porque, de certa forma, o Brasil é um país esquizofrênico. Você tem uma política fiscal em que o BNDES tem o pé no acelerador e o Banco Central tem o pé no freio.
Essas combinações são particularmente perigosas porque deixam a Selic muito alta em um período em que as taxas de juros globais estão muito baixas.
Isso leva os investidores a pegar dinheiro emprestado em dólares, em ienes ou em euros para colocar dinheiro no Brasil, o que gera uma forte apreciação da taxa de juros e a possibilidade de desindustrialização.
Alguns defensores da atuação recente do BNDES citam países da Ásia que atingiram altas taxas de crescimento sustentado por meio de políticas industriais. O que o sr. acha desse paralelo?
Não tenho problemas com políticas que complementam o setor financeiro, viabilizando a disponibilidade de crédito para investimentos em áreas difíceis da economia.
Não sou, de forma alguma, crítico em relação à contribuição potencial do BNDES para o desenvolvimento do país. Mas é uma organização que foi desenvolvida na época da inflação alta para proteger a economia das taxas de juros reais muito altas.
A inflação não é mais um problema no Brasil.
Seria possível que o BNDES mantivesse o foco de sua política em empréstimos para investimentos municipais, investimentos de longo prazo, apoiando pequenas e médias empresas, mas a uma taxa de juros que refletisse a Selic e não a uma taxa de juros que é muito inferior à Selic, que cria a distorção de gerar demanda excessiva pelos fundos que o BNDES tem de gerenciar.
O sr. vê o crescente deficit em conta-corrente do Brasil, em tempos recentes, como um problema?
A deterioração do deficit em conta-corrente indica que a expansão do gasto no Brasil é mais rápida do que a expansão da produção.
O efeito disso é apreciar a taxa de câmbio, desestimulando as atividades exportadoras, para liberar recursos produtivos para atender a esse boom temporário do consumo. Todas as indicações são de que as condições fiscais e a política financeira do setor público são excessivamente expansionistas. Isso vai causar prejuízo para as perspectivas de crescimento de longo prazo do Brasil.
A economia brasileira ainda é bastante fechada ao comércio exterior. Isso limita o crescimento de longo prazo?
Acho que o Brasil tem os produtos com os quais poderia ter uma presença muito maior no comércio internacional. Vocês são gigantes em agricultura, em mineração. Têm uma presença marcante na produção de aeronaves. Há uma atividade industrial vasta que poderia gerar uma presença muito maior. Mas a administração macro no Brasil tem sempre conspirado contra o potencial de longo prazo.
E isso continua acontecendo?
Na minha opinião, está piorando. Quando o Lula foi eleito, em 2002, houve uma crise econômica e ele foi muito cuidadoso ao dar confiança ao setor privado.
Agora, eles começaram a pensar que sabem mais e estão menos dispostos a serem cuidadosos. Estão se tornando mais ideológicos.
Do ponto de vista econômico, as políticas são insustentáveis como as adotadas na diplomacia.
Agora que o Brasil é grande, pode ir para a cama com o Ahmadinejad [Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã] no Irã ou hospedar o Zelaya [Manuel Zelaya, ex-presidente de Honduras deposto em junho de 2009] na sua embaixada em Honduras etc.
É uma atitude de que agora o país é independente, um poder diferente, e, portanto, pode confrontar o senso comum. Esse tipo de arrogância na política externa tem sido desastrosa.
E esse tipo de arrogância tem o perigo de ser igualmente desastrosa para a administração macroeconômica.
As pesquisas de intenção de voto mostram grandes chances de vitória da candidata do presidente Lula. O sr. acha que isso levará a uma continuação dessas políticas que o sr. critica?
Todo mundo sabe que o presidente Lula tem sido superpopular e ele construiu um capital político enorme. Mas esse capital político enorme não se traduziu em nenhuma reforma significativa durante seu segundo mandato [2007-2010].
Ele não tem nada a mostrar em termos de ter resolvido problemas antigos relacionados à baixa taxa de poupança, ao sistema de previdência, à infraestrutura, a ter uma estrutura tributária mais normal e funcional.
Apesar do seu enorme capital político, ele não foi capaz de fazer nenhuma reforma significativa como as feitas pelo antecessor dele.
E, recentemente, ele tem se movido na direção contrária. A grande sorte do presidente Lula foi ter tido um ótimo antecessor [FHC]. Mas o próximo presidente do Brasil não terá a mesma sorte.
Essa página é um espaço para que eu possa divulgar o meu trabalho, minhas opiniões sobre diversos assuntos (principalmente economia e política) e as belezas do Sul de Minas, com suas montanhas e cachoeiras. O significado do nome Montgomery é "além da montanha" e de Miranda é "digno de admiração". Não deve ser coincidência, portanto, que eu goste tanto de subir montanhas e admirar o horizonte.
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segunda-feira, 30 de agosto de 2010
terça-feira, 17 de agosto de 2010
O custo oculto de Lula
O custo oculto do governo Lula
Maílson da Nóbrega. Revista Veja 11/08/2010.
Aos olhos da opinião pública, Lula é um grande presidente. Sob democracia, nenhum desfrutou de tanta popularidade. É difícil encontrar no mundo quem o iguale nesse aspecto. A avaliação pode ser outra, todavia, se considerada a herança que lega aos sucessores.
Lula poderia ter sido um desastre se seguisse o ideário econômico equivocado do seu partido, que ele próprio professava. Integraria o rol dos populistas latino-americanos que infelicitaram seus países: Perón, Allende e Chávez, para citar os mais nefastos.
Por sorte dele – e do Brasil -, virou presidente quando já existiam os incentivos a gestão macroeconômica responsável: democracia, liberdade de imprensa, estabilidade, intolerância à inflação, previsibilidade da política econômica e maior inserção do país na economia mundial.
Lula chegou ao poder livre de boa parte de sua visão anticapitalista. Politicamente amadurecido e dotado de extraordinária intuição, renunciou às obtusas idéias da plataforma eleitoral de 2001, que o PT lançou em Olinda (“A ruptura necessária”).
Sua corajosa decisão de manter a política econômica associou-se a uma capacidade de comunicação extraordinária e a uma desfaçatez sem limites. Convenceu as massas de que tudo foi obra dele e desacreditou antecessores.
Lula não enfrentou as crises amargadas pelos que governaram entre 1974 e 2002. Justamente a partir de 2003, a economia mundial viveria uma fase áurea. A China passaria a demandar as commodities nas quais o Brasil é competitivo. Quando veio a crise de 2008, o país estava preparado.
Ocorre que o desenvolvimento é um processo permanente, e não o efeito temporário de esforços precedentes. Há que avançar sempre na construção de instituições e em outras ações para melhorar o ambiente que leva à inovação e aos ganhos de produtividade. São medidas complexas, que demoram a frutificar.
Na perspectiva de futuro, Lula é um fracasso. A situação fiscal piorou. O consumo do governo passou de 4,2% para 8,8% do PIB, enquanto os investimentos e inversões financeiras subiram apenas de 0,4% para 1,6% do PIB, e mesmo assim por causa basicamente do suprimento de recursos ao BNDES para subsidiar grupos empresariais. A carga tributária passou de 32% para 36% do PIB e sua qualidade se deteriorou.
O regime de exploração do pré-sal pode mudar por razões ideológicas. O custo será menor eficiência no seu aproveitamento, elevação do potencial de corrupção e pulverização dos recursos entre estados e municípios. A estatização foi retomada. A ressurreição da Telebrás, sem sentido, pode causar mais desperdícios.
A burocracia piorou. Surgiram milhares de normas confusas e conflitantes, de agências reguladoras entregues a militantes e afilhados políticos, nem sempre com as qualificações necessárias. A ANVISA primou em obrar regras para consumidores supostamente imbecis.
O deficiente sistema de transportes virou obstáculo à operação da logística, o que reduz a competitividade. O PAC serve mais para comícios eleitorais do que como saída para os problemas de infraestrutura: representa mero 0,6% do PIB, ou pouco mais de 10% das necessidades.
Ficaram na retórica as reformas para elevar o potencial de crescimento, particularmente a tributária, a trabalhista e a previdenciária. Dada a incapacidade de liderar uma solução para a bagunça do ICMS, os exportadores acumulam mais de 30 bilhões de reais de créditos tributários.
Na política externa, a ideologia e a busca de um protagonismo delirante prevaleceram sobre as tradições de competência do Itamaraty. O governo apoiou notórios ditadores, reeditou fracassadas iniciativas do governo Geisel e colheu derrotas em indicações para organizações internacionais.
No campo ético, a herança nada tem de edificante. A corrupção alcançou níveis inéditos, como no esquema do “mensalão”. Na deliberada transgressão da Lei Eleitoral, Lula parece dizer que o crime compensa, lamentável atitude de um chefe de governo popular, que deveria dar bons exemplos. Essas e outras ações constituem um custo oculto, de ordem moral, social e econômica. O grande público não o perceberá. Bons estudos poderão, entretanto, registrar a autoria dos respectivos erros e omissões: Lula.
Maílson da Nóbrega. Revista Veja 11/08/2010.
Aos olhos da opinião pública, Lula é um grande presidente. Sob democracia, nenhum desfrutou de tanta popularidade. É difícil encontrar no mundo quem o iguale nesse aspecto. A avaliação pode ser outra, todavia, se considerada a herança que lega aos sucessores.
Lula poderia ter sido um desastre se seguisse o ideário econômico equivocado do seu partido, que ele próprio professava. Integraria o rol dos populistas latino-americanos que infelicitaram seus países: Perón, Allende e Chávez, para citar os mais nefastos.
Por sorte dele – e do Brasil -, virou presidente quando já existiam os incentivos a gestão macroeconômica responsável: democracia, liberdade de imprensa, estabilidade, intolerância à inflação, previsibilidade da política econômica e maior inserção do país na economia mundial.
Lula chegou ao poder livre de boa parte de sua visão anticapitalista. Politicamente amadurecido e dotado de extraordinária intuição, renunciou às obtusas idéias da plataforma eleitoral de 2001, que o PT lançou em Olinda (“A ruptura necessária”).
Sua corajosa decisão de manter a política econômica associou-se a uma capacidade de comunicação extraordinária e a uma desfaçatez sem limites. Convenceu as massas de que tudo foi obra dele e desacreditou antecessores.
Lula não enfrentou as crises amargadas pelos que governaram entre 1974 e 2002. Justamente a partir de 2003, a economia mundial viveria uma fase áurea. A China passaria a demandar as commodities nas quais o Brasil é competitivo. Quando veio a crise de 2008, o país estava preparado.
Ocorre que o desenvolvimento é um processo permanente, e não o efeito temporário de esforços precedentes. Há que avançar sempre na construção de instituições e em outras ações para melhorar o ambiente que leva à inovação e aos ganhos de produtividade. São medidas complexas, que demoram a frutificar.
Na perspectiva de futuro, Lula é um fracasso. A situação fiscal piorou. O consumo do governo passou de 4,2% para 8,8% do PIB, enquanto os investimentos e inversões financeiras subiram apenas de 0,4% para 1,6% do PIB, e mesmo assim por causa basicamente do suprimento de recursos ao BNDES para subsidiar grupos empresariais. A carga tributária passou de 32% para 36% do PIB e sua qualidade se deteriorou.
O regime de exploração do pré-sal pode mudar por razões ideológicas. O custo será menor eficiência no seu aproveitamento, elevação do potencial de corrupção e pulverização dos recursos entre estados e municípios. A estatização foi retomada. A ressurreição da Telebrás, sem sentido, pode causar mais desperdícios.
A burocracia piorou. Surgiram milhares de normas confusas e conflitantes, de agências reguladoras entregues a militantes e afilhados políticos, nem sempre com as qualificações necessárias. A ANVISA primou em obrar regras para consumidores supostamente imbecis.
O deficiente sistema de transportes virou obstáculo à operação da logística, o que reduz a competitividade. O PAC serve mais para comícios eleitorais do que como saída para os problemas de infraestrutura: representa mero 0,6% do PIB, ou pouco mais de 10% das necessidades.
Ficaram na retórica as reformas para elevar o potencial de crescimento, particularmente a tributária, a trabalhista e a previdenciária. Dada a incapacidade de liderar uma solução para a bagunça do ICMS, os exportadores acumulam mais de 30 bilhões de reais de créditos tributários.
Na política externa, a ideologia e a busca de um protagonismo delirante prevaleceram sobre as tradições de competência do Itamaraty. O governo apoiou notórios ditadores, reeditou fracassadas iniciativas do governo Geisel e colheu derrotas em indicações para organizações internacionais.
No campo ético, a herança nada tem de edificante. A corrupção alcançou níveis inéditos, como no esquema do “mensalão”. Na deliberada transgressão da Lei Eleitoral, Lula parece dizer que o crime compensa, lamentável atitude de um chefe de governo popular, que deveria dar bons exemplos. Essas e outras ações constituem um custo oculto, de ordem moral, social e econômica. O grande público não o perceberá. Bons estudos poderão, entretanto, registrar a autoria dos respectivos erros e omissões: Lula.
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terça-feira, 27 de julho de 2010
Inacreditável
É impressionante como em linha reta Itajubá é próximo de Campos do Jordão. Quando se sobe a Pedra Aguda em Itajubá, se avistam construções em Campos do Jordão. Por outro lado, quando se está no Pico do Itapeva (Campos do Jordão - Pinda) se avista a Pedra Aguda (em Itajubá) e por incrível que pareça, até a Pedra Branca (entre Pedralva e Conceição das Pedras).
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Dilma cara de pau
Declarar que a carga tributária no Brasil é média é sinal de incompetência, de desconhecimento ou de cara de pau mesmo. Essa gente do PT acostumada a ganhar cargos públicos com salários altíssimos e trabalhar pouco não sabe mesmo o que é carga tributária. Carga tributária nos olhos do outros é refresco.
Vai acordar cedo, trabalhar o dia todo para saber o que é carga tributária.
Vai acordar cedo, trabalhar o dia todo para saber o que é carga tributária.
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Copa 2010
Seria cômico se não fosse trágico. Mais uma vez as ruas das cidades brasileiras se enfeitam de verde e amarelo. De repente, do nada surge um patriotismo fervoroso que não se vê quando há necessidade de combater a corrupção (patriotismo que por sinal só surgiu uma vez, afinal combater a corrupção dos outros é sempre mais fácil) ou os péssimos serviços prestados ou ainda os impostos abusivos. Os anos vão se passando e as chances do Brasil se tornar rico vão ficando pelo caminho. Não tem como ter um país rico com pessoas tão mal educadas e despreparadas. O Brasil não é uma nação. Aqui é cada um por si. Todos querem estar em vantagem em relação ao semelhante. A solidariedade e o sentimento de pátria só surge na copa do mundo ou em tragédias.
De Gaulle estava certo: "Le Brésil n’est pas um pays sérieux"
De Gaulle estava certo: "Le Brésil n’est pas um pays sérieux"
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Renato Russo profético!!!
Na música que País é Esse? de Renato Russo:
Nas favelas, no senado. Sujeira pra todo lado.Ninguém respeita a constituição.Mas todos acreditam no futuro da nação...Que país é esse? Que país é esse? Que país é esse? Terceiro Mundo se for. Piada no exterior... Mas o Brasil vai ficar rico. Vamos faturar um milhão...
Has Brazil's Lula become Iran's useful idiot?
Has Brazilian President Luiz Ignacio “Lula” da Silva become Iran’s useful idiot?
Mahmoud Ahmadinejad clearly thinks so. On Wednesday his website posted a statement saying he had accepted “in principle” a supposed Brazilian proposal to defuse Iran’s standoff with the U.N. Security Council -- and prevent the adoption of new sanctions pressed by the United States, Britain and France.
The Brazilian foreign ministry hastily denied that there was a concrete proposal. But that’s irrelevant: Lula, who is planning a trip to Tehran next week, is obviously seeking to position himself as the mediator who can broker a deal between Iran and the West.
His gesture would be as irrelevant as his recent attempt to settle the Israeli-Palestinian conflict -- except for the fact that Brazil currently holds one of the rotating seats on the Security Council. Like Turkey, another temporary member, Brazil is stoutly resisting the new sanctions initiative, which is one reason why the measure was not adopted last month, as the Obama administration had hoped.
In other words, Lula is providing Iran with valuable time to delay sanctions, even as it presses ahead with enrichment and prepares a new generation of centrifuges to do it more efficiently.
The Brazilian “proposal” seems to amount to another version of the deal Iran has already rejected repeatedly: an exchange of most of the nuclear material it has already enriched for fuel rods it could use to resupply a medical research reactor. Tehran initially appeared to accept a Western offer along these lines last fall, then retreated. Since then it has played at discussing various variations on the deal -- most of which would neuter the point of the transaction from the West’s point of view, which was to remove nuclear material from Iran.
Ahmadinejad’s obvious intention is to discuss this proposal with Lula as long as possible -- without, of course, ever agreeing. “The proposal has many details,” Ahmadinejad’s chief of cabinet said on Wednesday.
Turkey has already been playing this same game with Iran for months, with no results. So why would Lula jump in? For the same reason as Turkish Prime Minister Recep Tayyip Erdogan: to prove that his country is an emerging world power that is capable of acting independently -- and defying the United States. It doesn’t matter to Lula that his diplomacy has no chance of succeeding. What matters are the wire service stories describing Brazil as “an emerging world player” and Lula himself as one of the globe’s most influential leaders.
The price for this vanity diplomacy is the continued delay of sanctions that could be the last chance of stopping Iran’s drive for a nuclear weapon peacefully. The United States looks impotent; Ahmadinejad and his Revolutionary Guard cronies are confirmed in the belief that they have nothing to fear from the West. President Obama’s attempt to restore multilateralism to the center of U.S. diplomacy falls flat.
But will there be any consequences for Lula? The Brazilian president probably doesn’t mind much whether or not Iran acquires nuclear weapons -- after all, he is in his last year in office, and Iran poses no threat to Brazil. Nor does the Obama administration appear inclined to punish the Brazilian leader, whom Obama recently called “my man.” The State Department said this week that the administration is “increasingly skeptical” that Iran was going to change course, and that “there may still be a difference of opinion” with Brazil “as to where we are in this process.”
Nevertheless, “we do recognize the value and importance of a variety of countries engaging Iran,” spokesman Philip Crowley said.
In other words: Lula, go ahead and grandstand.
By Jackson Diehl
May 6, 2010; 12:59 PM ET
Nas favelas, no senado. Sujeira pra todo lado.Ninguém respeita a constituição.Mas todos acreditam no futuro da nação...Que país é esse? Que país é esse? Que país é esse? Terceiro Mundo se for. Piada no exterior... Mas o Brasil vai ficar rico. Vamos faturar um milhão...
Has Brazil's Lula become Iran's useful idiot?
Has Brazilian President Luiz Ignacio “Lula” da Silva become Iran’s useful idiot?
Mahmoud Ahmadinejad clearly thinks so. On Wednesday his website posted a statement saying he had accepted “in principle” a supposed Brazilian proposal to defuse Iran’s standoff with the U.N. Security Council -- and prevent the adoption of new sanctions pressed by the United States, Britain and France.
The Brazilian foreign ministry hastily denied that there was a concrete proposal. But that’s irrelevant: Lula, who is planning a trip to Tehran next week, is obviously seeking to position himself as the mediator who can broker a deal between Iran and the West.
His gesture would be as irrelevant as his recent attempt to settle the Israeli-Palestinian conflict -- except for the fact that Brazil currently holds one of the rotating seats on the Security Council. Like Turkey, another temporary member, Brazil is stoutly resisting the new sanctions initiative, which is one reason why the measure was not adopted last month, as the Obama administration had hoped.
In other words, Lula is providing Iran with valuable time to delay sanctions, even as it presses ahead with enrichment and prepares a new generation of centrifuges to do it more efficiently.
The Brazilian “proposal” seems to amount to another version of the deal Iran has already rejected repeatedly: an exchange of most of the nuclear material it has already enriched for fuel rods it could use to resupply a medical research reactor. Tehran initially appeared to accept a Western offer along these lines last fall, then retreated. Since then it has played at discussing various variations on the deal -- most of which would neuter the point of the transaction from the West’s point of view, which was to remove nuclear material from Iran.
Ahmadinejad’s obvious intention is to discuss this proposal with Lula as long as possible -- without, of course, ever agreeing. “The proposal has many details,” Ahmadinejad’s chief of cabinet said on Wednesday.
Turkey has already been playing this same game with Iran for months, with no results. So why would Lula jump in? For the same reason as Turkish Prime Minister Recep Tayyip Erdogan: to prove that his country is an emerging world power that is capable of acting independently -- and defying the United States. It doesn’t matter to Lula that his diplomacy has no chance of succeeding. What matters are the wire service stories describing Brazil as “an emerging world player” and Lula himself as one of the globe’s most influential leaders.
The price for this vanity diplomacy is the continued delay of sanctions that could be the last chance of stopping Iran’s drive for a nuclear weapon peacefully. The United States looks impotent; Ahmadinejad and his Revolutionary Guard cronies are confirmed in the belief that they have nothing to fear from the West. President Obama’s attempt to restore multilateralism to the center of U.S. diplomacy falls flat.
But will there be any consequences for Lula? The Brazilian president probably doesn’t mind much whether or not Iran acquires nuclear weapons -- after all, he is in his last year in office, and Iran poses no threat to Brazil. Nor does the Obama administration appear inclined to punish the Brazilian leader, whom Obama recently called “my man.” The State Department said this week that the administration is “increasingly skeptical” that Iran was going to change course, and that “there may still be a difference of opinion” with Brazil “as to where we are in this process.”
Nevertheless, “we do recognize the value and importance of a variety of countries engaging Iran,” spokesman Philip Crowley said.
In other words: Lula, go ahead and grandstand.
By Jackson Diehl
May 6, 2010; 12:59 PM ET
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Brasileiro não tem senso crítico
Quem não tem senso crítico aceita tudo passivamente, mansamente..
Por que pagamos tantos impostos e temos estradas esburacadas, serviços do pior nível, burocracia???
A prefeitura de Itajubá está desgovernada. Por que tantos buracos nas ruas? Cadê os impostos que pagamos?
Falta senso crítico.
Por isso que a maioria dos brasileiros apoiam um governo corrupto, amigo de ditadores e terroristas, que cobra muito imposto de quem trabalha e depois distribui só as migalhas (bolsa família)...
Quem não tem senso crítico aceita tudo sem questionar.
O brasileiro não tem senso crítico. Quem não estuda, quem não se informa não desenvolve senso crítico.
Por que pagamos tantos impostos e temos estradas esburacadas, serviços do pior nível, burocracia???
A prefeitura de Itajubá está desgovernada. Por que tantos buracos nas ruas? Cadê os impostos que pagamos?
Falta senso crítico.
Por isso que a maioria dos brasileiros apoiam um governo corrupto, amigo de ditadores e terroristas, que cobra muito imposto de quem trabalha e depois distribui só as migalhas (bolsa família)...
Quem não tem senso crítico aceita tudo sem questionar.
O brasileiro não tem senso crítico. Quem não estuda, quem não se informa não desenvolve senso crítico.
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