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Isaías 9.6.

Um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da eternidade, Príncipe da Paz.

domingo, 8 de abril de 2012

Desindustrialização


ROBSON BRAGA DE ANDRADE
Sucatear a indústria é voltar ao século 19
Os manufaturados nacionais perdem os mercados interno e externo; desse jeito, teremos de volta o Brasil onde se importava tudo, gerando renda no exterior
Alguns momentos na história são determinantes. Neles, os países decidem que rumo querem tomar. O Brasil passa por um desses períodos.
À frente, existem duas opções. A primeira, que pressupõe o fortalecimento da indústria nacional, é virtuosa. Ela leva ao desenvolvimento e a todos os seus benefícios.
O segundo caminho, o do sucateamento industrial, é doloroso. Resultado das péssimas condições de competitividade a que as empresas estão submetidas, suas consequências são o atraso econômico e social.
A indústria de transformação, que exclui segmentos como a extração mineral e a construção, já foi responsável por 36% do Produto Interno Bruto (PIB) na década de 1980.
Essa participação cai de forma mais ou menos contínua desde o início dos anos 1990, chegando a 14,6% no ano passado, o menor nível desde 1956. Na Coreia do Sul e na China, dois dos nossos maiores concorrentes, a indústria corresponde a não menos do que 27,5% do PIB e a 29,6%, respectivamente.
Os manufaturados nacionais perdem espaço tanto internamente como no mercado externo. Entre 2002 e 2011, sua parcela na pauta de exportações caiu de 54,7% para 36,7%.
A balança comercial da manufatura passou a acumular deficits, com as importações ganhando terreno sobre as exportações. Esse rombo foi de US$ 92,46 bilhões e pode superar US$ 94 bilhões em 2012.
Em segmentos como têxteis, autopeças, eletroeletrônicos e bens de capital, a situação é dramática.
Eles sofrem com a enxurrada de importados, estimulada por um real supervalorizado. Impulsionados por mão de obra barata e câmbio artificialmente desvalorizado, os produtos chineses invadiram o mercado interno. Com importações maciças, o Brasil cria emprego e gera renda lá fora.
Um país como o Brasil não pode prescindir de uma indústria forte e competitiva para gerar empregos de boa qualidade e em grande quantidade. Só a indústria tem o poder de irradiar a prosperidade em larga escala, estimulando as vendas de outros setores, nas extensas cadeias de produção.
Sempre que a economia brasileira cresceu a taxas elevadas, nos anos 1970 ou em 2010, foi puxada pela atividade fabril. Não existe país rico sem indústria forte.
Medidas recentes, como a taxação do capital especulativo e o aumento de impostos para automóveis de montadoras que não fabricam no país, vão na direção correta. Mas o ritmo é lento. O câmbio valorizado está matando a competitividade dos produtos brasileiros.
É preciso tomar ações enérgicas para reverter o cenário. O governo deve adotar um controle de capitais rígido, com quarentena de pelo menos seis meses para aplicações de curto prazo, taxação sobre seus ganhos ou a instituição de um pedágio.
É preciso também atacar logo as causas estruturais da falta de competitividade. O sistema tributário torna a vida do empresário um inferno, onera investimentos e exportações, enquanto estimula importações, em um contrassenso difícil de explicar.
O custo dos investimentos ainda é um dos maiores do mundo. A burocracia impõe encargos desnecessários. Deficiências de infraestrutura e de logística encarecem os produtos.
O fato de os industriais brasileiros insistirem em produzir em um ambiente tão hostil só pode ser creditado à sua tenacidade.
O governo precisa dar passos mais decisivos para retirar os entraves à competitividade. Com urgência. Mantido o quadro atual, acabaremos voltando ao século 19, onde se importava tudo. Não podemos voltar a ser reféns dos humores internacionais, sob pena de perdermos boa parte de nossa soberania.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Tentativa de subir a Pedra da Chita em Piranguçu-MG

Hoje, 06/04/12, eu e os amigos Adalto, Dênis e Giordano tentamos chegar ao topo da Pedra da Chita em Piranguçu, mas infelizmente não conseguimos. Na verdade, ao começar a subir a trilha entre o bananal chegamos em um curral. Dali deveríamos seguir à direita, mas acabamos indo pela esquerda deslumbrados com a laje de pedra logo acima que parecia ser relativamente fácil de subir. O problema é que embrenhamos na mata fechada e devido à dificuldade, acabamos por desistir. Mas não tem nada não. Da próxima vez, já sabemos o caminho.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Serra dos Vieiras em Piranguçu

Nesse mês de fevereiro (04/02/12), mesmo com esse calor, conheci um lugar espetacular. Junto com meu amigo Adalto fomos subir a serra dos Vieiras em Piranguçu-MG. Mesmo sem conhecer o caminho, pegamos a estrada para o bairro rural Pedra Branca e fomos subindo. Depois de uma hora de caminhada serra acima, chegamos no topo. A estrada rural leva ao outro lado da serra no bairro dos Borges (no vale do Rio Sapucaí). Para atravessar a serra de carro, só se for 4x4. De moto, só se for moto de trilha. Mas o bom mesmo é subir a pé. No alto da serra, a visão é espetacular. De um lado as montanhas de Campos do Jordão (dá pra ver até algumas casas), do outro as montanhas e as cidades de Itajubá e Piranguçu. Com binóculo é possível avistar Pouso Alegre e Santa Rita do Sapucaí. Avistam-se o Pico dos Marins (Marmelópolis), a Pedra Aguda (Itajubá), o Pedrão e a Pedra Branca (Pedralva), o Pico dos Dias (Brazópolis) e o Vale do Rio Sapucaí, espetacularmente bonito.
Quem ama montanhas não pode deixar de visitar esse lugar.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Brasil: corrupção sem fim

30/11/2011 - 22h01

Brasil é o 73º em ranking que mede percepção da corrupção

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VAGUINALDO MARINHEIRO
DE LONDRES

Após três anos de ascensão contínua, o Brasil caiu no ranking da Transparência Internacional que mede a percepção de corrupção em 183 países.
No ano passado, o Brasil ocupava a 69ª posição. Aparece agora em 73º lugar, atrás de Gana, Namíbia, Botsuana e Ruanda, por exemplo, para citar apenas os africanos.
Brasil convive com diferentes mundos, diz diretor de entidade
Na América do Sul, está muito atrás do Chile, que ocupa a 22ª posição, e do Uruguai (25º).
A mudança de posição no ranking, porém, não representa um aumento da percepção de corrupção no país. A nota atribuída ao Brasil ficou praticamente estável, era de 3,7 em 2010 e está agora em 3,8, numa escala que vai de 0 (muito corrupto) a 10 (nada corrupto).
O que aconteceu é que entraram novos países no ranking, como Santa Lúcia, Bahamas e São Vicente e Granadinas, que aparecem na frente do Brasil.
Cuba, que empatara com o Brasil em 2010, melhorou e está agora na 61ª posição.
O ranking é liderado pela Nova Zelândia, seguida de Dinamarca e Finlândia. No fim da lista estão empatados Somália e Coreia do Norte, que aparece pela primeira vez no estudo.
A Venezuela é o pior país na América do Sul (172º).
Para a Transparência Internacional, órgão que tem sede em Berlim, a situação do mundo é muito preocupante. Dos 183 países analisados, 134 foram reprovados --receberam notas abaixo de 5, o que significa que têm sérios problemas de corrupção.
O ranking é composto com base em documentos e programas de combate à corrupção e também entrevistas.
Em cada país, são ouvidos empresários locais e estrangeiros e analistas. Eles são questionados se pagaram ou se foi exigido deles que pagassem propina a agentes públicos.

domingo, 13 de novembro de 2011

Só é enganado, quem deixa se enganar...

13/11/2011


Artigo de Ferreira Gullar: A política como farsa




Por: Folha de S.Paulo

Como esse é o espírito do governo petista, todos os seus integrantes dançam ao som da mesma música

Todos sabemos que a sinceridade não é uma qualidade muito comum nos políticos, mesmo porque, se o candidato disser francamente o que pensa, provocará mais desagrado que agrado. Pelo sim, pelo não, prefere dourar a pílula. Mas isso não significa que a política seja, como há quem afirme, a arte de enganar os ingênuos. Se até Deus, segundo dizem, se vê obrigado a escrever certo por linhas tortas, imaginem um pobre mortal.

Mas, sem dúvida, há os que exageram, e eu incluo entre estes -sem lhes dar exclusividade- o pessoal do Lula. Antes de chegar ao governo, era contra tudo o que qualquer outro partido propunha, chegando ao ponto de se negar a assinar a Constituição de 1989 -chamada por Ulysses Guimarães de "Constituição cidadã"-, que veio restaurar a democracia no Brasil.

E só para ser do contra, aliás, não só: também para fazer de conta que era o verdadeiro defensor dos direitos do povo.

Essa mesma postura, de quem joga para a arquibancada, levou os petistas a denunciar os programas Bolsa Escola e Bolsa Alimentação, do governo Fernando Henrique, como uma espécie de esmola que humilhava os trabalhadores e os pobres em geral. Quando chegaram ao poder, fundiram os dois programas num só -o Bolsa Família- e deles se apropriaram.

Podiam admitir que haviam errado, mas, pelo contrário, fingem que era uma criação original sua. Do mesmo modo agiram com relação ao Plano Real, à Lei de Responsabilidade Fiscal e a tudo o mais que combateram e passaram a usar, como se os tivessem criado. Claro que quem assim age tem que estar mal na roupa, sempre tendo que fazer de conta, já que tem o rabo preso.

Confesso que, até bem pouco tempo atrás, não tinha visto as coisas por esse ângulo, embora me chamasse a atenção o modo como se comportavam os membros do governo Lula.

Guido Mantega, por exemplo, jamais fala como deveria falar um ministro de Estado. Pelo contrário, todo pronunciamento seu é sempre um autoelogio, exaltação à política econômica do governo, às vezes até afirmando, cabotinamente, ser ela superior à de todo e qualquer país do mundo.

Nessa mesma linha foi o lamentável pronunciamento da presidente Dilma, em viagem recente pelo exterior. Sem o devido respeito que um chefe de governo deve ter com os de outros países, criticou-lhes a política econômica e os aconselhou a aprender conosco a governar... Na verdade, mais uma vez jogava para a plateia, visando levar a opinião pública brasileira a orgulhar-se do governo petista, incomparável e único no mundo.

É atitude própria aos "salvadores da pátria" que, em nossa época, após a queda do Muro de Berlim, empurrou parte da esquerda latino-americana -a menos democrática- a uma espécie de neopopulismo que, não por acaso, alcança os limites da enganação. E não poderia ser de outro modo, uma vez que está obrigada a representar uma farsa: fazer-se de anticapitalista quando, na verdade, o favorece; fazer-se de democrática, quando, de fato, não aceita a alternância no poder e abomina a liberdade de imprensa.

Como esse é o espírito do governo petista, todos os seus integrantes dançam ao som da mesma música, obedecendo à batuta do maestro. Exemplo disso foi a posse do novo ministro do Esporte, que substituiu Orlando Silva, demitido por suspeita de corrupção, como atesta o processo aberto contra ele pelo STF. Para surpresa de todos, esse ato se transformou numa exaltação ao ministro demitido, que foi elogiado por Dilma e aplaudido de pé pelos presentes. Uma comédia.

Um fato muito grave atinge o cerne vital desse sistema de poder: a descoberta de um câncer na laringe de Lula. O país inteiro se assustou, é claro. É verdade que hoje muitos tipos de câncer são curáveis; apesar disso, constatar que alguém está com um tumor maligno não é propriamente uma boa notícia.

É o que todo mundo pensa. Não obstante, parece que, no caso de Lula, é diferente. Da equipe médica à presidente Dilma e ao ministro Mantega, todos afirmam sorridentes que Lula está ótimo, alegre, mais bem-disposto do que nunca.

Até hoje, não tinha visto um diagnóstico de câncer ser tão bem recebido. Parece até que Lula acaba de ganhar o grande prêmio da loteria.

sábado, 23 de julho de 2011

Montanhismo no sul de Minas

Essas são as pedras e picos que alcancei com a ajuda de amigos:
1) Pedra Aguda em Itajubá (4 vezes). A primeira vez foi em 2001, depois em 2009, 2010 e 2011 (1650m).
2) Pedra de Santa Rita do Rio Manso (2 vezes e uma tentativa frustrada). A primeira vez foi em 2007, mas não conseguimos encontrar a trilha na mata. Em 2007, com uma equipe de 4 montanhistas, conseguimos alcamçar o topo da pedra. A segunda vez foi alcançada em 2011 (1.900m).
3) Pico dos Marins (1 vez e uma tentativa frustrada). A primeira vez em 2009, ao chegar no riacho que antecede a subida final dos Marins, a neblina encobriu tudo e desistimos. Em 2010 (01/08/10), em um dia azul, alcançamos o topo dos Marins (2142m).
4) Pedra Amarela (4 vezes). A última vez em 2011. 1700m de altitude.
5) Pedra Branca (Pedralva/Conceição das Pedras) 3 vezes. A última vez em 2010.
6) Pedra Riscada (Cristina) 2 vezes em 2011.
Informações serão atualizadas em breve.

domingo, 3 de julho de 2011

Pedra Riscada em Cristina - MG

A Pedra Riscada no município de Cristina tem um visual espetacular das montanhas do Sul de Minas.
http://www.youtube.com/watch?v=5Uq4rHAdMSg